Bus Ride Notes

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Entrevista

Gali Galó – “O queernejo veio pra ficar e veio pra quebrar também”

Queer é uma palavra que tem sido muito usada ultimamente, é uma gíria ofensiva em inglês que foi ressignificada já há algum tempo. É também o Q da sigla LGBTQIA+. Dia desses me perguntaram o que significa e, depois de parar pra pensar, respondi “é tudo o que não é heterossexual ou cisgênero” (essa você vai ter que procurar no Google).

Quando ouvi o termo queernejo eu pensei “como assim?!”. Depois de lembrar onde morei minha vida toda, pensei “por que ninguém fez isso antes?”. Minha reação foi a única possível.

Eu só posso falar pelo interior de SP, aqui em todo lugar público que você passa, o povo ouve exclusivamente sertanejo. Tenho 33 anos e o único momento que consigo lembrar onde isso foi um pouco diferente foi nos anos 90, quando pagode e axé faziam muito sucesso.

Nas cidades menores a festa de peão* é o evento do ano. No ensino médio, a escola onde estudei fazia um horário especial pro turno da manhã poder chegar mais tarde, já que os alunos todos iam pra festa e faltavam no dia seguinte.

É claro que tem gente que detesta tudo isso, mas o impacto cultural é inegável. E eu falo isso pra quem não conhece o interior entender a dimensão disso tudo.

A música sertaneja sempre foi um lugar muito masculino e consequentemente machista, as mulheres têm mudado o cenário há pouco tempo e depois que Gabeu lançou seu primeiro single, “Amor Rural”, em 2019, um grupo de artistas se autodenominou queernejo e estão criando um movimento.

Em outubro de 2020 eles transmitiram a primeira edição do “Fivela Fest”, primeiro festival de queernejo do Brasil.

Convidamos Gali Galó, cantore e um dos organizadores do “Fivela Fest”, pra trocar uma ideia sobre queernejo e mais.

*As festas de peão são feiras agrícolas e agropecuárias com exposições, artesanato, muita comida, parque de diversões, rodeio e shows (raramente com alguém que não toque sertanejo).

“É, uns me chamam de caminhoneira, outros me chamam de cowboy viado, mas no fundo, lá no fundo, yo soy libre!”

Você pode se apresentar, pra quem não conhece?

Eu sou Gali Galó, cantore, compositore, empresarie. Atualmente canto dentro do queernejo, um subgênero do sertanejo. É uma música com uma narrativa LGBTQIA+, envolvendo também outros ritmos musicais, como o pop, o indie, o brega, que são estilos que tivemos de referência enquanto o sertanejo era esse ambiente tão machista e heterocisnormativo.

Além da minha carreira artística, também criei a SÊLA, que é um selo pra mulheres na música, e o “Fivela Fest”, que é o primeiro festival queernejo do Brasil.

Você não começou na música tocando queernejo, você tinha uma carreira no indie rock e inclusive foi idealizadore da SÊLA, né? Você pode falar sobre isso?

Eu comecei compondo, a composição veio antes da interpretação. A escrita era muito forte em mim, eu também sou redatore, publicitárie, jornalista, então comecei compondo minhas músicas e essa música ganhou uma roupagem indie rock porque eu acabei caindo no cenário da música independente em São Paulo.

O indie rock foi quem me abraçou, tenho um disco lançado com outro nome artístico, Camila Garofalo. Comecei no indie e depois fui a fundo buscar minhas raízes, já faz uns quatro ou cinco anos que estou nessa busca pelo queernejo que se moldou hoje.

Sim, sou idealizadore da SÊLA, que é um selo pra mulheres na música, e é muito louco dividir essa persona artística com essa persona empreendedora. Por muito tempo, quando a SÊLA surgiu, eu parei minha atividade artística. Tive que, realmente, durante três anos, me dedicar ao selo.

Lançamos vários projetos, como mostras, festivais, mini documentários, Sessão SÊLA, uma coletânea SÊLA de produtoras musicais, diversos projetos que tomaram bastante o meu tempo, energia e dedicação.

E foi, inclusive, antes de me descobrir uma pessoa não-binárie. Eu tenho essa vivência como mulher e me sinto mulher as vezes, me considero gênero fluido, então a SÊLA é um dos projetos que sou mais feliz e orgulhose de ter criado.

E como surgiu Gali Galó? Você conhecia artistas de queernejo antes de começar a fazer essas músicas?

Gali Galó surgiu justamente depois dessa caminhada com a SÊLA. Quando tive um momento pra respirar e pensar de novo na minha vida artística, entendi que eu precisava ali renascer, então mudei meu nome artístico.

Procurei uma numeróloga, comecei a buscar outros nomes artísticos, demorou muito essa empreitada, foram uns três, quatro anos também. Eu também demorei muito tempo porque tava tentando entender.

No fim descobri que eu tava procurando não só uma persona artística, mas também um nome social, sabe? Tava procurando meu nome não-binárie, eu queria um nome andrógino mesmo.

