Bus Ride Notes

Date archives fevereiro 2021

Entrevista

Delipe Fantaos – Embalo Maravilhoso

Delipe Fantaos é um compositor brasileiro que mora na Espanha já há alguns anos.
Em Outubro de 2020 ele lançou seu primeiro álbum, “Embalo Maravilhoso”, um disco de samba e MPB que “é o meu abraço bem forte na minha família e no Brasil. Longe de patriotismo. É minha homenagem a um Brasil de gente, não de fronteiras e nem de bandeira. Um disco da minha saudade”.

“Embalo Maravilhoso” realmente te leva em um embalo, um mergulho nas músicas, que quando você para pra anotar algum detalhe, percebe que o disco já tá quase no fim.

Conversamos com Felipe sobre o disco, a cena musical independente na Espanha e mais.

Você pode se apresentar, pra quem não o conhece? E contar um pouco da sua trajetória na música?

Me chamo Felipe e sou lá da baixada Fluminense, Rio de Janeiro. Tenho 33, e faz uns anos, não lembro bem quantos, que decidi fazer minhas músicas. Delipe Fantaos é maneira que encontrei pra fazer minhas coisas sozinho. Adoro tocar com meus amigos músicos e tudo, mas as vezes não é possível, e aí, entra o “Delipe Fantaos” na minha vida.
Atualmente moro em Barcelona, e toco na banda Espacea. É o projeto que eu pessoalmente mais gosto de fazer. Porém, com essa coisa horrível da pandemia, a Espacea tá caminhando a passos largos. Mas tá caminhando.

Você pode falar sobre a cena musical independente na Espanha? É muito diferente do Brasil?

Viver aqui na Espanha tem sido uma experiência muito bacana. A vida musical independente aqui é bem movimentada. Ou pelo menos era antes de tudo isso que tá rolando no mundo agora. A cena underground é bastante viva, existem bandas de todos os tipos pra todo mundo. As vezes fica até meio difícil conseguir datas nas casas de show por causa das agendas super lotadas… Ou porque as bandas já tem tantos shows marcados que complica conseguir montar uma noite pra dividir os palcos.
Acho que o Brasil é tão grande que a comunicação entre bandas, público e as casas de show é mais complicada. Isso não quer dizer que a vida aqui pros músicos independentes seja mais fácil. A gente tá remando contra a corrente igual no Brasil, só que de um jeito diferente.

Como foi a concepção de “Embalo Maravilhoso”, e a vontade de fazer um disco solo? Você diz que o disco “é uma homenagem ao povo suburbano do Rio de Janeiro e ao Brasil”, pode falar mais sobre isso?

Ano passado (2020), fui ver minha família no Brasil e me dei conta que todo aquele sentimento de saudade e admiração que eu tenho pela cultura brasileira poderia se converter em alguma coisa. Nessa ida ao Brasil, ali mesmo, comecei a compor a primeira canção e a trabalhar na estética que eu queria desenvolver.
Sim! “Embalo Maravilhoso” é um disco de saudade e homenagem à cultura popular suburbana. Coloquei no disco um pouco das coisas que ouvi e vivi nas ruas, nos bares, nas casas e no cotidiano do povo.
Abusei de referências como Jorge Ben (da pra ver na capa do disco), Caetano, Bethânia, João Bosco, Gil, Zeca Pagodinho e etc. Queria um disco com uma estética Tropicalista, carnavalesca e suburbana e acho que consegui.

E como foram as gravações? Como foi feita a parte instrumental, quais músicos participaram?

O disco foi completamente gravado em casa com um microfone shure 58. Mas confesso que se não fosse a ajuda do meu grande amigo espanhol Manu G. Sanz, eu teria lançado um disco medíocre. Manu foi responsável por dar esse “ar fresco” com saxofone, órgão, algumas baterias e claro, a mix e master. Também contei com o meu amigo baterista que mora lá no Rio, Leo Oliveira, que gravou “Zé Canela” e com os músicos da minha banda Espacea, pra dar aquela pincelada em algumas músicas.

Como anda a situação durante a pandemia? As adaptações foram tranquilas?

