Bus Ride Notes
Lançamentos

VEIO AÍ – Lançamentos de Julho

Concordamos que julho foi um mês minimamente razoável? O capitalismo ainda venceu, mas não fui atropelado. Talvez porque tenha resolvido sair um pouco da concha de misantropo, talvez porque tenha lançado material novo (leia mais abaixo); ou, ainda, porque realmente foi de boa. Não sei. E ainda cheguei até aqui com algum trocado na conta – será que deixei de pagar algum boleto? Também não sei. Enfim.

Como sempre, tenho recados: 1) Bandas e artistas: POR FAVOR, coloquem informações nos seus perfis nas redes sociais. Deixamos de publicar vários lançamentos aqui por não conseguirmos localizar coisas básicas: integrantes, cidade, estilo de som, ficha técnica das gravações, links úteis. É relativamente simples, mas que fazem toda a diferença pra gente de mídia.

E mais uma vez: 2) Pra trocar uma ideia com a gente, escreve pro busridenoteszine@gmail.com; 3) Temos uma campanha contínua no Apoia-se. Tá foda pra todo mundo, eu sei, mas se puder, ajuda nóis a continuar produzindo! E claro 4) Disponibilize seu som em TODAS as plataformas! O público escolhe onde quer ouvir. Mas por aqui, tentamos colocar links do Youtube por ser democrático, acessível e GRATUITO (tem propaganda, eu também sei, mas bora instalar um adblocker aí, colega?).
Ufa. Bora lá.

A Ride for Two – Hey Life

“Hey Life” é o segundo single do duo folk paulistano A Ride for Two. A faixa foi lançada junto de um clipe e estará no primeiro EP da banda, junto do single anterior “Boat”, que será lançado pela El Rocha Records.
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Apnea – Bus Ride

Primeiramente, agradecemos pela homenagem hahaha! “Bus Ride” é o primeiro single de “Sea Sound”, recém anunciado primeiro disco cheio do quarteto santista. Um belo flerte de grunge e stoner, com uma pitada setentista.
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Clarea – Antiquário

Single de estreia da rapaziada de Campinas. Um som delícia (indie? emo? um híbrido? nada disso? me diga você), moderno, arrojado, que facilmente vejo conquistando playlists, rádios e corações. O meu foi conquistado no primeiro play. Quero mais, e AGORA.
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coletânea Elefante Core, vol.3

Elefante Core é uma coletânea de música independente potiguar, e tem como missão registrar bandas clássicas ao lado de novatas, de Natal e do interior do RN. Este terceiro volume conta com 16 bandas de vários subgêneros do rock. No canal do Youtube, você pode ver entrevistas dos organizadores com as bandas participantes. E, pra quem mora em Natal ou região metropolitana, tem o evento de lançamento nos próximos dias 27 e 28 de agosto.
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Earlier – Recomeço

Marcando seu retorno (ou recomeço) às atividades, esse single carrega aquela mistura gostosa de indie com um suíngue R&B, marca registrada da banda do interior paulista.
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Filhos da Besta – A Marca da Besta

Tocando o terror no Vale do Paraíba desde 2016, os jovens metalpunk de São José dos Campos, SP soltaram um novo EP, estreando o formato em quarteto. Tá doido viu 🥵
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Hayya – Baby Blues

O primeiro single de Hayya, indie e dream pop de Santos, SP, tem como tema a maternidade. “Baby Blues” é o termo em inglês utilizado para designar o sentimento de melancolia que toma conta de algumas mulheres poucos dias após o parto. “As mudanças não são somente no corpo, também se refletem na realidade da mulher que agora também assume a identidade de mãe perante a sociedade”. “Baby Blues” fará parte do primeiro disco de Hayya, que será lançado em setembro.
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Movva – Depois da Tempestade

Amizade entre bandas é fogo, você recebe secretamente as demos/prés meses antes, troca ideia, dá pitaco. Nesse caso, por algum motivo eu *não* ouvi, e resolvi esperar sair oficialmente. Não faz muito que saiu a faixa-título, e DO NADA veio o EP. Me pegou de surpresa, confesso. Mas o resultado tá impecável e acho que fiz muito bem de ter esperado. Minha caipirópolis vivíssima e muito bem representada por estes belos rapazes <3
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Não Existe Saudade em Inglês – Não Existe Saudade em Inglês

E, finalmente, uma banda de Manaus! Com aquele som meio noventista meio emo que a gente adora, a galera da capital amazonense lançou seu EP de estreia, cujo carro-chefe é o single “Meu sufoco”.
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Não Não-Eu – Por Que o Tempo Guardou?