Então Gali veio dessa mistura de entender quem eu sou com o que eu queria cantar e o queernejo chegou depois.

O termo queernejo foram vocês mesmos quem criaram, certo? É meio sobre artistas LGBTQIA+ “fazendo as pazes” com sua própria cultura, não?

Sim, fomos nós mesmos quem inventamos o termo queernejo, mais precisamente eu e Gabeu.
O Gabeu tinha inventado o pocnejo e eu já acompanhava. Na verdade ele tinha lançado “Amor Rural” e eu fiquei muito atente aquilo, pensei que eu precisava conhecê-lo porque entendi que eu já tava fazendo e queria fazer algo parecido.

Aí mandei uma mensagem dizendo que queria conhecê-lo e a gente se encontrou durante a “Semana Internacional de Música”. Ali surgiu uma amizade, uma identificação e logo de cara chamei ele pra ser meu sócio no “Fivela Fest”. Já fui com o nome pronto porque ele fez muito sentido pra mim.

Ele seria o primeiro festival queernejo do Brasil, que foi quando inventamos o termo. Se pocnejo era pra “bicha” e “viado” no sertanejo, então queernejo abrangeria toda a sigla da comunidade LGBTQIA+.

E é exatamente isso que você falou, é tipo umas pazes mesmo que a gente faz com as nossas raízes, as pazes que a gente faz com o sertanejo depois de vivenciar tanta coisa e depois de ficar marginalizades em outros estilos musicais. Entendemos que a gente podia, sim, fazer parte daquele movimento.

Os artistas de queernejo dão bastante atenção à estética. Vestuário, performance… a gente vê bastante isso nos seus clipes também.

Acredito que os artistas do queernejo se apropriam de uma estética pra poder entregar um produto completo. E eu tenho certeza que as pessoas LGBTQIA+ acabam sendo instigados pela vida para aflorarem sua criatividade de uma maneira mais intensa e até perigosa, eu diria.

Então acredito que não só o vestuário, mas as letras, a produção musical, acho que toda a estética dentro do queernejo é muito bem pensada, não é nada por acaso o que estamos fazendo. Temos essa consciência tanto política, quanto estética. Sabemos muito bem o que queremos entregar, então temos cuidado com esses signos.

E coincidentemente ou ironicamente o Gabeu, a Alice Marcone, Zerzil, Bemti, Reddy Allor, acredito que todo mundo já tem um encontro com a arte e com as artes visuais.
É esse negócio de não ter preconceito com outros gêneros e outras linguagens, mesmo. A gente traz elas pra complementar nosso som.

Se a gente assume uma linguagem pop misturada com sertanejo em questão de produção musical, se assume o brega, o indie, também vamos incluir nessa estética o elemento visual e outras linguagens que vão enriquecer a narrativa que queremos passar.

Falando nisso, você pode falar um pouco sobre os singles que você já lançou? É o mesmo artista, mesmo estilo musical, mas eles são bem distintos.

Sim, são bem diferentes porque eles contemplam esse período de três, quatro anos que fiquei sem lançar nada, então são músicas feitas em momentos diferentes e eu quis mostrar esses lados distintos antes de lançar um disco.

Acredito que quando o disco for lançado vou conseguir entregar a linguagem que imagino pra Gali Galó de forma mais clara, mas eu quis mostrar ali que Gali Galó pode ir tanto do rock psicodélico até um arrocha, que é “Fluxo (Mulher do Futuro)”.

É música brega, ao mesmo tempo tem uma psicodelia, só que não deixa de ser pautado sempre pelo sertanejo, pela forma de cantar, pelas melodias, instrumentos e arranjos.

Esses singles vão fazer parte do seu primeiro disco? O que você pode nos contar sobre ele?

Desses singles, só “Fluxo (Mulher do Futuro)” e “Caminhoneira” farão parte do disco, já vou dando spoiler. “Raiz” realmente é um pouco distinto porque foi o primeiro a ser gravado, apesar de ter sido lançado depois.
Então “Fluxo (Mulher do Futuro)” e “Caminhoneira” entram no disco com mais oito músicas inéditas.

O disco é um compilado de tudo o que eu escrevi nos últimos cinco anos e de muita coisa que ficou pra trás também. Gali se reinventou muitas vezes nesse período e hoje eu consigo encontrar uma linha curatorial dentro desse turbilhão de coisas que é fazer as pazes com as suas raízes, entender exatamente o que se é, seu gênero, de onde você veio, enfim.

Exatamente como se é não, porque acho que ainda tenho uma grande busca pra descobrir quem eu sou e os milhões de gêneros que existem dentro da não binariedade. Também acho que é complexo a gente colocar uma coisa tão certa.

Mas acredito que é o retrato da minha caminhada agora, fala exatamente do queernejo, de como estou contente em ter encontrado pessoas que estão fazendo coisas parecidas com o que estou fazendo e de como esse som já faz parte de um movimento tão forte.

