Bus Ride Notes

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Lançamentos / Playlist

VEIO AÍ – Lançamentos de Julho

sobre fundo escuro e dinâmico,fitas cassetes atravessando a imagem, abaixo do título "lançamentos de julho"

Esse mês passou voando que nem vi, mas nem por isso deixou de ser movimentado. Entre estreias e materiais novos de veteranos, passamos por várias cidades e estados – sim, isso é importante! Na Discografia Caipirópolis a gente já afirma que tem muito som massa sendo feito fora dos grandes centros urbanos, e nessa coluna não pode ser diferente.

Lembrando que: 1) para ter seu material publicado aqui, escreve pra gente no busridenoteszine@gmail.com; 2) se gosta do que fazemos aqui, temos uma campanha recorrente no Apoia-se. Ajuda nóis a continuar produzindo! E 3) Disponibilize seus materiais em TODAS as plataformas! Seu público escolhe onde quer te ouvir. Procuramos colocar aqui na coluna links do Youtube por ser democrático, acessível e GRATUITO.
Sem mais delongas, vamos ao que importa:

aurata – IUNO

Conforme dito no post anterior, IUNO chegou ao mundo com todos seus (muitos) detalhes intrínsecos, que vale ouvir e reouvir até desbravá-los todos.
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Boats – Canvas

Após o single Calmin, lançado em maio, adiantar o que estava por vir, os ícones indie de Pau dos Ferros, RN trazem seu novo e excelente EP. Uma nesga ensolarada pra aquecer o coraçãozinho esses dias frios.
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Born Strong – O Avesso da Verdade

Bastante prolífica desde 2018, neste novo single a Born Strong grita bem na tua cara toda a revolta contra o desgoverno vigente e toda sua rede de mentiras. Uma pedrada. (PS: participamos da mesma coletânea, Punkadaria Antifascista – ainda tenho alguns CDs disponíveis, entre em contato para adquirir uma cópia!).
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Cigarros Indios – De Perto

A banda de Araçatuba, SP lançou seu novo single, o segundo com a nova formação. A banda também tem anunciado “grandes novidades em breve”, será que vem disco por aí?
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coletânea Alforge Records no. 1

O compilado conta com oito bandas que fazem parte do selo gaúcho (cxs/poa, Marinas Found, No Reply, Solana Star, Borduna, Descartes, TeTo e Zava), cada uma com um som inédito, transitando entre sonoridades diversas que têm o hardcore como pilar central.
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Debia – Debia. S/T

Gabriel Debia chega ao fim de um ciclo com o EP Debia. Em 2017, junto do baterista Silas Araújo, Gabriel fez várias composições e no fim de 2018 gravou nove músicas, finalizadas, mixadas e masterizadas por Maurício A. Caetano no Estúdio Traquitana em São Paulo. Algumas foram lançadas como singles durante 2020 e outras, agora, na forma do EP Debia. O EP também conta com participações de Rael Brian (Decurso Drama) e Breno Honório (Giant Love).
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em agosto chove – Dimetil

Universal, experimental e psicodélica na medida, a banda de Palmas, TO lançou o single Dimetil, que faz parte do álbum Ritus Movedissus, confirmado pra sair no próximo sábado (7). Faça o pré-save aqui.
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Entrequadras – Nenhuma Dor

Abordando jornadas pessoais, seus percalços e eventuais convergências, a banda brasiliense traz seu novo single Nenhuma Dor, que faz parte do EP Recomeço, que está previsto para o mês de agosto.
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Facing Death – 7 Vidas

Marcando a transição para letras em português, 7 Vidas é a paulada que sucede From Here to the Unknown (2019). O trio já não é tão novidade por aqui: os jundiaienses estão presentes na Discografia Caipirópolis vol. 2.
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Garage Fuzz – Let the Chips Fall

A banda que inspirou o nome do nosso site lançou seu novo EP estreando nova formação. Uma grande mudança, depois de 30 anos o vocalista Alexandre Sesper deixa a banda e em seu lugar entra Victor Franciscon (Dharma Numb, ex-Bullet Bane).
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La Burca – Desaforo

Há exatos cinco anos, eu recebia Amanda & cia. em casa para a minitour do disco Kurious Eyes no cerrado. Desaforo traz toda a maturação experienciada nesse meio tempo, encorpando o caldo com guitarras – não só uma, como duas!, agora que a banda baseada entre Araraquara e Bauru, SP é um power trio.
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Lascaux – Agora Lascaux

O novo álbum do quinteto cearense, junto do primeiro EP, Lascaux P/ Todos (2018), representa uma espécie de capítulo final de uma era de intensas festas e lutas. O som em maior parte é inspirado por e uma homenagem ao rock e punk brasileiro dos anos 80. “Um disco que carrega nossos amores, medos, desabafos, lutas e que registra nossa vontade sufocada de transformação do Agora”.
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Letty – Nota de Repúdio

Utilizando-se de tweets de políticos do centrão lidos pela ~moça do google, Letty encerra a fase sócio-política de uma série de singles (Aposentadoria e Golpista) para dar início à produção de seu primeiro álbum cheio, ainda sem previsão de lançamento.
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O Leopardo – Dia do Caos em Belo Horizonte

Mesclando punk, ska e mambo, os selvagens belorizontinos d’O Leopardo se jogaram num formato inusitado: o single Dia de Caos em Belo Horizonte é triplo, já que também tem versões em inglês (BH City Caos) e espanhol (Día del Caos en Belo Horizonte).
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Ousel – Coffee break

O quarteto de Goiânia aposta numa pegada alternativa noventista, tingida de dream pop neste novo single – ouvi Cranberries, amém? DE-LÍ-CI-A. Você vai se pegar cantarolando o refrão mais tarde.
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Personas – nfpdc

Comemorando os dois anos do álbum Nunca Foi pra Dar Certo, a rapaziada de São José dos Campos, SP montou um EP com versões inéditas de algumas faixas. Entre roupagens lo-fi e chillwave, acústico e ao vivo, nfpdc se apresenta como um presente de agradecimento àqueles que acompanham a banda.
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Sòdio – Paulada

Sujo, pesado, direto e na tua cara, conduzido pela voz forte de Esté Revoltz. Esse é o hardcore/crossover do pessoal de Arapongas, PR, sendo Paulada seu segundo EP.
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Storia – Espelho

Retornando após cinco anos de hiato, os paulistanos da Storia lançaram este mês o EP Espelho, apostando numa sonoridade (post-)hardcore bastante contemporânea.
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tarde mais densa – Abissal

Quando ouvi os singles Surtos e Paixões Transientes, imediatamente pensei que estava no TramaVirtual ou no MySpace. Nostálgico, mas atual. Hardcore melódico diretamente de Vitória-Vila Velha, ES.
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terraplana – Na sua estante

Consegue imaginar Slow Crush ou Bliss Fields tocando um cover de Pitty? Pois é isso que os shoegazers de Curitiba fizeram. Arrepiei!
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Lançamentos / Playlist

VEIO AÍ – Lançamentos de Junho

Pouco a pouco, temos visto bandas e artistas retornando às atividades – ao menos em questão de lançamentos. Seja ~seguindo os protocolos e gravando em estúdio ou remotamente, desengavetando materiais pré-pandêmicos ou ainda se reinventando em novas versões, remixes e acústicos.

Aquece nossos coraçõezinhos receber tanto conteúdo! Junho foi um mês bem movimentado e diverso, tanto em sonoridades quanto localidades. Selecionamos algumas novidades, vem com a gente!

A Drama – Amanhã de Ontem

Lançada no começo de junho, “Amanhã de Ontem” é a estreia de Laura nas composições da banda. “A composição mescla temas corriqueiros na vida de Laura Cecílio, como o enfrentamento da sua condição depressiva, inserida no cenário da pandemia”.
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Alvaro Dutra – Agora

Mais conhecido por ter tocado no Pulso e Dissonicos (a banda que mais participei de videoclipes na minha vida), e ter produzido o último disco do Dead Fish, Alvaro se lançou como cantor-compositor solo há pouco mais de um ano. “Agora” explora diversas influências fora do punk e fala sobre transformar o vazio em algo concreto, usando a música e a escrita como terapia.
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Antiética – OUÇA!

Em 10 de junho a “banda de punk/rock alternativo carioca idealizada por alguns moleques nada a ver” lançou seu novo EP, “Ouça!”. Por enquanto disponível apenas no Youtube e Bandcamp, em breve estará em todas as plataformas de streaming.
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aurata – órbita

Sendo um dos artistas mais inquietos e prolíficos de Salvador, Ramon Gonçalves lançou este mês “órbita”, contendo “lembrete” e “entalhe”, excertos de “IUNO”, que sairá no próximo dia 14. Experimental, minimalista, camadas em loop precisas e sua poesia torta são as principais características do projeto – tudo devidamente traduzido no vídeo (abaixo) que acompanha o single “entalhe”.
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Bemti – Samba!