Marcando o retorno do duo belorizontino, este novo single “ressalta a beleza dos sonhos, insights e revelações e nos convida a dialogar e aprender com as imagens que surgem em nossa memória“.
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Peoria – 01 Segundo

Após seu primeiro álbum, “Catarse” (2019), a banda paulistana de hardcore melódico lança novo single. Com influências de Belvedere, Comeback Kid e Propagandhi, esta “é uma música sobre mentes em conflito buscando uma saída diante de seus fantasmas; numa realidade onde se é cada vez mais ordinário o cenário de lutas internas sem salvação aparente”.
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Poucas Ideias – TimeBomb Live Sessions

Live Session com sons novos? Gostamos! A banda de hardcore Poucas Ideias, de Jundiaí (que você já conhece da Discografia Caipirópolis vol. 4), lançou a “TimeBomb Live Sessions” com três músicas novas gravadas ao vivo: “Lobotomia”, “Logo Eu?” e “Veneno”.
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Remédio Sem CausaIntenções

“Intenções” é o começo de uma nova fase pra banda de São João del Rei, MG. Além da nova formação, com a entrada do guitarrista Tiago Trotta, a banda cita novas referências musicais brasileiras, além da influência de bandas como Wire, Gang of Four e Fontaines D.C. na composição do novo disco. “O refrão ‘Eu não suporto você’ embala o momento de crise nacional e envia um recado ao reacionarismo brasileiro”. Lançamento da Rapadura Records.
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SamwiseCoragem de Faz de Conta

Também de São José dos Campos (ô terra fértil!), temos o terceiro single da rapaziada mandando aquele pop punk clássico-mas-atual bom demais pra cantar junto!
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S.E.T.I. – Perder é Ganhar

Primeiro material inédito desde o álbum “Supersimetria” (2018), o duo de Campinas (que você já conhece da Discografia Caipirópolis vol. 1) completa 10 anos de trajetória em 2022 e anuncia o novo álbum, “Vivo”. Com o novo disco, a ideia é dar a volta por cima, mostrando que estamos “vivos”. Sobre o primeiro single, “Perder é Ganhar”, a banda diz: “A música fala sobre uma pessoa que pensou demais em ser alguém que não conseguia e que entendeu que muito do que parece uma derrota significa somente autopreservação”.
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Slowhaze – Ignite

Depois do EP homônimo de estreia, lançado há um ano, a banda de Bauru, SP lança seu novo single – uma delícia gelada pra quem gosta das bandas da levada “grungemo”.
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Xavosa – Fogueira

(É jabá falar da própria banda?) Esse é o primeiro single desde nosso EP de estreia, “Luta (s.f.)” [leia uma resenha aqui], de 2019. “Fogueira” registra nossa (nem tão) nova fase, mais madura e um pouquinho mais pesada. E logo vem mais coisa por aí!
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Entrevistas

Entrevista: Black Witch

Formada em 2015 em Mossoró, RN e hoje composta por Lorena Rocha, Rafaum Costa, Thassio Martins e Fred Nunes, Black Witch se autodenomina uma banda de bong rock.

Em 2021 eles lançaram os EPs “The Spiral I” e “The Spiral II”, em março de 2022 o “Live Bong Songs” e vem mais material inédito na coletânea Elefante Core.

Conversamos com a banda sobre a sua história, a cena no Rio Grande do Norte e mais.

Vocês podem falar um pouco sobre a banda pra quem não conhece?