Em outubro de 2020 foi transmitida a primeira edição do “Fivela Fest”, festival em que você foi um dos organizadores. Você pode falar um pouco sobre ele?

Ter feito o “Fivela Fest” foi uma das experiências mais incríveis da minha vida, como artista e como empresárie.

Ele não só reuniu artistas que têm um movimento parecido com o meu e levantam a bandeira LGBTQIA+, que é um assunto que tá em primeiro lugar nos meus debates e na minha música, mas também foi muito importante pra entendermos sobre o mercado, como o público realmente tá sedento por esse assunto e como estão interessados.

Porque sertanejo sendo o estilo musical mais ouvido no Brasil, e tão heteronormativo, cis e branco, a gente entende que fazer queernejo não é como fazer música pop, que é LGBT. O pop aceita o LGBTQIA+, é como um abraço confortável, o sertanejo já não é assim. Então foi muito importante termos dado esse primeiro passo e se fortalecido como grupo, como movimento.

Eu acredito que nas próximas edições vamos descobrir outros artistas, assim como foi nessa primeira, onde praticamente apadrinhamos a primeira dupla queernejo do Brasil, Mel & Kaleb, que surgiu pra se apresentar no festival e continuam aí se apresentando e vão lançar o primeiro EP.

Então “Fivela Fest” foi uma aventura incrível. E ter feito e produzido ao lado do Gabeu e da Alice Marcone, que são pessoas que admiro tanto e que são tão inteligentes, acho que foi muito rico também pra minha experiência pessoal.

Tentando terminar a conversa com um pouco de otimismo, o que podemos esperar de Gali Galó num futuro próximo? Últimas considerações? Algum recado?

Bom, o que podemos esperar de Gali Galó num futuro próximo é esse disco que eu prometo já há tanto tempo. Mas agora realmente tá rolando, estamos na pré-produção e em breve começamos a gravar. Espero que saia nesse primeiro semestre.

E video clipes. Como você disse, o apelo visual é muito importante.
Acho que nós, pessoas LGBTQIA+, estamos de olho no que está acontecendo, nas tendências, temos que estar, precisamos usar todas ferramentas ao nosso alcance pra poder entregar um trabalho, uma mensagem interessante.

E, claro, o queernejo dentro do Fivela só tende a crescer e o nosso grupo tá super fortalecido. Somos muito amigues, dividimos experiências e eu acho que o queernejo veio pra ficar e veio pra quebrar também.

Você pode ouvir Gali Galó no Bandcamp e nas redes de stream.


Entrevista

Naissius – Tanto Ódio

O ano de 2018 terminou com um monte de sentimentos entalados na garganta, lembra? Foi o ano em que o luto tomou conta. Pois é, Vinicius Lepore, ou melhor, Naissius decidiu não deixar barato naquele ano.

Em seu segundo álbum, “Tanto Ódio”, o músico paulista canta e, às vezes, quase murmura sobre perdas em meio à um mundo cada vez mais cinzento. É um álbum para se ouvir atentamente as letras, quase como se estivesse lendo cartas à algo ou alguém que já se foi.

“Tanto Ódio” é produzido por Luis Tissot, conhecido na cena paulista pelo trabalho com as bandas Backseat Drivers, Thee Dirty Rats e The Fabulous Go-Go Boy From Alabama. A faixa “Grande Evento” recebeu um clipe e uma história em quadrinhos assinados pelos irmãos Jo Paiva e Joseph Paiva. Já o clipe de “Redenção” é composto de cenas do filme “Asco”, de Ale Pascoalini.

No álbum, Naissius assina todas as letras além de tocar violão e guitarra. Nobu Hirota é responsável pelo baixo e Roberto Neri pela bateria. Também fazem participações Luis Tissot, Thiago Lecussan, Matheus Camara, Felipe Rodrigues e Mariana Wang.

Confira nossa entrevista com Naissius sobre tudo isso e um pouco mais.

Primeiramente, a gente poderia começar falando sobre o contexto em que nasceu o “Tanto Ódio”. Como surgiu a ideia desse seu segundo álbum e o que você estava fazendo na época que te deu esse estalo pra compor?

O repertório do “Tanto Ódio” (2018) começou a surgir logo após o período de shows do “Síndrome do Pânico” (2015). O clima político no país estava ficando cada vez mais tenso e isso influenciou muito o disco – a faixa, “Tanto Ódio”, retrata bem esse sentimento e por isso deu nome ao álbum. Na época, eu estava vivendo numa cidade do interior de São Paulo, com menos de 50 mil habitantes; ver o ódio e outros sentimentos ruins como fator de união entre as pessoas foi algo assustador na época. Ainda é. Música me serve como terapia pra lidar com questões difíceis.

Ouvindo as suas músicas a gente percebe letras bem intimistas, quase como cartas cantadas. Principalmente, na faixa “Canção Sobre Você”. De onde vem esse seu estilo de compor? As letras são baseadas em alguma situação específica ou você faz um apanhado de referências?