O artista mineiro de queer-folk/MPB/synth pop/queernejo lançou em junho “Samba!”, com participação do duo ÀVUÀ. A faixa é o segundo single do disco “LOGO ALI” – sendo o primeiro “Catastrópicos”, em dueto com Jaloo, lançado novembro passado.
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Borduna – Postais

Esse mês, a banda de Caxias do Sul, RS lançou “Postais”, compacto de duas faixas, pela Alforge Records. O EP carrega músicas que resgatam referências sonoras e visuais da década de 1990. Segundo a banda, “Outros Tempos” e “Verdades”, foram agrupadas não só por conta da proximidade sonora, mas também por contarem com um tom introspectivo, bastante diferente de outros trabalhos. Essa introspecção que norteia as músicas também é o reflexo de um mundo de pandemia e isolamento social.
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Campbell Trio – ///

Gravado em 2012 mas ~esquecido nos HDs, foi como projeto acadêmico de um dos integrantes da banda que este disco retomou a possibilidade de ganhar vida. Também foi apoiado por uma campanha de financiamento coletivo, que permitiu a edição em vinil e um projeto gráfico bonitasso de encarte interativo. Leia mais aqui.
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Cat Jump Ska All Star – Sonhando Acordado

A ideia surgiu em um grupo de músicos e amigos no Whatsapp, “Em uma de nossas conversas alguém sugeriu fazermos um som do zero”, diz Du Moreira, que apareceu com uma letra e melodia. Nacho Martin (Guantas) veio com alguns versos, acompanhado de seu ukulele e daí em diante juntaram-se ao projeto: Victor H (Skabong) na bateria, Álamo Leonardo (Poplars) nos coros, Sarah Bini (Skabong) na voz, Edu Z (Sapo Banjo) no baixo, Edu Cursino (Sapo Banjo) nas teclas, John Souza (Demasiada Presión) na guitarra, Nilvo Krauze nas rimas e Kiko Bonato (Buena Onda Reggae Clube) no saxofone.
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Crime Caqui – Session Very Special

A banda sorocabana está com uma campanha de financiamento coletivo para seu primeiro álbum, “Atenta” (colabore aqui). A Session Very Special, gravada na chácara da família de uma das integrantes, adianta dois sons que estarão no disco, “Estrago” e “Violeta”, mais um cover da clássica “Vapor Barato”.
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Decline feat. Zero To Hero – Summer 2

Lançado dia 21 de junho, “Summer 2” faz parte do próximo EP da Decline, “Isolation”, que conta com quatro músicas –cada qual com participações especiais.
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Discordex – O que Sobrou de Paz

“O que Sobrou de Paz” é o novo single da banda de Itupeva, SP. “A primeira frase desse novo single dá o tom urgente e pessimista do mais puro sentimento de esgotamento e desesperança, muitas vezes maquiados pela ilusão das redes sociais e a necessidade de demonstrar o quão feliz todos são ou fingem ser”. O single foi lançado pelo selo Clichê Records, de Jundiaí.
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Fuck Namaste – Metendo a Ripa na Cabeça do Sistema!

A banda fortalezense de fastcore e powerviolence lançou em junho seu segundo álbum, “Metendo a Ripa na Cabeça do Sistema!”. Quinze músicas em cinco minutos de muita barulheira. O disco está disponível no Bandcamp, saiu em fita k7 pelo selo Podre Rec e em breve será disponibilizado em CD.
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Gali Galó – Aceita

Voltando ao queernejo, Gali Galó, artista que mistura sertanejo, brega e indie lançou “Aceita”, single de seu primeiro disco, previsto para agosto. A música fala sobre sexualidade e identidade de gênero, “quando você ACEITA o seu preconceito, você começa a aceitar que a melhor forma de conviver com ele é destruindo-o”. Você pode ler nossa entrevista com Gali aqui.
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Heartlistener – Counterfeit

“Imagine como é se sentir insuficiente em todos os aspectos. Ter vergonha de ser quem você é e de todas as coisas que te fazem feliz. Eu sou minha própria falsificação.” Com essa contextualização pesada, a rapaziada HC de Ponta Grossa (alô Paraná, bora fazer uma Discografia Caipirópolis local!), lançou o single “Counterfeit” (confira o clipe abaixo), que bem faz jus ao peso.
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homeninvisível – Dissolver

Com uma sonoridade mais ensolarada, o homeninvisível retorna do hiato trazendo uma nova versão de “Dissolver”, presente no EP de estreia “Formas Negativas” (2018). Se tivesse sido lançada na época de ouro do TramaVirtual, teria ouvido no repeat e guardado o mp3 até hoje…
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Inês É Morta – Espectro do Tempo

O quarteto paulistano de post-punk lançou o etéreo single “Espectro do tempo”, ideal pra ouvir no escuro e dançar sozinho (ou com a parede).
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Inner – Cicatrizes

Segundo single da banda paulistana, que borra linhas imaginárias que dividem subgêneros – não querendo ser clichê mas sendo, a Inner tem uma pegada pesada sem perder um ~suíngue melódico. Desde o primeiro single, “Inércia”, me soa como um encontro entre Incubus e Rage Against the Machine.
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La Burca – Mato Sem Cachorro

“‘Mato Sem Cachorro’ é um uivo contra a intolerância aos LGBTS, negros, mulheres , minorias e ao caos necropolítico bolsonarista”. La Burca lançou semana passada, junto de um clipe, o novo single de seu próximo álbum, “Desaforo”, (o primeiro single foi a música de mesmo nome). Essa é a primeira música da banda com letra em português e é também o primeiro lançamento do Coletivo Lança, voltado para uma prática democrática e inclusiva nas artes.
Acompanhe a La Burca pelo Instagram.

Mini Lamers – Quiet For a Bit/ Mesmo Que Alguém te Surpreenda

Depois do fim (😭) da banda Comma, Erika “Mini” Lamers seguiu em carreira solo, e lançou os singles “Mesmo Que Alguém te Surpreenda” e “Quiet For a Bit” (vídeo abaixo), primeiras músicas inéditas desde “Farsa” (2018). Mesmo postando com frequência covers (de Lady Gaga a Simone e Simaria) em seu Instagram, é outra vibe ouvir essa voz grave maravilhosa cantando suas próprias inquietações!
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MXOXV – Faces

O projeto eletrônico de som experimental, improviso e noise de Pouso Alegre, MG, lançou esse mês seu novo EP, “Faces”, que além de várias experimentações (incluindo audios do Whatsapp) traz também duas faixas ao vivo, “Outra Ocasião” (do festival de mesmo nome, 2017) e “Na Casinha com Racassi” (gravada em um show em Rio das Ostras, 2019). “Faces” está disponível no Bandcamp e será lançado em fita k7 pelo selo mineiro Belo Records em Agosto.
Acompanhe MXOXV e Belo Records pelo Facebook.

Os Últimos Escolhidos do Futebol – Berrini

Trazer uma roupagem contemporânea pra sonoridades e estéticas retrôs é, definitivamente, a identidade dos bauruenses. O novo single Berrini é a prova disso: você consegue se imaginar ouvindo tocar numa jukebox de lanchonete dos anos 50, bem como caminhando à tarde com seus fones de ouvido.
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Selenita – Herança de Sangue

Do faroeste goiano de Luziânia para o mundo, os veteranos da Selenita ousam ao mesclar seu hardcore/nu metal com cânticos sertanejos e viola caipira, resgatando suas origens e ancestralidades. “Herança de Sangue” ganhará um videoclipe em breve, fica de olho!
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Superbrava – Natural

A banda lançou em 18 de junho seu novo EP, “Natural”. Ele conta com a participação de Danilo Lamarca (La.Marca), foi produzido por Nando Basseto (Garage Fuzz), lançado pela Artico Music e conta com Alexandre Kool na arte de capa.
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The Letters To – Wednesday

“The Letters To é um projeto solo idealizado por Lucas Carmo. Suas músicas vão do pop punk ao folk, sendo assim, Punk demais pro Emo e Emo demais pro Punk”. “Wednesday” foi lançada junto de um clipe e fará parte do próximo album da banda, “Pop Punk Nightmare”. Lucas inclusive faz parte do selo/coletivo Big Cry Records, leia nossa entrevista com eles aqui.
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Umbilichaos – To Become Unreal

A banda doom/post-hardcore/sludge acabou de lançar seu mais recente disco, que consiste em duas faixas de 25 minutos no total. “To Become Unreal” é lento, grave, psicodélico, intenso e agressivo, e compõe a quarta parte da “Tetralogia da Solidão”. Você pode ler nossa entrevista com Umbilichaos aqui.
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Yael Carvalho Torres – Banguense

“Banguense” é o primeiro single do próximo disco do artista carioca Yael. “Aberturas e Encerramentos” tem como proposta uma sonoridade um tanto nostálgica de animes da década de 2000. “‘Banguense’ em si é uma ode ao meu bairro, onde nasci e tenho vivido pelos últimos 25 anos”.
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Lançamentos / Playlist

VEIO AÍ! – Lançamentos de Maio

Estabelecendo mais uma coluna/seção/chame do que quiser, aqui apresentamos alguns materiais lançados no último mês.
Sem enrolação, vamos ao que interessa:

Aparte – Mente que Vagueia

Formada por (ex-)membros de Rainha Vermelha, Calvet, Siltu e Paradisi, os veteranos da cena indie brasiliense da Aparte lançaram a intimista-mas-dançante “Mente que vagueia”, sucedendo seu EP de estréia, “Intercina”(2019). [Destaco a arte belíssima, assinada por Isabella Pina!].
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Arame Christophobia

Crustzão sujo doido direto de Vila Velha, conta com Lorena Bonna (Roberta de Razão, Whatever Happened to Baby Jane?) e Fabio Mozine (Mukeka di Rato, Os Pedrero, Merda). Só dá o play se estiver preparado pra desgraçar a cabeça e moshar sozinho.
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Asfixia Social Censura não 2021

Após retornarem da turnê europeia, a banda percebeu o quanto a música “Censura Não” dialogava e tinha força junto ao público. Resolveram, então, regravá-la, abordando também o momento bizarro em que estamos vivendo. No vídeo, cenas da turnê foram combinadas com situações mais recentes, em tom de denúncia.
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Collectively Alone – Collectively Alone

Projeto de indie/lo-fi/post-rock criado pelo paulistano Tullio Zarpão, com a participação de vários talentos ao longo do disco – tudo gravado remotamente. Um respiro de ar fresco e acalento nesse mundo caótico.
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Hiroshima Bunker – Lado B

Compacto de duas faixas, “Lado B” e “Você nunca esteve realmente aqui”. A primeira sendo instrumental, a segunda spoken word, se complementam, traduzindo e externando as agruras que só 14 meses de crise sanitária e reclusão social forçada podem proporcionar.
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Mastema – ANYWHERE IS MY LAND

Mastema é um projeto de poesia/post-punk/techno de Guilherme Castelo Branco. Outrora calcado numa estética sonora mais roqueira, estes novos singles apresentam uma visão mais eletrônica de ritmo seco, em ambientações mais experimentais e noturnas. O single duplo “ANYWHERE IS MY LAND”/ “CONCRETO” abrem caminho pro próximo EP, “Kenopsia”.
Acompanhe Mastema pelo Bandcamp.