A banda começou em 2015, quando a Lorena decidiu montar sua primeira banda, e aí o Rafaum começou a esboçar os primeiros riffs pra iniciar os trabalhos da banda. Chamaram pra ocasião o Fred Nunes pra bateria, Jorge Luis pro baixo, e como Rafaum tinha um estúdio, começaram a ensaiar pra dar luz ao primeiro trabalho, o “Aware”, que gerou uma boa repercussão e bastante shows em Mossoró e região e até saimos na revista européia Metal Hammer, doideira!

A banda se descreve como “bong rock”, mas o que é o “bong rock”?

Bong rock, aquele som chapado, feito por quem admira um bong e a marijuana, meio que nossas músicas seguem sempre um balanço lento, pra bater cabeça de forma lenta, de forma inconsciente, mas sempre naquela pegada.

Também não concordamos com o conservadorismo presente no meio rock/metal, para isso, achamos interessante criar nossa vertente para não sermos confundidos com toda essa merda conservadora e reaça que rola atualmente.

Vocês lançaram dois EPs em 2021, “The Spiral I” em julho e “The Spiral II” em setembro. Por que vocês decidiram lançar dois EPs em datas próximas ao invés de um disco cheio?

Na real, estávamos com o disco pronto, no caso as composições, mas fomos contemplados com dois editais para trabalhos curtos e aí tivemos como solução dividir o disco em dois EPs, pra fazer de forma mais calma (nem foi calmo, haha). Decidimos lançar dividido e criamos essa viagem.

Falando em lançamento, em março vocês soltaram um EP ao vivo, “Live Bong Songs”, gravado em Florianópolis, SC durante uma turnê da banda. Vocês podem falar sobre ele e sobre a tour? Vocês tocavam bastante fora de Mossoró antes da pandemia?

Esse “Live Bong Songs”, foi captado na nossa tour de 2016 pelo Sudeste e Sul, e o grande amigo Murai, que nos acompanhou na tour, captou tudo em multipista e mixou, nos mandou e caiu no esquecimento. No meio da pandemia, achamos esses arquivos e nada melhor que soltar no mundo um pouco do que somos ao vivo.

Nessa tour tocamos no Rio de Janeiro, umas três datas em São Paulo, descemos pra Florianópolis, Rio do Sul e Joinville em SC e Curitiba, PR. Quando voltamos fizemos um show fantástico no grandioso Festival DOSOL em Natal, foi mágico!

Sempre tocamos muito aqui pelos interiores e pelo Nordeste, mas veio pandemia, filhos e tivemos que ficar saindo da cidade de forma mais tímida.

E vocês vão participar da coletânea Elefante Core com material inédito também, né? Vocês podem falar sobre isso?

Estamos muito felizes em participar dessa coletânea que faz parte da historia da música autoral do RN! Sempre achamos massa a iniciativa e dessa vez vamos participar.

Teve uma parada engraçada nessa coletânea, poderíamos usar alguma música dos nossos últimos EPs, mas tinha a restrição quanto ao tempo da música (não tínhamos nenhuma música com no máximo 3:30 de duração), aí a bruxa Lorena chegou com um riffão novo e lento, do jeito que a gente gosta, adaptamos pra dentro do tempo pedido e fizemos toda a produção, nós mesmos.

O Rafaum além de nosso guitarrista, é produtor musical e conduziu todo o processo de forma muito Black Witch de ser.

Pensando no mundo antes do Covid, como é a cena em Mossoró?

Antes do Covid, Mossoró tinha cerca de 17 a 20 bandas ativas, o que mesmo sem casas especializadas pra rock autoral, tinha uma certa frequencia de shows, mas deu uma morgada monstra com a pandemia, muita gente deixando de lado pra sobreviver trancado, alguns outros projetos surgindo, mas antes da pandemia era bem mais constante.

Últimas considerações? Algum recado?

Fora Bolsonaro e toda essa corja fascista que nos desgoverna atualmente, não toleramos tais manifestações de violência e falta de humanidade para com todos nós! Somos do time da liberdade real de se viver, ser quem queremos ser, do time da resistência por meio da arte. Montem bandas, façam barulho e derrubem o presidente!

Muito obrigado pelo espaço e pelo convite, mídias independentes nos fazem muito fortes, vocês nem imaginam! Abraços esfumaçados da Black Witch.