O “Tanto Ódio” é um disco sobre diferentes perdas: crenças, ideias, pessoas. Parte do que se ouve pode parecer codificado, o que permite cada um ter sua própria relação com as músicas. Em geral, entretanto, ele é bem literal. “Canção Sobre Você” é explícita. Tento ser econômico nas palavras. Gosto de compositores que conseguem dizer muito falando pouco, como Leonard Cohen e Rodriguez, por exemplo. A estética da música é algo que vem depois – como ela soará ou quais imagens eu quero que o ouvinte tenha pra relacionar com as canções. O filme “Asco”, do Ale Pascoalini, foi muito importante nesse aspecto. Tive a honra dele ter usado cenas do filme pra compor o primeiro clipe desse disco, “Redenção”, após lhe contar sobre o impacto que este filme teve na composição estética do disco.

Quais foram suas referências, tanto musicais quanto de outros meios, que contribuíram para a composição do álbum?

Eu queria um disco que tivesse o folk como base musical, mas também queria adicionar elementos de post-punk e, na minha cabeça, isso seria bem difícil. Nesse aspecto, a produção do Luís Tissot (Thee Dirty Rats) foi fundamental pra achar essa sonoridade, pois ele não só conhecia as minhas referências, como trouxe outras que somaram muito. A ideia era ter algo de filmes noir; Edgar Allan Poe; “Drácula”, de Bram Stoker. Tudo isso acabou sendo infectado pelo cenário político, o que deixou o conjunto ainda mais tenebroso, já que a realidade se tornou mais assustadora do que qualquer influência que eu pudesse tirar da ficção.

Como foi o processo de gravação?

Foi inteiramente gravado no extinto e lendário Caffeine Studio. Foram seis meses ao lado do Luís e dos músicos que participaram do disco, arranjando as músicas ao longo das gravações – um processo que dá muito mais trabalho, já que envolve uma certa anarquia, mas eu gostei muito do resultado. Foi tanto cansativo quanto enriquecedor.

O álbum foi lançado em 2018, uma época que ainda dava pra fazer shows e uma divulgação corpo a corpo né. Como foi esse período? Deu pra excursionar bastante com o álbum?

Não fiz tantos shows quanto gostaria, pois na época não me sobrava muito tempo pra me dedicar a eles. Por isso também, a divulgação ficou bem limitada a São Paulo, ao contrário do primeiro disco. A imprensa não pareceu se interessar muito pelo álbum, com exceção de alguns veículos que falaram muito bem. Fizemos poucos shows, mas a maioria deles foi legal. Até gravamos um, que lançamos como “Tanto Ódio – Ao Vivo no Estúdio Aurora”.

A música “Grande Evento” recebeu um clipe e uma HQ, certo? Como aconteceu essa escolha pra essa música? E o processo para produzir tudo isso, como foi?

Essa música existe há bastante tempo. Toquei ela no meu primeiro show como Naissius. Acho que a escrevi depois de gravar o primeiro disco e já passei a toca-la nos shows acústicos que fazia. Desde então ela já era uma música que eu queria como single e a ideia era fazer um clipe comigo junto à banda que me acompanhou nessa turnê, com imagens da gente tocando. Mas aí veio a pandemia e o Jo Paiva, diretor do clipe e um parceiro muito presente nesse disco, sugeriu que fizéssemos uma animação mostrando a banda em confinamento. Quando ele e seu irmão, o ilustrador e co-diretor do clipe, Joseph Paiva, me apresentaram o storyboard, tive a ideia de fazer também uma versão em HQ, a qual escrevi o argumento. Fizemos uma pequena tiragem e é um projeto que me orgulho muito do resultado.

Em 2020 saiu um novo single seu, “Se Você Passar Por Lá”. É sinal de coisa nova vindo em 2021? Fala um pouco sobre como ele foi feito.

Essa música foi pensada pra ser um single, sem integrar nenhum disco devido ao contraste que ela tem do restante do meu repertório. A última vez que entrei num estúdio com a banda, cerca de um ano atrás, estávamos arranjando essa música pra gravarmos. Conseguimos gravar organizando sessões individuais no estúdio, o Kasulo. Também tive o apoio de músicos do círculo de amizades do Thiago Lecussan (5 Pras Tantas), que produziu a música junto comigo.  Ao longo do ano passado também passei a trocar demos com meus amigos de banda pra arranjar o que será meu terceiro disco, que sai ainda este ano.

Pra finalizar, uma pergunta que procuro fazer pra todo mundo que entrevisto ultimamente: como tá sendo levar adiante o seu trabalho durante a pandemia? Obviamente, não tá rolando de ir em shows e tal, então quais as alternativas que você tem encontrado nesse momento tão esquisito da vida de todo mundo?