Natália Carreira – Wrong

“O que surgiria se eu fizesse uma música que ninguém fosse ouvir?” se perguntou Natália – como assim? Tá certo isso não, estamos ouvindo sim (e bastante) por aqui. Ligeiramente diferente de suas demais composições, “Wrong” foi gravada e produzida em dois dias por ela mesma, em seu quarto.
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Panço Youi

O carioca Panço nos traz aqui o disco “Youi”, lançado em 7 de maio mas em gestação desde dezembro de 2017. São dezesseis faixas bem curtas, algumas com até 53 segundos de duração, todas compostas pelo próprio Panço. Com uma fixa técnica extensa, a obra também tem participações de músicos das bandas Mombojó e Zumbi do Mato, entre outros.
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Parallèles Não tem

Sem lançar material inédito desde o 7″ “Você só corre/ Juan Miró”, de 2015, em março fomos surpreendidos pelo single “Ferme la bouche” e, agora em maio, por “Não tem”. Ambos com aquela sonoridade delícia garage/surf punk/sixties que só elas podem te oferecer!
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Samsara – Moment Crusher

A banda de metal de Bauru, SP acaba de lançar seu novo single, “Moment Crusher”, gravado ao vivo em estúdio. Acompanhado também de um clipe.
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split Punho de Mahin e Sendo Fogo

O projeto Seja Independente ou Morra pretende organizar um calendário de atividades voltadas para a música independente na periferia de São Paulo. No final de 2020 eles convidaram as bandas Punho de Mahin e Sendo Fogo para a gravação de um split, o resultado é “Racistas Otários Nos Deixem em Paz”.
Aqui temos 12 minutos de punk rock e hardcore que reúnem letras sobre a violência do racismo, a luta dos povos originários da floresta contra a invasão e o genocídio.
Acompanhe pelo Instagram: Punho de Mahin e Sendo Fogo.

Stevie Vagger Toda mente pede tempo/ Máquina

Estreando nas listas aqui do blog, a artista brasiliense Stevie Vagger apresenta seus mais novos singles, “Toda mente pede tempo” e “Máquina”. Segundo a artista, que está iniciando a carreira solo, a sua obra tem a sensibilidade como pilar e o conceito se desenvolve a partir do contato com a espiritualidade e com o início da transição enquanto transgênero. O álbum “Sal Gosto” está previsto para ser lançado em agosto de 2021.
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Valv – Nina

Um dos grandes nomes do indie nacional dos anos 2000 (com aquele pé nos anos 90 que a gente adora), a banda belorizontina nos presenteia com um single novo, “Nina”. Mó climão, bonito e envolvente, cujos samples reforçam a letra – o sentimento de felicidade sendo recém pai/mãe de uma criança pequena.
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Wry – Weapon in my Hand EP

Outro grande nome do indie brazuca, a Wry lançou um compilado de remixes, que contém a faixa-título original (do disco Noites Infinitas, 2020), duas versões remixadas da mesma; mais versões de “Don’t you ever call me on my name again” e “Cancer”, ambas do disco Flames in the Head (2005).
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Young Lights – Drunk in the Elevator

Apenas três meses após o lançamento do disco “Somewhere Between Here and Now”, os belorizontinos soltaram a faixa oculta Drunk in the Elevator. De fato, uma abordagem indie de música de elevador (adoooro!), derretendo aos poucos, como seu cérebro depois de um belo porre.
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Lançamentos / Playlist

Lançamentos de Abril

Sentiu esse cheiro? São eles, os singles recém saídos do forno que o Bus Ride Notes traz pra vocês hoje!

Tá uma época bem complicada, então o melhor que a gente pode fazer agora é aquietar o facho e ficar em casa ouvindo música, ou se você está tendo que trabalhar, aproveita e já escuta esses lançamentos no caminho (ou até no banheiro do seu local de trabalho, pra dar aquele migué no patrão).

Sem mais delongas, vamos a eles:

Andressa Nunes – AlgorID

Não faz muito tempo que a Andressa apareceu aqui no blog para uma entrevista. E ela já está de volta para abrir nossa lista! (Até rimou rsrs).

Dessa vez, apresentando o novo single, “AlgorID”. Lançado no dia 27 de abril, a música fala, entre outros temas, sobre psicanálise e algoritmos.

Bateu a curiosidade? Aproveita que já tem até clipe!
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Rebecca Nora –  Labirinto

“Labirinto” é o segundo single do EP “Amor” da Rebecca Nora. A faixa lançada em 30 de abril possui elementos do lo-fi e indie pop.  

O EP, que ainda está para ser lançado, faz parte do projeto “Transmutação” que será composto por quatro EPs, seguindo uma narrativa de autoconhecimento e cura.

O primeiro da série, e também da carreira da cantora, foi lançado em 2020 e se chama “Propósito”.
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Lyra Blues – Contra Maré

Outro single que faz parte de um projeto bem maior! No primeiro semestre de 2021, Lyra inicia uma fase nova na carreira e pretende lançar quatro músicas novas. A primeira dela já está entre nós e se chama “Contra Maré”.

Fica aqui o destaque para o lyric video ilustrado do single. Amigos e colegas próximos da cantora receberam trechos da letra e tiveram liberdade de criar uma ilustração com o que eles sentissem sobre.
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Cervelet – Presentes

A banda paulista Cervelet lançou a sua primeira música de 2021. “Presentes” fará parte do álbum “Remoto”, que está sendo lançado desde 2020. A faixa sucede os dois singles anteriormente lançados, “Utopias” e “Coach”.

E se tem uma coisa que essa banda está caprichando para o novo álbum, são seus clipes. As três músicas receberam clipes muito bem produzidos e assinados pelo diretor Guilherme Constant.

O vídeo de “Presentes” se passa no centro histórico da cidade de São Paulo e tem toda uma narrativa em volta da cor vermelha.

Na letra, vemos nomes de ativistas brasileiros assassinados durante a luta por direitos fundamentais.

“A canção busca homenagear alguns daqueles que lutaram por direitos e por justiça nos diferentes momentos do nosso país”, explica o compositor Tiko Previato.
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Vida Cinza – Nada Mudou

O som neocrust/skramz no lançamento “Nada Mudou”, do projeto solo “Vida Cinza”, fala sobre estar preso em memórias e conceitos passados que mantém um loop de processos não evolutivos.

Diretamente do ABC Paulista, o projeto já conta com dois singles (“Cárcere contra o tempo”, “Dissipar”) e uma demo. Escuta que é pedrada!

Superbrava – Natural

Pop Punk? Temos também! Os paulistas da Superbrava lançaram o single “Natural” para o EP homônimo que será lançado pela Artico Music.

Segundo a banda, a música fala sobre “alguém sufocado dentro de algo que não é, que se manteve nesse padrão para agradar os outros, esquecendo-se de si. Até chegar o momento de libertação“.

O lyric video para “Natural” você confere aqui:
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Storia – Essência

São Paulo vem marcando presença nessa leva de lançamentos, ein? Agora com o single “Essência”, da banda de post hardcore/pop punk Storia.

A faixa faz parte de um novo EP que será lançado ainda em 2021. Nas referências da banda nós temos grupos como Citizen, Bring Me The Horizon e The Story So Far.

A música fala sobre pedaços de nós mesmos que deixamos em nossos relacionamentos. E veio com clipe assinado pelo diretor Phellip Atila.
Acompanhe Storia no Instagram.

AIUKÁ – Refúgio

“Refúgio” é o primeiro single de AIUKÁ, projeto solo de Guilherme Krema, e fala sobre encontrar conforto e abrigo em meio ao caos que vivemos no Brasil afetado pela pandemia. Ela faz parte do EP “tigres vermelhos em marte caçando estrelas cadentes”, a ser lançado em breve.

AIUKÁ nasce do processo de composição de Guilherme no isolamento social em decorrência da pandemia e tem referências como AIYÉ, Boogarins e Vitor Brauer.

O EP conta com sete canções produzidas, gravadas e mixadas em seu quarto, resultando do mergulho em seu imaginário pessoal e criativo para abordar temas como solidão e afeto na pós-modernidade.
Acompanhe AIUKÁ no Instagram.

Dêhh feat. Noze – Nunca Tô Só

Fechando nossa lista, temos o novo som do beatmaker, produtor e cantor, Dêhh.

“Nunca Tô Só” tem a participação especial do Noze e é um trap de responsa vindo diretamente do Distrito Federal.
Acompanhe Dêhh e Noze no Instagram.

É isso, pessoal! O mês de abril trouxe muita coisa boa pra gente ouvir e já canta a pedra de que vem mais por aí. Fiquem seguros, cuidem dos seus e não vão dar mole por aí não. Salve!


Lançamentos / Playlist

VEM AÍ!, parte 2 – O que é pre-save e porque usar!

Dado ao enorme sucesso (rs) da primeira matéria sobre lançamentos, resolvemos fazer uma segunda parte!

Tendo em vista várias novidades pipocando por aí, queria trazer um pouco de conteúdo e falar sobre pré-save, direcionando o papo à galera das bandas. Quase ninguém usa essa isso em terras brasilis.

– Ô seu doido, mas que diabos é pré-save?

É uma ferramenta que permite que seu público, vulgo seus fãs, incluam as músicas em suas bibliotecas/playlists antes da data oficial de lançamento, tendo acesso às músicas logo nos primeiros segundos em que estiverem disponíveis.
E por que motivos você deveria usá-la? Vamos lá:

  • Chama atenção dos ouvintes, criando expectativas e aumentando o engajamento do seu trabalho – antes mesmo de ser publicado.
  • Você pode aproveitar a oportunidade para publicar um teaser, seja um trecho da música ou videoclipe, e/ou também a pré-venda ou anúncio de novos merchs.
  • Reforçando o engajamento, o algoritmo do streaming vai ~crescer o olho pra cima de você, o que aumenta a possibilidade de conseguir adentrar as grandes playlists editoriais das plataformas – exponencialmente te levando a um possível número de maior de ouvintes. (Importante: estou falando de hipóteses, não é uma garantia!)
  • Ok, há poucos dias fomos informados sobre o vazamento de dados de milhões de pessoas no Brasil. Então é preciso ser cauteloso nessa parte. É que o pré-save serve também pra você coletar dados sobre seu público, como localização, faixa etária… te permitindo direcionar melhor sua comunicação. Às vezes rola até endereço de email, que pode se tornar um mailing de newsletter. Mais importante ainda: NÃO SEJA CUZÃO, NÃO VAZE OS DADOS DE NINGUÉM!
  • E você, caro/a ouvinte, se por acaso vir suas bandas preferidas soltando um pré-save: FAÇA-O! Isso ajuda muito mais do que pode imaginar.