A discografia de Black Witch está disponível no Bandcamp e nas redes de stream.


Lançamentos

VEIO AÍ – Lançamentos de Junho

Junho foi um mês complicado, exaustivo até o último segundo. Viver sob este governo tá osso, mas a gente tá aqui. Tô longe de ser PMA ou minimamente otimista, mas a gente tá aqui, e é o que importa. Ainda tem muitos lugares, pessoas, cores, comidas e sons pra gente descobrir. Bora focar nisso, por enquanto.

Bem, dessa vez eu queria fazer um pedido, de coração. Bandas e artistas: POR FAVOR, coloquem informações nos seus perfis nas redes sociais. Deixamos de publicar vários lançamentos aqui por não conseguirmos localizar coisas básicas: integrantes, cidade, estilo de som, ficha técnica das gravações, links úteis. É relativamente simples, mas que fazem toda a diferença pra gente de mídia. Por sua atenção, obrigado.

E também, lembrando: 1) Pra trocar uma ideia com a gente, escreve pro busridenoteszine@gmail.com; 2) Temos uma campanha contínua no Apoia-se. Tá foda pra todo mundo, eu sei, mas se puder, ajuda nóis a continuar produzindo! E claro 3) Disponibilize seu som em TODAS as plataformas! O público escolhe onde quer ouvir. Mas por aqui, tentamos colocar links do Youtube por ser democrático, acessível e GRATUITO (tem propaganda, eu também sei, mas bora instalar um adblocker aí, colega?).
Vamo nessa!

Alegorica – Candeia

Não apenas uma banda, mas todo um aparato artístico: os paulistanos misturam seu post-hardcore com performances teatrais e projeções audiovisuais, criando toda uma experiência imersiva. “Candeia” é o primeiro single do novo disco “Absurdidade”, que estava em campanha de financiamento coletivo e deve pintar por aí em breve!
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Arma de Fogo – Não Eleja Ninguém

Essa é primeira banda do Amapá que publicamos no Busão! Sustentando o agito hardcore macapaense desde 98, a rapaziada engrossa sua discografia com “Não Eleja Ninguém”. Um hino anarco – e, pelo que entendi –, o primeiro single do disco novo, “Resistiremos”. Fiquemos de olho!
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Bruma Balé – Estranho

“Jazz eletrônico para sonhar com o corpo”, é o que diz sua descrição. Este é o single de estreia desse projeto, que me levou numa viagem deliciosa e refrescante (quando entra o sax… 🫠) por paisagens visuais e sonoras do melhor do city pop japonês.
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Ceano – Girassol

De quando saiu, “Girassol” já é minha top mais ouvida até hoje [sou suspeito pra falar pois é uma de minhas bandas nacionais preferidas desde que conheci rs]. Com sua sensibilidade ímpar, e definitivamente rumando por um caminho mais ~emopb, este é o primeiro single do disco “Bonsenso”, que mal vejo a hora de ouvir. Ceano me beija!
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Comboio CalibrePost Mortem

Lidando com perdas (mas também vitórias) pessoais, a rapaziada de Volta Redonda, RJ retorna após um período de hiato, com seu post-hardcore mais íntimo e denso que nunca. E olha que massa, todo o EP foi gravado analogicamente, pelo lendário Lisciel Franco. Saiba mais sobre tudo isso aqui.
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Conteste! – Sincretismos

O supergrupo brasiliense (com membros de Aok, Perfecto, Paradisi e +) trouxe ao mundo seu novo EP, o sucessor de “Hipnotizados” (2019). Acho que não preciso citar que nossa situação político-econômica-social é o combustível pra esse hardcore, né? Sempre atual, sempre necessário.
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Dennehy – IDK

Tive o maior prazer de ver o lançamento nos palcos de “IDK” há alguns dias – inclusive meu primeiro show dessas lindezas, mesmo os acompanhando desde o início. E é isso: pesada, dançante, leve, encantadora. E vou te falar: esta é uma BANDASSA. Uma das melhores atualmente em Brasília, com um potencial enorme pra conquistar o mundo ✨ (e quando acontecer, você pode dizer que conheceu aqui no Busão!)
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Inês É Morta – Apogeu