Esse lance de trocar ideias e fazer uma pré produção do disco é algo novo pra mim e surgiu de uma vontade de continuar me relacionando com certas pessoas e lidar com o isolamento sem interromper o projeto. Me desapeguei bastante desse lance de estar “virtualmente ativo” e isso também me ajudou a lidar com as coisas de forma mais equilibrada. Também voltei a estudar teoria musical, algo que havia deixado de fazer desde a época do “Tanto Ódio”. Vejo essas transformações todas de forma positiva. O isolamento te faz perceber quem você realmente gostaria de ter por perto se pudesse.

“Tanto Ódio” está disponível nas redes de stream.


Lançamentos / Playlist

VEM AÍ!, parte 2 – O que é pre-save e porque usar!

Dado ao enorme sucesso (rs) da primeira matéria sobre lançamentos, resolvemos fazer uma segunda parte!

Tendo em vista várias novidades pipocando por aí, queria trazer um pouco de conteúdo e falar sobre pré-save, direcionando o papo à galera das bandas. Quase ninguém usa essa isso em terras brasilis.

– Ô seu doido, mas que diabos é pré-save?

É uma ferramenta que permite que seu público, vulgo seus fãs, incluam as músicas em suas bibliotecas/playlists antes da data oficial de lançamento, tendo acesso às músicas logo nos primeiros segundos em que estiverem disponíveis.
E por que motivos você deveria usá-la? Vamos lá:

  • Chama atenção dos ouvintes, criando expectativas e aumentando o engajamento do seu trabalho – antes mesmo de ser publicado.
  • Você pode aproveitar a oportunidade para publicar um teaser, seja um trecho da música ou videoclipe, e/ou também a pré-venda ou anúncio de novos merchs.
  • Reforçando o engajamento, o algoritmo do streaming vai ~crescer o olho pra cima de você, o que aumenta a possibilidade de conseguir adentrar as grandes playlists editoriais das plataformas – exponencialmente te levando a um possível número de maior de ouvintes. (Importante: estou falando de hipóteses, não é uma garantia!)
  • Ok, há poucos dias fomos informados sobre o vazamento de dados de milhões de pessoas no Brasil. Então é preciso ser cauteloso nessa parte. É que o pré-save serve também pra você coletar dados sobre seu público, como localização, faixa etária… te permitindo direcionar melhor sua comunicação. Às vezes rola até endereço de email, que pode se tornar um mailing de newsletter. Mais importante ainda: NÃO SEJA CUZÃO, NÃO VAZE OS DADOS DE NINGUÉM!
  • E você, caro/a ouvinte, se por acaso vir suas bandas preferidas soltando um pré-save: FAÇA-O! Isso ajuda muito mais do que pode imaginar.

Sua distribuidora de música certamente oferece a possibilidade de um pré-salvamento. Vale a pena dar uma conferida .


Dito tudo isso, hora do esquenta pros pré-saves todos:

Autoclismo
Diretamente de Teresina/PI, o trio instrumental vai lançar seu novo EP, “Tetra”, no próximo dia 23. E, eba!, tem pré-save, que você pode fazer aqui. Acompanhe a Autoclismo pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Californicks
A rapaziada do hardcore melódico de Mauá/SP tem publicado há algumas semanas os bastidores da gravação de seu novo material. Seu último trabalho foi o EP “Por Todos Nós”, de 2018. Acompanhe a Californicks pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Charlotte Matou um Cara
No último post, a gente chutou e fez gol! Só atualizando mesmo, Charlotte anunciou seu novo disco, “Atentas”, que está em fase de financiamento coletivo – e você pode contribuir aqui.

Família Estranha
Fugindo um pouco da curva (até pros padrões do Busão), Família Estranha é uma banda londrinense influenciada por música brasileira, latina e bluegrass (!), que tem a rua como seu palco principal. Estão com campanha de financiamento coletivo pro seu primeiro disco, “Toda Família Merece um Álbum” – e você pode contribuir aqui. Acompanhe a Família Estranha pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Join the Dance
Depois de soltar o single “The Sun” ano passado, os cariocas de hardcore melódico skate delicinha entraram em estúdio semana passada novamente. Aguardemos! Acompanhe a Join the Dance pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Kattana OCK
Duo de horror punk, baixo+bateria, estão em fase de gravação de seu material de estreia. Dá pra dar um confere nesse áudio aqui que o trem vai ser doido! Acompanhe a Kattana OCK pelo Instagram.

Medrado
Parece que vem coisa nova por aí nos versos do Medrado, que tem lançado vários singles. Um EP em parceria com o produtor An_Tnio tem previsão para ser lançado nos próximos meses. Acompanhe o trabalho do rapper pelo Instagram, Soundcloud e Spotify.