Sua distribuidora de música certamente oferece a possibilidade de um pré-salvamento. Vale a pena dar uma conferida .


Dito tudo isso, hora do esquenta pros pré-saves todos:

Autoclismo
Diretamente de Teresina/PI, o trio instrumental vai lançar seu novo EP, “Tetra”, no próximo dia 23. E, eba!, tem pré-save, que você pode fazer aqui. Acompanhe a Autoclismo pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Californicks
A rapaziada do hardcore melódico de Mauá/SP tem publicado há algumas semanas os bastidores da gravação de seu novo material. Seu último trabalho foi o EP “Por Todos Nós”, de 2018. Acompanhe a Californicks pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Charlotte Matou um Cara
No último post, a gente chutou e fez gol! Só atualizando mesmo, Charlotte anunciou seu novo disco, “Atentas”, que está em fase de financiamento coletivo – e você pode contribuir aqui.

Família Estranha
Fugindo um pouco da curva (até pros padrões do Busão), Família Estranha é uma banda londrinense influenciada por música brasileira, latina e bluegrass (!), que tem a rua como seu palco principal. Estão com campanha de financiamento coletivo pro seu primeiro disco, “Toda Família Merece um Álbum” – e você pode contribuir aqui. Acompanhe a Família Estranha pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Join the Dance
Depois de soltar o single “The Sun” ano passado, os cariocas de hardcore melódico skate delicinha entraram em estúdio semana passada novamente. Aguardemos! Acompanhe a Join the Dance pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Kattana OCK
Duo de horror punk, baixo+bateria, estão em fase de gravação de seu material de estreia. Dá pra dar um confere nesse áudio aqui que o trem vai ser doido! Acompanhe a Kattana OCK pelo Instagram.

Medrado
Parece que vem coisa nova por aí nos versos do Medrado, que tem lançado vários singles. Um EP em parceria com o produtor An_Tnio tem previsão para ser lançado nos próximos meses. Acompanhe o trabalho do rapper pelo Instagram, Soundcloud e Spotify.

Numbomb
O trio de crust/grindcore de Brasília-via-Lisboa não terá só um, como dois lançamentos em breve: seu primeiro álbum e também um split com a Nekkrofuneral. Acompanhe a Numbomb pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Paranoia Bomb
Projeto recente de veteranos da cena punk rocker brasiliense (Firstations, Dissonicos, Caos Lúdico, Conteste!, Nada em Vão), o supergrupo traz também influências do country e do folk. Incansáveis, estão estúdio gravando o sucessor do EP “É Hora de Ir”, de 2020. Acompanhe a Paranoia Bomb pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Personas
No fim do último mês, os jovens do rock triste lançaram o single “E Eu Me Desespero Facilmente”, que dita o tom de seu próximo EP. Acompanhe a Personas pelo Instagram, Facebook e Spotify.

SLVDR
Faz bem uns 5 anos que saiu o excelente “Presença”, e dentro em breve tem novidades também! Se você curte uma fritação instrumental, fica de olho! Acompanhe a SLVDR pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Signo 13
Há quase 10 anos na estrada, vários EPs e coletâneas na bagagem, a banda pós-punk do DF lançou seu primeiro álbum “Serpentário” num formato inusitado: soltando cada faixa como single, mensalmente, entre setembro de 2019 e outubro de 2020. E trarão mais novidades em breve! Acompanhe a Signo 13 pelo Instagram, Facebook e Spotify.

coletânea Coletivo Lança
O coletivo ainda prepara pra se lançar oficialmente em breve, com um evento online. Mas já nos adiantou sobre sua primeira atividade: uma coletânea (ainda sem nome), que tem confirmada as presenças de nomezassos como Loyal Gun, Hayz, Trash No Star, Letty, Drowned Men, Fragmentos Urbanos e Gomalakka, com músicas inéditas, será lançada no primeiro semestre. Como ainda não temos links oficiais, fica de olho nas bandas pra acompanhar!

coletânea Território Antifa
Produzida pela produtora Casa Sonora, várias bandas antifas da região metropolitana de Porto Alegre se reúnem nessa coletânea que promete! Todas entrarão com duas músicas inéditas. Alguns nomes confirmados: Lo que Te Voy a Decir (AMO!), Pupilas Dilatadas, Cine Baltimore e Punkzilla. Acompanhe a Casa Sonora pelo Instagram e Facebook.


Por hoje é isso! Espero que esse amontoado de palavras e links tenha sido útil pra você. Acredito que não faremos uma parte 3 sobre lançamentos futuros, mas pode mandar sua pauta no busridenoteszine@gmail.com. Sextou!

Lançamentos / Playlist

VEM AÍ – O que esperar de lançamentos para 2021?

Não sei você, mas pessoalmente tenho pequenas crises de ansiedade às quintas-feiras, antecedendo o Radar de Novidades do Spotify da sexta. Já faz parte da minha rotina – inclusive, minha playlist do ano de 2021 tá rolando. Pra dar uma amenizada nisso, costumo organizar uma lista do que tá pra sair, até pra não acabar esquecendo.

Ano passado tivemos uma baixa considerável no âmbito de lançamentos. Não preciso entrar nos méritos de dificuldades pandêmicas e etc., né? Foi e ainda tá foda pra todo mundo. Mas precisamos apoiar quem teve e tem condições de trabalhar de forma segura nesse período. E também esperar que todo mundo retome as atividades, o mais breve possível <3

Enquanto isso, bati um papo com contatinhos de bandas e selos nacionais, e abaixo elenco alguns lançamentos confirmados, previstos ou mesmo especulados – a esperança é a última que morre. Pega seu café e vem comigo!


A Trip to Forget Someone
Poucas semanas depois de publicar o single “Portão 14”, em setembro passado, a banda instrumental de Belém/PA anunciou a gravação de uma nova música, que ainda não saiu. Será que agora vai? Acompanhe A Trip to Forget Someone pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Agreste – Super Abalada (EP)
O trio belorizontino formado por remanescentes da amada Miêta soltou o (viciante) single “Cíclica em agosto passado. Podemos concluir ou presumir que, a qualquer momento, saia o EP completo? Acompanhe a Agreste pelo Instagram e Spotify.

The Biggs
Os últimos singles, “Breech Delivery” e “(Battle)Fields” saíram em 2015. Numa live recente, apresentaram uma música nova, “See You”. Será que podemos esperar mais novidades pra esse ano? Tá na hora né? Afinal o último álbum saiu há longos 12 anos… Acompanhe o Biggs pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Charlotte Matou um Cara
Nada oficial, mas algumas músicas inéditas (como “Lembrar Para Não Repetir” e “Farsantes Com a Bíblia na Mão”) foram apresentadas em shows passados e lives no último ano. Podemos sonhar com uma tão esperada voadora na cara como foi o disco homônimo de 2017? Acompanhe a Charlotte pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Deadtrack
Meus queridos crust punk metal brabo de Uberlândia estão em fase de gravação do material novo, sucessor do disco pedrada “Rupture”. Ainda sem data prevista de lançamento. Acompanhe a Deadtrack pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Enema Noise
Trabalhando em um novo EP de remixes e versões de músicas antigas, já tendo como uma prévia “Bayer + Monsanto” (an_tnio remix), a incansável e barulhenta banda candanga logo menos tem novidades – prevista pra esse primeiro semestre. Vem na sequência do EP “Aquilo que já é meu/ Hora mais fria”, que também saiu em vinil 7″. Acompanhe a Enema pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Escolta
O quarteto de rap metal brasiliense começou a gravar o novo material há poucos dias. Os shows do disco “Efeito Moral” foram incríveis, super energéticos. Que continue nessa pegada! Acompanhe a Escolta pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Eskröta – Vida Artificial (single)
Poucos meses após o discasso “Cenas Brutais”, a Eskröta retorna com um novo single, disponível no dia 28, próxima quinta! Acompanhe a Eskröta pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Gagged
Chegando em seu 17º (!) ano de estrada, os interioranos da Gagged estão em fase de composição com uma nova formação e (alerta de spoiler) preparando várias novidades. Seu último trabalho foi o disco “Sobre Nós”, de 2018 – veja o clipe de “Cidade Sem Lugar”. Acompanhe a Gagged pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Hayz
Com a possibilidade de gravar em casa, como foi o caso do excelente single “A Soma de Todos os Medos”, lançado há pouco mais de dois meses, seria correto supor que vem mais coisa por aí em breve? Por favor, nunca te pedi nada! <3 Acompanhe a Hayz pelo Instagram, Facebook e Spotify.

In Venus – Sintoma (álbum)
Com o belíssimo clipe do single Ansiedade, o quarteto pós-punk anunciou seu novo disco, Sintoma – com vinil já em pré-venda. Acompanhe a In Venus pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Jova – Nada é Fixo (EP)
O artista de Belford Roxo/RJ lançou em 2020 seu primeiro EP, “Músicas Para Ouvir Perdido na Floresta” e o segundo EP de Jova, “Nada é Fixo”, que será lançado dia 29 de janeiro já tem pré-save. Embalado pela pandemia de Covid-19, ele traz como temas situações com as quais fomos obrigados a lidar por causa do isolamento social. Acompanhe Jova pelo Instagram e Spotify.