Um dos grandes nomes atuais do post-punk nacional, os paulistanos apresentam seu novo single, que implora um role num inferninho, baladinha de vinil, dançando introspectivo num canto escuro.
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KILLJOY! – Arte do Caos

Mais uma pérola de caipirópolis! EP de estreia do powertrio de Guaratinguetá, SP. Hardcore barulheira desenfreada – sim, aquele que parece um caminhão fora de controle que vai te atropelar no mosh.
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Meraki – Não Confunda

Estabelecida em São Paulo desde 2018 com seu setlist de covers de emo/pop punk, a Meraki começa uma nova fase autoral. E, é claro, traz toda a energia real de suas influências. Curtimos e queremos mais pra ontem!
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MIDRA – A Better Place

Para narrar sua quase-canção de amor, que reflete “sobre o que resta depois das partidas, a música toca na delicada questão da morte e dos sentimentos que ultrapassam ela”, o artista buscou referências em City and Colour e Sade. Nesta faixa, temos a participação de André Dea (Sugar Kane, Supercombo) na bateria.
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MitocôndriaMeleca!

“Meleca!”, cujo nome vem do apelido dado à guitarra verde do vocalista, é o EP de estreia da banda paulistana. O power trio cita como influências Mom Jeans, Free Throw, Forfun e Weezer. As letras focam em temas presentes na passagem da adolescência para a vida adulta. O EP foi produzido por Luke Mello e o lançamento é da Big Cry Records.
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Motosserrario_rua

Motosserra é um duo “à distância” (entre Paraíba e Belo Horizonte), formado por Olga Costa e Maria Caram, que tem influências de no wave, experimental, improvisos e spoken word. “rio_rua” “relata um dos mais presentes transtornos da modernidade (principalmente em tempos de pandemia): a crise de ansiedade”. A música tece um emaranhado de pensamentos com frases e efeitos em repetição até atingir uma cacofonia. Assim como o single anterior, “AmaZona”, fará parte do primeiro EP da banda.
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Nathan Motta – The Abstract City

“The Abstract City” é o álbum de estreia de Nathan Motta. Diferente de seu atigo projeto consistindo de voz e violão, dessa vez Nathan abusa de sintetizadores e teclados (e mais). No esquema D.I.Y., Nathan gravou, mixou, masterizou e fez a arte de capa do disco.
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Quando o Oceano Nos EngoliuFantasma

“Música que vem forte e reflete um mergulho no fundo de si mesmo, analisando o estado atual de uma mente em conflito que se encontra perdida”. Assim o quarteto emo/ambient cearense descreve seu mais novo single.
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R4vel – Refúgio

Dois anos após seu último lançamento (o single “Mirante“), o quinteto paulistano está de volta com “Refúgio”, uma sonzeira (post-)hc moderna, arrojada, convidativa pra dançar.
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Resenhas

Boats – Canvas

“Canvas” é o segundo disco de Boats, banda de Pau dos Ferros, RN, formada hoje por Júlia Ferreira (vocal, guitarra), José Shirley (bateria), Gabriel Nogueira (baixo, vozes) e Anny Klarice (guitarra).

A banda já lançou um EP, “Fazendo o Óbvio Direto da Alma”, gravado como duo em 2013 e relançado em 2021, e um disco, “Manifesto dos Sentimentos (In)Compreendidos” (2017). “Canvas” é o primeiro registro da Boats como quarteto e é puro indie rock.

Indie rock é um termo um tanto genérico (ou amplo, dependendo da sua percepção), é comum ele se misturar com outras sonoridades, mas ao mesmo tempo nós sabemos exatamente o que esperar quando nos deparamos com esse termo. “Canvas” é isso.

Mesmo antes de decidir escrever sobre o disco, ao ouvir com atenção, o que me acompanhou por ele todo foi o pensamento de leveza. Coincidência ou não, “Calmin”, o single lançado antes do disco, já dava a deixa.

“Canvas” começa com “Último Ato”, uma das músicas mais agitadas do disco.

“Pense, por um segundo, como foi chegar aqui. Pare de confundir o foco desses holofotes, não faz bem”.