Numbomb
O trio de crust/grindcore de Brasília-via-Lisboa não terá só um, como dois lançamentos em breve: seu primeiro álbum e também um split com a Nekkrofuneral. Acompanhe a Numbomb pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Paranoia Bomb
Projeto recente de veteranos da cena punk rocker brasiliense (Firstations, Dissonicos, Caos Lúdico, Conteste!, Nada em Vão), o supergrupo traz também influências do country e do folk. Incansáveis, estão estúdio gravando o sucessor do EP “É Hora de Ir”, de 2020. Acompanhe a Paranoia Bomb pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Personas
No fim do último mês, os jovens do rock triste lançaram o single “E Eu Me Desespero Facilmente”, que dita o tom de seu próximo EP. Acompanhe a Personas pelo Instagram, Facebook e Spotify.

SLVDR
Faz bem uns 5 anos que saiu o excelente “Presença”, e dentro em breve tem novidades também! Se você curte uma fritação instrumental, fica de olho! Acompanhe a SLVDR pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Signo 13
Há quase 10 anos na estrada, vários EPs e coletâneas na bagagem, a banda pós-punk do DF lançou seu primeiro álbum “Serpentário” num formato inusitado: soltando cada faixa como single, mensalmente, entre setembro de 2019 e outubro de 2020. E trarão mais novidades em breve! Acompanhe a Signo 13 pelo Instagram, Facebook e Spotify.

coletânea Coletivo Lança
O coletivo ainda prepara pra se lançar oficialmente em breve, com um evento online. Mas já nos adiantou sobre sua primeira atividade: uma coletânea (ainda sem nome), que tem confirmada as presenças de nomezassos como Loyal Gun, Hayz, Trash No Star, Letty, Drowned Men, Fragmentos Urbanos e Gomalakka, com músicas inéditas, será lançada no primeiro semestre. Como ainda não temos links oficiais, fica de olho nas bandas pra acompanhar!

coletânea Território Antifa
Produzida pela produtora Casa Sonora, várias bandas antifas da região metropolitana de Porto Alegre se reúnem nessa coletânea que promete! Todas entrarão com duas músicas inéditas. Alguns nomes confirmados: Lo que Te Voy a Decir (AMO!), Pupilas Dilatadas, Cine Baltimore e Punkzilla. Acompanhe a Casa Sonora pelo Instagram e Facebook.


Por hoje é isso! Espero que esse amontoado de palavras e links tenha sido útil pra você. Acredito que não faremos uma parte 3 sobre lançamentos futuros, mas pode mandar sua pauta no busridenoteszine@gmail.com. Sextou!

Discografia Caipirópolis / Playlist

Discografia Caipirópolis Volume 1

Não é novidade pra quem acompanha música underground que de uns três anos pra cá o número de bandas triplicou ou mais.

Nós do Bus Ride Notes gostamos de sair do eixo SP-Rio e juntando isso com nosso gosto por fazer playlists, um dia resolvemos fazer uma lista de bandas do interior. Como moramos em São Paulo e conhecemos muita coisa, começamos por aqui.

Essa lista deu mais de 300 bandas na ativa (até onde sabemos) e como várias delas não têm músicas nas redes de stream pra fazermos uma playlist, decidimos fazer uma coletânea.

Assim nasceu a Discografia Caipirópolis pra mostrar que tem muita coisa boa sendo feita fora da capital. O nome, que é uma brincadeira de amigos daqui, foi o título temporário da lista, mas acabou ficando. Colocamos bandas do litoral também porque ninguém sabe se litoral é interior ou não, é uma questão de opinião.

Sem saber se dividiríamos por estilo, região ou etc, nesse primeiro volume decidimos colocar apenas bandas com mulheres na formação porque, né? 2020 e essa conversa ainda dá muito pano pra manga.

Então tem música pra todo gosto aqui: punk, crust, indie, synthpop, stoner, hard rock, folk, instrumental, etc. É pouco provável que você goste de tudo, mas é muito provável que você goste de mais da metade.

Como a lista é grande, terão outros volumes, seja por coletânea, playlist, streamcast ou outro formato que ainda não conhecemos.
E nós gostaríamos de incentivar o pessoal de outros lugares a fazer o mesmo e mandar pra gente.

Abaixo você lê um pouco sobre cada banda que faz parte desse primeiro volume:

Amphères (Santos)

Amphères é um trio formado em 2016 pelos músicos Jota Amaral (bateria e voz), Paula Martins (baixo e voz) e Thiago Santos (guitarra e voz), que tocam juntos desde 2012 em outras formações. “Transitando entre diversas vertentes do rock alternativo, muitas vezes com nuances psicodélicas, o som da banda é definido por linhas de baixo bem marcadas e baterias vibrantes, que permitem explorar a pungência de guitarras com texturas harmônicas, loops, dissonâncias e ruídos diversos“. A banda já lançou dois EPs (2016 e 2018) e em Abril de 2020 lançaram o álbum “Porto”. “Densa” faz parte do primeiro disco da banda, “Porto”.


Balanopostite (Araraquara)

Banda de goregrind formada em 2018 e hoje com Serginho (guitarra/backing vocal), Mars Martins (vocal, baixo) e X (bateria), eles se preparam pra gravação do primeiro EP e tem duas músicas disponíveis no Bandcamp, “A Indústria Agropecuária Colabora com a Fome Mundial e a Falta de Água” é uma delas.