La Burca – Desaforo (álbum)
Organizei uma minitour do lançamento do último disco, “Kurious Eyes”, em 2016 aqui pelo cerrado (DF e Goiânia). Portanto, “Desaforo” é muito esperado! Já tem um single instrumental, também chamado “Desaforo”, rolando por aí – e o disco vai sair em vinil! Acompanhe a La Burca pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Manger Cadavre?
Uma das mais ativas, prolíficas e turnêzantes bandas da última década, também está com nova formação e postou recentemente que logo terão novidades. Aguardamos o que vem em sequência do excelente disco “AntiAutoAjuda” (2019). Acompanhe a Manger Cadavre? pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Movva – Depois da Tempestade (EP)
Meus meninos da nova geração do hardcore de Jaboticabal/SP terminaram recentemente a gravação de seu EP de estreia. Já experientes na cena do interior, lançaram o single “Alento” ano passado como uma prévia do que está por vir. Acompanhe a Movva pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Naja White – desabafEMOs (EP)
Depois da estreia com o single O emo tá de volta em 2020, a drag queen revelação do emo nacional se prepara para lançar o primeiro EP. Disponível no próximo dia 29, sexta – e já tem como prévia as faixas “Pontes” e “Vida de Adulto”. Acompanhe Naja White pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Nada em Vão
Os bonitos do punk rock melódico delicinha brasiliense começaram a gravar seu primeiro álbum, dois anos após o último single, “Chegou a Hora”. Porém como nem tudo são flores, precisaram dar uma pausa enquanto o baixista César se recupera de dois braços quebrados. Acompanhe a Nada em Vão pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Paciente Anônimo
Dividi palco com eles em 2019 e olha, que sonzeira! Esperam entrar em estúdio nos próximos meses para registrar seu primeiro material. Acompanhe a Paciente Anônimo pelo Instagram.

Saving Lipe
Projeto solo de rock noventista do jovem Felipe Casquet, baterista da Casquetaria, em que ele assume todos os instrumentos e vocais. O single If I Had to Stay Alone já está disponível, e é uma prévia do EP homônimo previsto pra esse primeiro semestre de 2021. Acompanhe a Saving Lipe pelo Instagram e Spotify.

Trash No Star
Já tem alguns meses que tem um destaque no Instagram da banda indicando que rolou uma gravação… então cedo ou tarde vai pipocar por aí a sequência riot garageira do maravilhoso Stay Creepy (No) Summer Hits, de 2014. Acompanhe a Trash pelo Instagram, Facebook e Spotify.


ENFIM! É isto, amiguinhes. A lista não é muito longa se colocarmos em perspectiva tudo que acontece nesse Brasilzão véio sem porteira. O conteúdo dela se restringe à minha humilde bolha existencial. Se não conhece as bandas citadas, vale a pena ir atrás! E caso saiba de mais próximos ou possíveis lançamentos, manda pra gente no busridenoteszine@gmail.com. Quem sabe não sai uma parte 2?

Nota: Estamos com problemas nos links. Nesse post, estão todos em negrito. #AJUDALUSIANO


Discografia Caipirópolis / Playlist

Discografia Caipirópolis Volume 2

A Discografia Caipirópolis nasceu pra mostrar que tem muita coisa boa sendo feita fora da capital.

Somos do interior de São Paulo e um dia decidimos fazer uma lista de bandas daqui, como várias delas não têm músicas nas redes de stream pra fazermos uma playlist, decidimos fazer uma coletânea.
Colocamos bandas do litoral também porque ninguém sabe se litoral é interior ou não, é uma questão de opinião.

Bom, lista feita, fizemos as edições necessárias e entre elas tiramos bandas com letras machistas, violentas, reacionárias ou coisas do tipo. Gostaríamos de pedir que vocês nos avisem caso deixarmos algo parecido passar.

No primeiro volume decidimos colocar apenas bandas com mulheres na formação, então tem de tudo, punk, crust, indie, synthpop, hard rock, folk, instrumental, etc.
E agora chegamos aos próximos volumes, que serão divididos por gênero musical. Nesse segundo volume são bandas de punk rock, hardcore melódico e etc.

Abaixo você lê um pouco sobre cada banda que faz parte desse segundo volume:

4HC (São José dos Campos)
Formada em 2016 por Fred (voz), Luan Felipe (guitarra), Josean Silva (baixo) e Wesley Nerosi (bateria). “Nossa banda consiste em fazer letras voltadas para o dia a dia, algo para motivar as pessoas a continuarem e também, é claro, contra a política fascista e opressora dos dias de hoje”. A banda tem três singles lançados, “Caminho do Exílio”, “Realidade Paralela” e “Cidade Moderna” e está em processo de gravação do primeiro EP.
“Cidade Moderna” foi lançada como single em Abril de 2020.


Anversa (São José dos Campos)
Formada em janeiro de 2018 por Tati Laukaz (vocal), Marcelo Lopes (guitarra), Mendel Graves (baixo) e Eder Penha (bateria), com “letras cantadas em português que interpretam relações cotidianas indo da política a dogmas espirituais, passando pela interpretação de questões individuais e coletivas na transformação do indivíduo e a sociedade em que atua”, a banda tem quatro singles lançados, “Quem Sou”, “Carlos”, “Não” e “Feito”.
“Feito” foi lançada como single em Outubro de 2020.


ASCO (Santos)
Formada em 2013 e hoje composta por Leandro Campos (vocal), Eder Camargo (guitarra), Willians Pereira (baixo) e Willians Cruz (bateria), a banda já tem quatro EPs lançados, o mais recente, “O Pior Cenário Possível”, foi contemplado com uma tour pela Europa no mês de março de 2020. A proposta do grupo sempre foi fazer punk rock/hardcore com a ideia de passar uma mensagem de contestação, tendo em suas maiores influências o hardcore americano dos anos 80”.
“O Pior Cenário Possível” faz parte do EP de mesmo nome, lançado em Dezembro de 2019.


Astronova (Jundiaí)
Formada em 2017 “por cinco amigos que decidiram se unir para falar sobre experiências, opiniões, sociedade, repressão, preconceito e liberdade de expressão”, é atualmente composta por Chello (vocal), Luís Paulo (guitarra, vocal), Junior Costa (baixo), Felipe Sibon (guitarra) e Jamil Neto (bateria). Em outubro de 2020, juntamente com o SESC Jundiaí, participaram do projeto #SonsdaTerra apresentando seu novo single “Sempre Assim?” acompanhado de um clipe gravado e produzido durante o período de distanciamento social, disponível nas plataformas digitais da banda e do Sesc Jundiaí.
“Fantasmas” faz parte do primeiro EP da banda, “Anomia. Omissão. Opressão. Ascensão” (2019).


Brado Revolucionário (Porto Ferreira)
Formada em 1996 e hoje composta por Paulo Urbano (vocal), Rodrigo Punk (guitarra, vocal), Lucas Santos (baixo) e Beto Giocondo (bateria), a banda tem como influências o cotidiano, o ódio ao atual sistema, a revolta ao dogmatismo e principalmente o anarquismo. “Acreditamos em nossa cultura, nossa imprensa alternativa, nossos meios de protesto sonoro, nossa oposição ao sistema, nossa luta, nossa militância, nossa seriedade. Acreditamos no movimento punk, no anarquismo”. A banda está em fase final de preparação para o lançamento de um split com Putrid Scum (México), “Efecto Moral”, e em 2021, data em que completam 25 anos de estrada, a banda pretende lançar materiais comemorativos para marcar a jornada.
“Negro Coração” faz parte do album “21 Anos de Punk HardCore” (2017).


Cannon of Hate (Cubatão)
Atualmente com Sandro Turco (vocal), André Félis (guitarra), Márcio Parducci (guitarra), Marcos Alves (bateria) e Marcus Vinicius (baixo), Cannon Of Hate foi formada em 2013 por integrantes das bandas Artany e Lasívia que haviam encerrado as atividades. A banda tem três EPs lançados e já excursionou pelas regiões Nordeste, Sudeste e Sul além de ser bem ativa no estado de São Paulo.
“O Que Vai Ser de Nós” faz parte do EP de mesmo nome, lançado em 2017.


Discordex (Itupeva)
Formada no fim de 2016 por Rodrigo Santos (vocal), Adriano (baixo), André Felipe (guitarra) e Gustavo (bateria) a banda tem dois EPs lançados, “Obrigada a Crescer” (2018) e “Prazer, São Paulo” (2019) e atualmente trabalha em seu próximo lançamento, com o selo Clichê Records. Discordex tem letras que retratam o cotidiano, com uma alta dose de sentimento e sinceridade e cita como influência as bandas Millencolin, Rancid, Chuva Negra, Fugazi e Title Fight.
“Bravo” foi lançada como single em Novembro de 2020 junto de um clipe.


ESC (Santos)
A banda surgiu em 2005 “sem pretensão de seguir um estilo ou chegar a algum lugar, nossa amizade manteve viva a vontade de tocar”. Passaram por vários estilos dentro do rock e em 2012, com a formação atual, a banda encontrou a linha punk rock, pop punk cantando em português contando suas histórias. “Seguimos assim, tentando passar um pouco de alegria por onde estamos”. A banda tem dois EPs lançados.
“Valete” faz parte do EP “Atemporal” (2020).


Facing Death (Jundiaí)
O power trio que mistura punk rock com heavy metal setentista foi formado em 2015 por Flávio (guitarra e voz), Briti (baixo) e Diego (bateria). Em 2017 a banda lançou o primeiro album, “From Here To The Unknown”, e em Maio de 2019 lançaram o single “Dinheiro” (primeira música em português da banda) em forma de cerveja, criando uma perspectiva física para a música, na embalagem podia ser escaneado um QR code que dava acesso ao vídeo da música no Youtube. Atualmente a banda está produzindo o segundo disco.
“M.I.X.” faz parte do album “From Here to the Unknown” (2017).