“It’s All a Mood Point”, que tem a participação de Luan Bates, é a única música em inglês do disco e é também uma faixa com cara de clássico, aquele ar de familiaridade.

“Calmin” foi uma boa escolha como primeiro single. Ela apresenta bem todos os elementos do disco. “Me deixa aqui, deixa a brisa me levar, que eu fico calmin nesse lugar”.

“+18” traz um sentimento quase universal: “E eu que pensei que aos 25 estaria tudo ok, me enganei”. A música narra uma das primeiras angústias que a maioria de nós passou na vida, como continua a letra: “É tudo crise, meia idade, existencial”.

“O mar me engole, me cospe. Me lembra quem sou, que sou, nada”.

O disco termina com a acústica “Adeus”. “Isso não é adeus, então daqui pra frente me acompanhe sempre que der, quando puder. Sempre que der, faz teu voo”.

“Canvas” é uma boa pedida nesses tempos cada dia mais caóticos.

A discografia de Boats está disponível no Bandcamp e nas redes de stream.


Lançamentos

VEIO AÍ – Lançamentos de Maio

Mais um mês que o capitalismo me venceu. Não sei onde foram parar as últimas duas semanas. Perdi a noção de tempo e espaço e larguei essa coluna pra empoeirar. Ainda bem que temos Livia pra manter a ordem – obrigado migs!

Enfim. Já chegamos na metade do ano e as produções só aumentam. Novos materiais, vídeos, shows e festivais em/de tudo quanto é canto, a toda hora. A gente só consegue sorrir e adorar tudo isso rolando! (Mas ainda mantendo cuidados básicos de precaução – vá se vacinar e use máscara em ambientes fechados!)

Espero que você esteja se alimentando direito, bebendo água o suficiente e que o covid não tenha batido na sua porta ainda (ou de novo). Digo também que: 1) Pra trocar uma ideia com a gente, escreve pro busridenoteszine@gmail.com; 2) Temos uma campanha contínua no Apoia-se. Tá foda pra todo mundo, eu sei, mas se puder, ajuda nóis a continuar produzindo! E claro 3) Disponibilize seu som em TODAS as plataformas! O público escolhe onde quer ouvir. Mas por aqui, tentamos colocar links do Youtube por ser democrático, acessível e GRATUITO (tem propaganda, eu também sei, mas bora instalar um adblocker aí colega?).
Vamo que vamo!

4n4 Not Found – Let Grandma Go Home

“Let Grandma Go Home” é o mais novo single da 4n4 Not Found, lançado no finalzinho de maio. Guitarras encorpadas, o abafadinho característico e a voz mais foda do pop punk BR. Cada single lançado dá o gostinho de ouvir um EP, um disco cheio ou até mesmo um show. Mas se todos saírem na mesma qualidade dos que vieram até aqui, ninguém vai se importar com a espera, né non? 
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Binarious – O Amor Faz Encontrar

Mais pop e dançante que o single anterior, “Arco-íris” (2021), o power trio feminino brasiliense traz “uma mensagem sobre o amor e sua importância para reconectar-se consigo mesmo e com as pessoas ao seu redor”. Ambas as faixas estarão num EP, ainda sem data de lançamento.
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Caosmaria – Drum’n’core

“Drum’n’core” é o primeiro single do próximo disco da banda de Taubaté, SP. “Longe do Rebanho” será lançado semana que vem, dia 15 (quarta), e é o disco de estreia de Caosmaria. “Drum’n’core” é uma mistura de hardcore e drum’n’bass, e segue a sonoridade experimental da banda. A letra fala sobre política, cotidiano e as relações humanas com o tempo.
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Daniel Exposto – Pânico

Seis anos após seu primeiro disco, “O que Deu pra Fazer com a Pouca Disposição que eu Tinha” (Lixo Records), Daniel Exposto lança seu novo EP, “Pânico”, “recheado de desesperança, agonia e melancolia”. Você pode ouvir o EP que navega entre lo-fi, dreamy “e puro desespero” nas redes de stream.
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defdot – defdot vol. 1