Blixten (Araraquara)

A banda surgiu no ano de 2013, fundada pela vocalista Kelly Hipólito e hoje com Aron Marmorato (baixo), Miguel Arruda (guitarra) e Larissa Futenma (bateria). “O objetivo da banda é trazer para o século XXI, o peso, velocidade e melodia que as bandas de Heavy N’ Hard tinham nos anos 80”. Em 2018 eles lançaram o primeiro EP “Stay Heavy”. “Strong As Steel” faz parte do EP “Stay Heavy” (2018).


Cigarros Indios (Araçatuba)

Formada em 2012 e hoje com Ana Lídia (voz), Herivelto Medeiros (baixo), Ricardo Storti (guitarra) e Tico (bateria), Cigarros Indios é um power trio roqueiro comandado por uma voz feminina e apresenta um repertório onde a trilha sonora é o rock, sem qualquer outro adjetivo. Em 2020 lançaram o primeiro EP, “Gravidade”. “Carnaval” foi lançada como single no dia 21 de Fevereiro de 2020.


Clandestinas (Jundiaí)

Formada em 2017 pelas militantes feministas e LGBTQIA+ Alline Lola (guitarra e voz), Camila Godoi (baixo e voz) e Natália Benite (bateria e voz), a banda surge da necessidade de se fazer ser ouvida em seus questionamentos sobre padrões de gênero e sexualidade, utilizando a música como ferramenta de luta, transparecendo e veiculando seu posicionamento questionador tanto em suas canções quanto nas falas, nos corpos e afetos das três musicistas. “Rotina” faz parte do recém lançado primeiro disco da banda, “Clandestinas”.


Crasso Sinestésico (Bom Jesus dos Perdões)

Formada em 2014 por Diego Fernandes (guitarra e vocal) e Sabrina Centonfanti Mori (bateria), o duo já lançou um disco e dois EPs. “Cassandra”, o EP mais recente da banda, foi gravado ao vivo em Fostex no rolo de fita, é cru e sem muitos efeitos. “Encontramos na sonoridade de alguns discos (Coloração Desbotada, Giallos, Hüsker Dü e Sonic Youth) um norte de como gostaríamos que fosse: noise rock, sujo, lo-fi, intenso e verdadeiro”. “Bhaskara” faz parte do EP “Cassandra” (2019).


Dead Parrot (Campinas)

Formada por Mariana Ceriani (vocal), Victor Vianna (guitarra), Matheus Stoshy (baixo) e Bruno Giacomini (bateria), a banda de stoner e hard rock já lançou três EPs, o mais recente, “Strange Times Are Coming”, em 2020. “Strange Times Are Coming” faz parte do novo EP da banda, de mesmo nome.


Derrota (Americana)

Derrota é uma banda de post-rock instrumental, formada em agosto de 2012 por Leonardo Cucatti (guitarra), Nathalia Motta Oliveira (guitarra), Eduardo Camargo (baixo) e Marcel (bateria). Além do primeiro álbum “Parece Insuportável” (2019), a banda já lançou dois EPs e três singles. “Sinestesia” faz parte do EP “XXX” (2018).


Estado Imaginário (Itupeva)

Formada em 2015 por Douglas Valente (vocal), Maurilio Babão (guitarra), Andressa Kaam (baixo) e Marcos Salles Lopes (bateria), a banda tem várias influências do cenário musical, abrangendo também a apreciação literária de grandes nomes da poesia universal como Rimbaud, Chesterton, Pessoa e Neruda. “Nada Pode Ser em Vão” faz parte do EP “Estado Imaginário” (2017).


La Burca (Bauru/Araraquara)

Fundada em 2011 por Amanda Rocha (voz, violão, composição) a banda de post-punk-tropicaos ou post-punklore estreia nova formação em 2020 como trio com o baterista Ed Paolow e o guitarrista Denial Guedes. A banda já lançou dois discos e um EP, “suas influências vão desde o punk DIY, amansando no folk, bebendo no post-punk, regurgitando no grunge e se recompondo nos temas introspectivos instrumentais”. No momento a banda mescla novo repertório cantado em português à releituras sonoras de alguns sons e experimentações libertárias lesbopunk. “Flowers of Romance” faz parte do disco “Kurious Eyes” (2016).


Mar de Lobos (Iperó)

Formada em 2013 e hoje com Kaue Marques (baixo), Judy Rocha (vocal), Bruno Canal (guitarra) e Yuri Naoto (bateria) a banda que se identifica como “algo entre tropical grunge post-hardcore screamo punk suburbano” já lançou um EP e um álbum. “Acenda” faz parte do disco “Criaterra” (2019).


Nada de Novo no Front (São Jose do Rio Preto)

Powertrio formado em 2018 por Rafael Nascimento (guitarra, vocal), Taiane Campos (baixo, vocal) e Caio RPS (bateria). A banda tem algumas músicas que podem ser ouvidas no seu canal do Youtube.