Gagged (São Carlos)
Formada em 2004 e hoje composta por Zeca Ruas (voz), Rodrigo Gutz (guitarra), Eric Costa (baixo) e Murilo Ramos (bateria), a banda de hardcore melódico que faz “música para reflexão, mudança e liberdade coletiva” tem dois discos lançados, “Silent” (2011) e “Sobre Nós” (2018) e um clipe “Cidade Sem Lugar”. Com 16 anos de estrada, a maioria deles bem ativos, a banda já tocou em vários estados brasileiros e teve várias mudanças. Fizemos uma entrevista com a banda que você pode ler aqui.
“ Cidade Sem Lugar” faz parte do disco “Sobre Nós” (2018).


Garrafa Vazia (Rio Claro)
Formada em 2009 por Mário Mariones (voz, baixo), Ralph Faust (bateria) e Vancil Cardoso (guitarra), a sonoridade remonta ao punk rock 77 e ao veloz hardcore punk oitentista, com um toque garage punk aqui e ali. “Há uma energia, uma irreverência na linguagem, uma forte identidade nas letras, cantadas em português, cheias de anarquia, fúria e ironia“. A banda tem bastante estrada, muitas de demos, coletâneas nacionais e gringas, presença em shows e festivais por todo o Brasil, além dos discos “Corotinho” (2016), “Cirrose” (2019), “Birinaite Apocalipse” (2020) e o ao vivo “Kill The Nazis” (2020).
“Autonomia” faz parte do disco “Birinaite Apocalipse”, lançado em julho de 2020 pela Red Star Recordings.


NWAY (Araçatuba)
Banda formada em 2012 e ao longo dos anos, em parceria com o selo Love & Noise Records, movimenta a cena da região, tanto organizando eventos como produzindo fonogramas. Eles tem dois EPs lançados, “Horizontes” (2016) e “(Sobre)viver” (2020), este conta com um mini documentário sobre suas gravações que pode ser visto no Youtube. Ainda sobre o novo lançamento, “ele fala sobre a vida e como devemos enfrentar e persistir, levantar e prosseguir. Esse registro fala sobre saúde mental, superação, relações tóxicas, desapego, amar e odiar”.
“Retrato Contínuo” faz parte do EP “(Sobre)viver” (2020).


Old Rust (Guarujá)
Formada em 2012 por Luiz Fernando (voz e guitarra), André Bufoni (guitarra), Juliano Amaral (baixo e voz) e Juca Lopes (bateria), a banda tem um disco lançado, “Teoria Cíclica de Ascensão e Queda” (2019), que conta com a regravação das músicas do primeiro EP (2014), de mesmo nome, e outras cinco músicas compostas na primeira fase da banda, antes de um hiato de dois anos. Uma das músicas, até então inéditas, que vieram a entrar no álbum, “Audiência”, foi a escolhida para o primeiro clipe e gravado por Faria Filmes.
“Certo Pra Você” faz parte do primeiro disco da banda, “Teoria Cíclica de Ascensão e Queda” (2019).


Ovu Cuzido (Monte Aprazível)
Formada em 2003 e hoje composta por Guma (vocal), Ziq (bateria), Juliano (guitarra, vocal) e Serginho (baixo, vocal), a banda tem influências do punk e hardcore “sempre com riffs agressivos e letras contra o sistema”. Eles já lançaram uma demo, “Marmitex Infernal” (2006), e alguns singles.
“Toba de Tandera” foi lançada como single em Janeiro de 2020.


QI a Menos (São José dos Campos)
Formada em 2007 por Diegão (vocal), Gabi (baixo e vocal), Korpão (guitarra e vocal) e Lukão (bateria e vocal), a banda faz um mix das influências melódicas do hardcore californiano com toda revolta e indignação do punk rock nacional. As letras trazem contestações pessoais, sociais e políticas. A banda toma orgulho de ser underground e periférica, não fazendo questão de sair desse meio em que sobrevive por pouco mais de uma década. Eles já lançaram três EPs, “O outro lado da Moeda” (2011), “A verdade é Mentira” (2013) e “Sobrevivendo ao golpe” (2019), e participaram de coletâneas.
“Sentença” faz parte do EP “Sobrevivendo ao golpe” (2019).


Refluxo Mental (São José do Rio Preto)
Formada em 2019 e hoje composta por Ariel (bateria), Everton (guitarra), Matheus (vocal) e Maurício (baixo), eles acabam de lançar seu primeiro disco, “Socialização das Perdas”. Segundo a banda, “o momento político vivenciado no Brasil atual pede uma retomada forte às bases de uma crítica social ligada ao meio artístico. Em meio ao levante de diversos artistas (não somente da música), a Refluxo Mental pretende demonstrar que ainda é possível criar um punk rock vinculado ao pensamento crítico, como alternativa às amarras da desrazão, da barbárie e do reacionarismo. Fascistas não passarão!”.  Fizemos uma entrevista com a banda que pode ser lida aqui.
“Balbúrdia” faz parte do primeiro disco da banda, “Socialização das Perdas” (2020).


Refuse (Araraquara)
Formada por Boby Vianna (vocal), Fabrício Negrini (guitarra), Arthur Oliveira (guitarra), Pablo Dotele (baixo) e Leonardo Fernandes (bateria), em Dezembro de 2018, com a banda em processo de gravação, aconteceu seu primeiro show, no Alternatal (evento beneficente de muita história e tradição), onde, devido à fortes elogios do público presente, recebeu o convite para abrir a Intourior (tour das bandas Damage Corporation, Toxic Death e Tessalônica que rodou o interior do estado de São Paulo). Em Maio de 2019, a banda lançou seu primeiro trabalho, “Direções”, juntamente com o videoclipe da música “Minha Paz”. Logo após o lançamento surgiu o convite para ser a banda local convidada a se apresentar no Araraquara Rock 2019. Em 2020, foi lançado o clipe do novo single, “A Saída”, e atualmente a banda se encontra em processo de composição do novo EP.
“Glória” faz parte do EP “Direções” (2019).


Smoners (Paulínia)
Formada em 1996 e hoje com Edinho Smoners (baixo, vocal), William Valadares (guitarra, vocal) e Alle Leanza (bateria, vocal), a banda surgiu pelas mãos de jovens que queriam tocar um punk rock simples e de protesto, posicionando-se em relação à sociedade vigente.  “Fortalecer a cultura punk e gritar contra a constante opressão explícita ou camuflada que sofremos no nosso cotidiano, e contra o racismo, machismo, lgbtqia+ fobia”. Participar de coletivos culturais, como o Mondo Grottesco (Águas de Lindoia, Mogi Guaçu, Paulínia) e Arte de Periferia (projeto sociocultural de inclusão da arte e da cultura de periferia ao circuito central, apoiado pela Prefeitura de Campinas), é algo que a banda coloca como primordial para sua atuação pela resistência do movimento. Além de já ter tocado por todo o Brasil, em 2017 a banda foi selecionada para o “Extreme Sports and Music Events” (Nashville, EUA) e em 2018 lançou o documentário biográfico, “SmonerS.doc”, pela Arttería Filmes.
“TV” faz parte do disco “Ao Vivo Estúdio Mutante” (2019).


The Biggs (Sorocaba)
Formada por Flavia Biggs (vocal, guitarra), Mayra Biggs (baixo, vocal) e Brown Biggs (bateria), em 2020 a banda completou 25 anos de atividade.  “Com melodias que passeiam entre o grunge punk, alternative rock, riot punk e stoner rock, o power trio faz um som com influências de Sonic Youth, L7, Bikinni Kill, Babes in Toyland, MC5, entre outras”. A banda lançou duas fitas K7 “See Stars” (1997) e “Kind-Hearted” (1999), dois discos, “Wishful Thinking” (2001) e “The Roll Call” (2007) e alguns singles, sendo o mais recente “See You”, ainda não lançado oficialmente, mas apresentado no festival online “Viva Girls Rock Camp BR” (inclusive, Flavia Biggs é uma das idealizadoras do projeto Girls Rock Camp Brasil). A banda que já tocou em todo Brasil, na Argentina e Uruguai e participou de inúmeros festivais e coletâneas, também fez parte dos documentários “Feito Por Elas” (2018) e “Guitar Days” (2018) e são citados no livro “O que é punk?”, de Antônio Bivar.
“Breech Delivery” foi lançada como single em 2015.


Turning Off (Sorocaba)
Formada em 2018 e hoje com Diogo Camargo (voz e guitarra), Rafael Monari (guitarra), Alex Galdino (baixo) e Vinicius Knup (bateria), a banda lançou seu primeiro disco, “Behind The Sun”, em 2019, gravado de forma independente com ajuda de amigos da cena local. “Influenciados pela velha escola do hardcore melódico e melancólico dos anos 90, a Turning Off vem tentando trazer o clima de nostalgia do auge das trilhas sonoras subversivas do Tony Hawk’s Pro Skater em suas apresentações explosivas e diretas com alguns tons de sarcasmo e homenagens à tudo que serviu de influência para a banda”.
“Behind The Sun” faz parte do disco de mesmo nome, lançado em 2019.


Fizemos playlists com as músicas disponíveis nos streams, mas como faltam várias bandas eu recomendo muito que você ouça no Bandcamp.

Deezer aqui.


Lançamentos / Playlist

Singles de Setembro

Hoje vamos publicar algo diferente do que estamos acostumados, mais uma das mutações do nosso blog/site/ainda não sei como chamar.

Nessa semana chegaram até nós alguns singles e resolvemos vir aqui falar deles. E primeiramente tamos felizes de mostrar algumas músicas de estreia.

Pata “Casa de Gelo”

Se você acompanha o Bus Ride Notes provavelmente já conhece a Pata, além de estar em algumas das nossas playlists, publicamos uma pequena resenha do primeiro disco da banda, “Shit & Blood”.

Nessa quarentena eles resolveram se aventurar com singles gravados e produzidos em casa, numa “série de experimentações sem pretensão de definir uma chave sonora para os novos passos, também com a proposta de colaborar com diferentes artistas e deixar se levar instintivamente em produções pontuais que explorem novos caminhos estéticos”.

Os já lançados “blsnr pnt mrch” e “Casa de Gelo” são em maior parte eletrônica e bem diferentes da banda que toca um rock que eu chamo de grunge.