“defdot vol. 1” é o primeiro lançamento dos paulistanos, que misturam hardcore, noise e mais. O EP foi gravado e mixado pela própria banda entre 2020 e 2021, e em breve terá lançamento em fita cassete. Junto do EP foi lançado o clipe da música “funcionário do mês: Linhares”.
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Hubris – Loucura Disciplinar

A banda de grindcore de Piracicaba, SP lançou o single “Loucura Disciplinar”, que fala sobre a luta antimanicomial. Este movimento visa o tratamento humanizado e a desinstitucionalização das práticas àqueles que necessitam de cuidados à saúde mental. “Loucura é acreditar no discurso moral disciplinador que exclui o ‘diferente’ da sociedade. Trancar não é tratar”.
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Isaurian – Deep Sleep Metaphysics

Somando elementos de post-rock, doom, shoegaze e post-metal, os brasilienses chegam com um baita discasso pesado, denso, hipnótico. “Deep Sleep Metaphysics” foi produzido e mixado por Chris Common (Pelican, Chelsea Wolf) e Muriel Curi (Labirinto). Fim do mês tem show delus com as migas da Soror e claramente estarei lá!
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Jason – Disforme, vol. 2

Comemorando 25 prolíficos anos de estrada, os cariocas lançaram seu 9º disco, recheado do seu característico (post-)hardcore afiadíssimo.
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Jxvxns – Eu Não Tenho Inimigos Mas os Meus Amigos Não Gostam de Mim

O emocore está vivo e passa bem, obrigado! Inicialmente, a demo dessa faixa faz parte da coletânea “Canções de Isolamento” (2020) da Nightbird Records, e agora, devidamente registrada, marca a estreia real oficial dos jovens de Natal, RN.
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Julia Baumfeld – Turva

Julia Baumfeld é multiartista, transitando entre artes visuais, cinema e música. Depois do EP “curva” (2017), ela lança seu seu primeiro álbum, “Turva”. Julia produziu e gravou o álbum sozinha em casa em Outubro de 2021. O processo envolveu principalmente composições com guitarra e voz. As faixas “Neblina” e “Horizonte de Eventos” foram realizadas em parceria com Laura Lao e Felipe D’Angelo (Moons) respectivamente. Felipe também mixou e masterizou o álbum. Junto do disco, foi lançado um álbum visual. Todos os vídeos foram dirigidos e editados por Julia, e contam com imagens filmadas pela própria artista e por alguns parceiros de trabalho. Lançamento do Grão Pixel.
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Liträo – Fardo Eterno

Depois do single “Culpa”, a banda carioca de doom e sludge metal Liträo lançou seu novo EP, “Fardo Eterno”. Arte de capa por Alan Fonseca.
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Movva – Depois da Tempestade

Dois anos depois de lançarem seu single de estreia, meus companheiros de praça [sdds amo vcs] de Jaboticabal, SP retornam com mais um, o primeiro do EP que em muito breve também aparece por aqui. Hardcore melódico pra quem se criou no MySpace, com aquela abordagem P.M.A. que faz sorrir até um niilista como eu.
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Projeto Porto – Saudade de Ser, Vontade de Estar

Formada em Itaquaquecetuba, zona leste de SP, a banda instrumental tem influências que vão do post rock, trip hop, noise até MPB. O disco “Saudade de Ser, Vontade de Estar” é o primeiro lançamento da banda.
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Ruína – Calabouço

O novo single da banda dos recifenses foi lançado junto de um clipe. Enquanto no EP anterior, “Transfigurar” (2021), misturaram hardcore, crust e sludge metal com elementos eletrônicos; em “Calabouço” a banda volta pra um som mais direto, com menos experimentações. Uma porrada no ouvido.
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To Build a Fire – To Build a Fire + Burnout

Projeto novo de ~velhos conhecidos da cena brasiliense (só lembro da Voxolder pra citar), dessa vez com uma abordagem mais minimal/intimista. E chegaram chegando: não só rolou o EP autointitulado, mas também um novo single semanas depois <3
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The Shorts – Bare Nights // Atlanta

Depois de seis anos sem músicas inéditas a curitibana The Shorts volta com o single “Bare Nights // Atlanta” gravada em uma live session disponibilizada no Youtube.
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