Pinscher Attack (Monte Azul Paulista)

Duo de fastcore formado em novembro de 2018 pelo casal Thaysa Zuccherato (bateria) e Danilo Zuccherato (guitarra e voz). Sua discografia é composta pelas “Canil Sessions” (que você pode assistir no Youtube). Fizemos uma entrevista com a banda que você pode ler aqui. “A Carta” faz parte do EP “Suicida” (2018).


S.E.T.I.  (Campinas)

Duo que pira nos samples, reverbs, eletronika e guitarradas. Uns chamam de dreampop, outros de synthpop. É tudo isso e um pouco mais. Formado em 2012 por Roberta Artiolli (voz e sintetizadores) e Bruno Romani (baixo, guitarra e programação), eles já lançaram dois EPs e um álbum. O grupo tirou seu nome da sigla em inglês para “Search for Extraterrestrial Intelligence” (busca por inteligência extraterrestre), utilizada para projetos e pesquisas sobre a vida fora da Terra. “Popfobia” faz parte do disco “Supersimetria” (2018).


S.U.C. (Sádica Utopia Convergente) (São Carlos)

Formada em 2014 e hoje com Letícia (vocal), Egiliane (baixo), André (guitarra) e Guilherme (bateria) a banda de deathgrind já lançou dois EPs e um split ao vivo com P.S.G (Poluição Sonora Gratuita), gravado no 3º Interior Brutal Noise em Sorocaba em 2017. Depois de um hiato, a banda voltou em 2019 e acaba de lançar seu primeiro álbum, “Cartilha da Dor”, que reúne músicas dos EPs anteriores e novas composições dos atuais integrantes. “Corporation’s Slaves (Work for Death)” está no disco “Cartilha da Dor” (2020).


Spiral Guru (Piracicaba)

Formada em 2013 e hoje com Andrea Ruocco (vocal), Samuel Pedrosa (guitarra), José Ribeiro Jr. (baixo) e Alexandre Garcia (bateria), a banda toca stoner com temáticas voltadas à ficção científica, vida extraterrestre, a psicodelia dos anos 60 e o som vintage e pesado dos anos 70. Eles já lançaram três EPs e um álbum. “Holy Mountain” faz parte do disco “Void” (2019).


Tatuajë DiCarpa (São Jose do Rio Preto)

Banda de powerviolence debochado formada em Maio de 2018 por Júlia (vocal), Vitor (guitarra), Rizzutti (baixo e vocal) e Renan (bateria). Eles já lançaram um disco e um split com a banda Prayana de Vitória, ES. Fizemos uma entrevista com a banda que você pode ler aqui. “Bate em nazi” faz parte do disco “Satisfação Garantida ou Foda-se” (2019).


TØSCA (Campinas)

Recentemente formada e hoje com Alica (baixo) e Fran (guitarra), Tosca é uma banda que mescla punk rock com indie com experimental com post-punk e com mais algumas coisas. Até o momento a banda lançou um EP “Não Repara a Bagunça” (2018) e um single. “Na Cidade Inteira” foi lançada como single em Julho de 2019.


Travelling Wave (Piracicaba)

Duo de synthpop formado por Thiago Altafini (guitarra e voz) e Carol Alleoni (voz e synth) que “faz rock para estados alterados de consciência abusando de climas soturnos e ruidosos construídos por camadas de reverbs, guitarras sujas, sintetizadores, vocais assombrados e loops tribais de bateria”. A banda já lançou dois albuns, um EP e vários singles. “The Strike” foi lançada como single em Abril de 2020.


Untraps (Peruíbe)

Duo de de punk rock vegan straight edge formado em 2017 por Geisxe Paula (guitarra, vocal) e Nelsinho Edge (bateria, vocal) . Em 2018 lançaram o primeiro EP, “Mútua”. Suas letras falam sobre “tomar de volta o controle de nossas vidas, introspecção sobre patriarcado, a vida engolida pelo cinza/cidade, veganismo, luta anticapitalista, inspirando formas práticas de luta e resistência”. “Propaganda Homicida” faz parte do EP “Mútua” (2018).


Vermenoise (Sorocaba)

Trio de grindcore formada em 2009 e hoje com Chris (vocal), Victor (guitarra) e Mauro (bateria). No começo a banda tinha um som indefinido e adicionava integrantes convidados e musica biotecnológica experimental em apresentações únicas e diferentes de uma para outra. Em 2017 aconteceram shows em parceria com o 00projeto: projeto, que resultou no split “201964”, lançado em 2019. Em Março de 2020 a banda lançou seu novo EP “O Outro”. “Epitáfio” foi lançada como single em 2019.


Fizemos playlists com as músicas disponíveis nos streams, mas como faltam várias bandas eu recomendo muito que você ouça no Bandcamp.

Deezer aqui.