“Casa de Gelo” tem uma melodia calma e uma letra tristinha que pra muitos é sinônimo da quarentena, mas ela na verdade foi feita há alguns anos pela vocalista Lúcia Vulcano.

Ela tem a participação de Sentidor (também responsável pela mixagem e masterização) nos beats e ambiências eletrônicas e foi lançada pela Geração Perdida de Minas Gerais e Efusiva Records.

A capa ficou por conta de Hanna Halm e também foi lançado um lyric video, produzido por Lúcia Vulcano.

O próximo single previsto é um cover de Nina Simone que irá integrar a coletânea “Rock Triste Contra o Coronavírus”.

Tigre Robô “Desconforto”

Formada no final de 2018 em Brasília por Isabela Fernandes (guitarra, teclados, voz), Junio Silva (baixo, teclados, voz) e Rafael Lamim (bateria), Tigre Robô acaba de lançar seu primeiro single, “Desconforto”. “Uma música sobre esperar pelas coisas acontecerem quando o tempo não está ao seu lado”.

A banda está gravando seu primeiro álbum e pretende lançar mais um single até o mês de Dezembro.

Eles também participaram da nossa matéria sobre gravações caseiras durante essa quarentena.

A arte de “Desconforto” foi feita pela própria Isabela Fernandes.

Tropikaos Chaga “As Ruas Vão Queimar”

“As Ruas Vão Queimar” é o primeiro single do duo Samuel Kircher (voz, guitarra, baixo) e Érico Munari (bateria), que foi gravado já durante a quarentena de 2020 (será que ao nos referir à quarentena vamos ter que especificar o ano? Espero que não).

A música foi lançada já tem um tempinho, mas o lyric video (editado pelo próprio Érico Munari) acabou de sair.

“As ruas, os dias, as notícias do cotidiano em um país problemático como o Brasil, compõem as letras e o barulho da banda”, ou seja, aquele punk rock rasgado cheio de distorção que a gente gosta.

Kebrada HC “Unides Pelo Ódio”

“Banda punk/hardcore antifa femininja diretamente da periferia do ABC”, formada por Letícia Souza (voz), Juliana Moreira (guitarra) e Victória da Cunha (baixo) em 2019.

Apesar de ser uma banda nova e essa ser a primeira música que elas lançam oficialmente, a Kebrada HC já é um tanto conhecida e é bem ativa.

“Unides Pelo Ódio” foi lançada junto de um video com trechos de shows em comemoração ao aniversário de um ano de banda.

O amigue e baterista Tobias de Teipó participou da gravação do single, mas a banda ainda está a procura de um baterista.

Ano passado fizemos uma entrevista com a vocalista, Letícia, onde ela explica porque se afastou do “rolê punk” e começou a frequentar a nova “cena” paralela que tá rolando em São Paulo. Ver isso tomando uma forma ainda maior através de mais uma banda faz uma lágrima escorrer no meu rosto.


Discografia Caipirópolis / Playlist

Discografia Caipirópolis Volume 1

Não é novidade pra quem acompanha música underground que de uns três anos pra cá o número de bandas triplicou ou mais.

Nós do Bus Ride Notes gostamos de sair do eixo SP-Rio e juntando isso com nosso gosto por fazer playlists, um dia resolvemos fazer uma lista de bandas do interior. Como moramos em São Paulo e conhecemos muita coisa, começamos por aqui.

Essa lista deu mais de 300 bandas na ativa (até onde sabemos) e como várias delas não têm músicas nas redes de stream pra fazermos uma playlist, decidimos fazer uma coletânea.

Assim nasceu a Discografia Caipirópolis pra mostrar que tem muita coisa boa sendo feita fora da capital. O nome, que é uma brincadeira de amigos daqui, foi o título temporário da lista, mas acabou ficando. Colocamos bandas do litoral também porque ninguém sabe se litoral é interior ou não, é uma questão de opinião.

Sem saber se dividiríamos por estilo, região ou etc, nesse primeiro volume decidimos colocar apenas bandas com mulheres na formação porque, né? 2020 e essa conversa ainda dá muito pano pra manga.

Então tem música pra todo gosto aqui: punk, crust, indie, synthpop, stoner, hard rock, folk, instrumental, etc. É pouco provável que você goste de tudo, mas é muito provável que você goste de mais da metade.

Como a lista é grande, terão outros volumes, seja por coletânea, playlist, streamcast ou outro formato que ainda não conhecemos.
E nós gostaríamos de incentivar o pessoal de outros lugares a fazer o mesmo e mandar pra gente.

Abaixo você lê um pouco sobre cada banda que faz parte desse primeiro volume:

Amphères (Santos)

Amphères é um trio formado em 2016 pelos músicos Jota Amaral (bateria e voz), Paula Martins (baixo e voz) e Thiago Santos (guitarra e voz), que tocam juntos desde 2012 em outras formações. “Transitando entre diversas vertentes do rock alternativo, muitas vezes com nuances psicodélicas, o som da banda é definido por linhas de baixo bem marcadas e baterias vibrantes, que permitem explorar a pungência de guitarras com texturas harmônicas, loops, dissonâncias e ruídos diversos“. A banda já lançou dois EPs (2016 e 2018) e em Abril de 2020 lançaram o álbum “Porto”. “Densa” faz parte do primeiro disco da banda, “Porto”.


Balanopostite (Araraquara)

Banda de goregrind formada em 2018 e hoje com Serginho (guitarra/backing vocal), Mars Martins (vocal, baixo) e X (bateria), eles se preparam pra gravação do primeiro EP e tem duas músicas disponíveis no Bandcamp, “A Indústria Agropecuária Colabora com a Fome Mundial e a Falta de Água” é uma delas.


Blixten (Araraquara)

A banda surgiu no ano de 2013, fundada pela vocalista Kelly Hipólito e hoje com Aron Marmorato (baixo), Miguel Arruda (guitarra) e Larissa Futenma (bateria). “O objetivo da banda é trazer para o século XXI, o peso, velocidade e melodia que as bandas de Heavy N’ Hard tinham nos anos 80”. Em 2018 eles lançaram o primeiro EP “Stay Heavy”. “Strong As Steel” faz parte do EP “Stay Heavy” (2018).


Cigarros Indios (Araçatuba)

Formada em 2012 e hoje com Ana Lídia (voz), Herivelto Medeiros (baixo), Ricardo Storti (guitarra) e Tico (bateria), Cigarros Indios é um power trio roqueiro comandado por uma voz feminina e apresenta um repertório onde a trilha sonora é o rock, sem qualquer outro adjetivo. Em 2020 lançaram o primeiro EP, “Gravidade”. “Carnaval” foi lançada como single no dia 21 de Fevereiro de 2020.


Clandestinas (Jundiaí)

Formada em 2017 pelas militantes feministas e LGBTQIA+ Alline Lola (guitarra e voz), Camila Godoi (baixo e voz) e Natália Benite (bateria e voz), a banda surge da necessidade de se fazer ser ouvida em seus questionamentos sobre padrões de gênero e sexualidade, utilizando a música como ferramenta de luta, transparecendo e veiculando seu posicionamento questionador tanto em suas canções quanto nas falas, nos corpos e afetos das três musicistas. “Rotina” faz parte do recém lançado primeiro disco da banda, “Clandestinas”.


Crasso Sinestésico (Bom Jesus dos Perdões)

Formada em 2014 por Diego Fernandes (guitarra e vocal) e Sabrina Centonfanti Mori (bateria), o duo já lançou um disco e dois EPs. “Cassandra”, o EP mais recente da banda, foi gravado ao vivo em Fostex no rolo de fita, é cru e sem muitos efeitos. “Encontramos na sonoridade de alguns discos (Coloração Desbotada, Giallos, Hüsker Dü e Sonic Youth) um norte de como gostaríamos que fosse: noise rock, sujo, lo-fi, intenso e verdadeiro”. “Bhaskara” faz parte do EP “Cassandra” (2019).


Dead Parrot (Campinas)

Formada por Mariana Ceriani (vocal), Victor Vianna (guitarra), Matheus Stoshy (baixo) e Bruno Giacomini (bateria), a banda de stoner e hard rock já lançou três EPs, o mais recente, “Strange Times Are Coming”, em 2020. “Strange Times Are Coming” faz parte do novo EP da banda, de mesmo nome.


Derrota (Americana)

Derrota é uma banda de post-rock instrumental, formada em agosto de 2012 por Leonardo Cucatti (guitarra), Nathalia Motta Oliveira (guitarra), Eduardo Camargo (baixo) e Marcel (bateria). Além do primeiro álbum “Parece Insuportável” (2019), a banda já lançou dois EPs e três singles. “Sinestesia” faz parte do EP “XXX” (2018).


Estado Imaginário (Itupeva)

Formada em 2015 por Douglas Valente (vocal), Maurilio Babão (guitarra), Andressa Kaam (baixo) e Marcos Salles Lopes (bateria), a banda tem várias influências do cenário musical, abrangendo também a apreciação literária de grandes nomes da poesia universal como Rimbaud, Chesterton, Pessoa e Neruda. “Nada Pode Ser em Vão” faz parte do EP “Estado Imaginário” (2017).


La Burca (Bauru/Araraquara)

Fundada em 2011 por Amanda Rocha (voz, violão, composição) a banda de post-punk-tropicaos ou post-punklore estreia nova formação em 2020 como trio com o baterista Ed Paolow e o guitarrista Denial Guedes. A banda já lançou dois discos e um EP, “suas influências vão desde o punk DIY, amansando no folk, bebendo no post-punk, regurgitando no grunge e se recompondo nos temas introspectivos instrumentais”. No momento a banda mescla novo repertório cantado em português à releituras sonoras de alguns sons e experimentações libertárias lesbopunk. “Flowers of Romance” faz parte do disco “Kurious Eyes” (2016).


Mar de Lobos (Iperó)

Formada em 2013 e hoje com Kaue Marques (baixo), Judy Rocha (vocal), Bruno Canal (guitarra) e Yuri Naoto (bateria) a banda que se identifica como “algo entre tropical grunge post-hardcore screamo punk suburbano” já lançou um EP e um álbum. “Acenda” faz parte do disco “Criaterra” (2019).


Nada de Novo no Front (São Jose do Rio Preto)

Powertrio formado em 2018 por Rafael Nascimento (guitarra, vocal), Taiane Campos (baixo, vocal) e Caio RPS (bateria). A banda tem algumas músicas que podem ser ouvidas no seu canal do Youtube.


Pinscher Attack (Monte Azul Paulista)

Duo de fastcore formado em novembro de 2018 pelo casal Thaysa Zuccherato (bateria) e Danilo Zuccherato (guitarra e voz). Sua discografia é composta pelas “Canil Sessions” (que você pode assistir no Youtube). Fizemos uma entrevista com a banda que você pode ler aqui. “A Carta” faz parte do EP “Suicida” (2018).


S.E.T.I.  (Campinas)

Duo que pira nos samples, reverbs, eletronika e guitarradas. Uns chamam de dreampop, outros de synthpop. É tudo isso e um pouco mais. Formado em 2012 por Roberta Artiolli (voz e sintetizadores) e Bruno Romani (baixo, guitarra e programação), eles já lançaram dois EPs e um álbum. O grupo tirou seu nome da sigla em inglês para “Search for Extraterrestrial Intelligence” (busca por inteligência extraterrestre), utilizada para projetos e pesquisas sobre a vida fora da Terra. “Popfobia” faz parte do disco “Supersimetria” (2018).


S.U.C. (Sádica Utopia Convergente) (São Carlos)

Formada em 2014 e hoje com Letícia (vocal), Egiliane (baixo), André (guitarra) e Guilherme (bateria) a banda de deathgrind já lançou dois EPs e um split ao vivo com P.S.G (Poluição Sonora Gratuita), gravado no 3º Interior Brutal Noise em Sorocaba em 2017. Depois de um hiato, a banda voltou em 2019 e acaba de lançar seu primeiro álbum, “Cartilha da Dor”, que reúne músicas dos EPs anteriores e novas composições dos atuais integrantes. “Corporation’s Slaves (Work for Death)” está no disco “Cartilha da Dor” (2020).


Spiral Guru (Piracicaba)

Formada em 2013 e hoje com Andrea Ruocco (vocal), Samuel Pedrosa (guitarra), José Ribeiro Jr. (baixo) e Alexandre Garcia (bateria), a banda toca stoner com temáticas voltadas à ficção científica, vida extraterrestre, a psicodelia dos anos 60 e o som vintage e pesado dos anos 70. Eles já lançaram três EPs e um álbum. “Holy Mountain” faz parte do disco “Void” (2019).


Tatuajë DiCarpa (São Jose do Rio Preto)

Banda de powerviolence debochado formada em Maio de 2018 por Júlia (vocal), Vitor (guitarra), Rizzutti (baixo e vocal) e Renan (bateria). Eles já lançaram um disco e um split com a banda Prayana de Vitória, ES. Fizemos uma entrevista com a banda que você pode ler aqui. “Bate em nazi” faz parte do disco “Satisfação Garantida ou Foda-se” (2019).


TØSCA (Campinas)

Recentemente formada e hoje com Alica (baixo) e Fran (guitarra), Tosca é uma banda que mescla punk rock com indie com experimental com post-punk e com mais algumas coisas. Até o momento a banda lançou um EP “Não Repara a Bagunça” (2018) e um single. “Na Cidade Inteira” foi lançada como single em Julho de 2019.


Travelling Wave (Piracicaba)

Duo de synthpop formado por Thiago Altafini (guitarra e voz) e Carol Alleoni (voz e synth) que “faz rock para estados alterados de consciência abusando de climas soturnos e ruidosos construídos por camadas de reverbs, guitarras sujas, sintetizadores, vocais assombrados e loops tribais de bateria”. A banda já lançou dois albuns, um EP e vários singles. “The Strike” foi lançada como single em Abril de 2020.


Untraps (Peruíbe)

Duo de de punk rock vegan straight edge formado em 2017 por Geisxe Paula (guitarra, vocal) e Nelsinho Edge (bateria, vocal) . Em 2018 lançaram o primeiro EP, “Mútua”. Suas letras falam sobre “tomar de volta o controle de nossas vidas, introspecção sobre patriarcado, a vida engolida pelo cinza/cidade, veganismo, luta anticapitalista, inspirando formas práticas de luta e resistência”. “Propaganda Homicida” faz parte do EP “Mútua” (2018).


Vermenoise (Sorocaba)

Trio de grindcore formada em 2009 e hoje com Chris (vocal), Victor (guitarra) e Mauro (bateria). No começo a banda tinha um som indefinido e adicionava integrantes convidados e musica biotecnológica experimental em apresentações únicas e diferentes de uma para outra. Em 2017 aconteceram shows em parceria com o 00projeto: projeto, que resultou no split “201964”, lançado em 2019. Em Março de 2020 a banda lançou seu novo EP “O Outro”. “Epitáfio” foi lançada como single em 2019.


Fizemos playlists com as músicas disponíveis nos streams, mas como faltam várias bandas eu recomendo muito que você ouça no Bandcamp.

Deezer aqui.


Playlist

Playlists pra movimentar sua quarentena!

Uma coisa que sempre gostei de fazer é mixtape (talvez isso denuncie a idade…). Mils anos depois, com as facilidades das plataformas de streaming, as fitas cassete viraram links, praticamente sem limitação de tempo, e sem o risco de gravar uma coisa por cima da outra. (Se você é jovem e não pegou a referência: as fitas, assim como CDs e vinil, tinham uma duração específica pra cada lado, tipo meia hora. E, ao contrário das outras mídias citadas, a gravação não era “permanente”: você podia gravar, de propósito ou por acidente, coisas por cima das outras quantas vezes quisesse – ou quanto a fita magnética aguentasse). Enfim, @deus abençoe as playlists!

Daí quando trabalhei numa loja descolada, tive que aprender a adaptar a ambientação sonora (ou som ambiente, ou trilha sonora, como você preferir) com o tipo de público que tava ali no momento – sim, ~atacava de DJ, soltando uns indie modernos pros hipster e mandava ver no jazz quando entravam as senhorinhas. E assim precisei começar a fazer playlists (no saudoso Grooveshark) pra não perder muito tempo caçando coisas aleatórias, até porque tinha que >atender< essas pessoas, que era minha função real.

Bem, num certo ponto, já depois de véio, depois de ter feito ambientação sonora pra clientes variados, casamento, festinha das amiga e churras de Domingo; descobri que fazer playlists, pra mim, era um trem quase terapêutico. Acalmava as crises de ansiedade e, apesar de um certo nível de déficit de atenção, conseguia passar horas seguidas ali, amontoando músicas. E, por ser cheio dos TOCs e piras particulares, não demorou muito pra começar a fazer playlists temáticas. É, já não bastava mais ser por estilo musical, localização, ano de lançamento. Precisava ter TEMAS. Ai ai, viu.

O que eu quero falar mesmo é que a gente sabe que essa pandemia do Covid-19 tá sendo um período bem complicado. E é pra geral – quase 50% de todas as pessoas que habitam essa pequena esfera que flutua no espaço estão em quarentena. Muito se fala em ocupar esse tempo em casa (se vc puder ficar em casa, FICA EM CASA!!) com atividades diversas. Faz bem mesmo ocupar a cabeça pra não surtar. Tem curso online grátis, canal de TV liberado, aquele livro que tá empoeirado na sua prateleira, a louça na pia pra lavar ou uma nova receita de bolo pra aprender. Se nada disso faz seu tipo ou você é desses que simplesmente preferem música como sua companhia, ou mesmo se quer variar sua atividade de lazer, meu papo agora é contigo.

Como fazer playlist foi/é minha cura (ou ao menos anestesia) pra esses momentos ociosos/ansiosos, esse post foi feito pra te convidar pra participar das nossas playlists!
Aqui no Busão a gente é bem underground e curte muitas (muitas mesmo) bandas independentes, então essa é uma oportunidade de divulgar sua banda ou a banda da sua miga/broder. Criar e/ou participar e/ou espalhar playlists é uma boa forma de (a) conhecer novas bandas e (b) fazer com que novas pessoas conheçam seu som. Um apoio mútuo. E lembre também que as plataformas pagam (centavinhos, mas pagam) por stream – o que significa que é pra ouvir horrores sempre, inclusive quando acabar a quarentena. Tenha tudo isso em mente!

As listas a seguir são colaborativas, o que significa que você pode (e deve!) adicionar as músicas que quiser. Mas desde que sigam o tema, senão a gente vai excluir sim, belê? Vamo lá:

LANCHES foi a minha primeira playlist temática – e colaborativa. As músicas têm nomes de comidas, bebidas e afins. É como juntar amigs ao redor da mesa pra bater um papo e fazer uma refeição descontraída. Foi concebida durante um longo período de isolamento pessoal, vulgo desemprego.


Na chroma o tema são cores. Mesmo sendo daltônico, percebi muitos títulos de canções com esse assunto e claramente precisava fazer uma playlist pra agrupá-las. E aqui está.

Carregando o nome da clássica da Sleater-Kinney, call the doctor reúne músicas intituladas com doenças, sintomas, transtornos, remédios e tudo que couber nesse escopo.

Essa playlist é da Livia, na real. Foi criada pra ser uma “distração simples e rápida”, segundo ela. Jenny Drinks leva o título da música do The Interrupters e compila faixas que têm nomes de pessoas.

[EDIT Abril/2021] Obviamente nesse meio tempo fizemos playlists novas, afinal de contas por que não? São só duas, bora!

A covers não precisa de explicação né? Só chegar chegando.

E, pra finalizar, rain down some change on me (citação da amadíssima RVIVR) pra encarar o período de chuva – ou lembrar dela na seca que se aproxima.


Pessoalmente, ainda tenho playlists com os lançamentos do ano, bandas com quem a Xavosa já tocou, discografia do meu finado selo, entre várias outras, que nem vou citar pra não cansar mais.

Mas e aí, e você? Tem umas playlists massa pra compartilhar? Manda aí pra gente!