Eu tive sorte! Pude passar um confinamento confortável e seguro. Mas sei que muita gente viveu e vive muito mal. Aproveitei todo o tempo livre que tive pra pensar e gravar o “Embalo Maravilhoso”.

Últimas considerações? Algum recado?

Gostaria de dizer ao povo brasileiro uma coisa… Brasil! Você é foda. Aqui, morando longe, percebo o privilégio de ter nascido numa terra tão rica culturalmente. Uma puta sorte. Tem muita gente tentando dividir a gente. Pode ser piegas e os carai… Mas a gente tem muito mais motivos pra se unir do que pra se odiar. Os tempos são difíceis, mas a gente vai sair dessa.
Alô, Alô, Brasil! Aquele abraço.
Gratidão pelo espaço a todos colaboradores de Bus Ride Notes e a você, Livia, pelo convite. Brigadão!

“Embalo Maravilhoso” está disponível no Bandcamp e nas redes de stream.


Entrevista

Andressa Nunes – O Mandacaru Intergaláctico

“O Mandacaru Intergaláctico” é uma carta de amor ao sertão escrito pela cantora baiana Andressa Nunes. Lançado em 2020, o álbum contêm 13 faixas que fluem como um abraço, como em “A Bahia é Grande”. Isso sem perder a mão nas experimentações, como a technobrega “Bagaceira”.

O álbum foi gravado em Juazeiro (BA) com coprodução de Iago Guimarães, da Casinha Lab. Todas as letras, bem como a arte da capa e as artes personalizadas das músicas no Youtube, são assinadas pela própria cantora.

Andressa canta que “o sertão é a resposta”. Então, fazendo o caminho contrário, fizemos um monte de perguntas sobre “O Mandacaru Intergaláctico”. Confira:

Andressa, a gente pode começar falando sobre o caminho que levou até “O Mandacaru Intergaláctico”. Em 2019 você lançou vários singles, certo? Como foi esse período entre os singles e a composição do álbum? 

Sim, em 2019 eu decidi publicar algumas experimentações caseiras que estava fazendo sozinha e sem muitas pretensões. Dessas, a minha preferida é Ana(r)coluto, que é uma música bem antiga mas que gosto bastante da letra, cheia de referências à filosofia da mente e à gramática da língua portuguesa. Como meu processo de composição é bem aleatório, não houve um ponto específico em que eu decidi compor “O Mandacaru Intergaláctico”. A música título, por exemplo, foi escrita há mais de cinco anos, enquanto “Bagaceira” foi escrita na hora de entrar no estúdio, praticamente.

Algumas músicas (talvez o álbum inteiro, até) são verdadeiras cartas de amor ao sertão, à Bahia, ao Nordeste como um todo. Na primeira música você já canta que “o sertão é a resposta”. O que te motivou a compor essas letras? O que você estava sentindo nesse período?

O sertão, principalmente por sua adaptabilidade e riqueza cultural, pode ser a resposta para muitas das questões sociais que temos enfrentado. O sertão é a resposta num sentido geopolítico, de olharmos para as riquezas e para os modos de vida da população dos vários sertões do Brasil (os rincões da Amazônia, do Centro-Oeste, dos Pampas, das Caatingas), que num geral conseguem conviver melhor com a natureza e produzir seu próprio alimento. Mas também o sertão pode ser uma resposta mais íntima: compreender de onde vim e a linguagem que me habita foi um processo importante para me deixar levar pela música que há tanto tempo componho.
A motivação maior para reunir essas canções foi justamente olhar no espelho da palavra, já que na época eu estava sentindo uma saudade de mim que tomou a forma (espinhosa, mas bonita) de um mandacaru. Há também uma motivação política – toda arte é política, inclusive a “neutra”. Falar do nordeste como algo contemporâneo, sem saudosismos, sem estereótipos, é uma forma de trazer luz a questões que estão em voga como a xenofobia e o machismo. Eu quis trazer um sertão que se deixa permear pela modernidade, mas sem medo de criticá-lo também, como em “A Última Cajuína do Sertão”. Vale ressaltar que não é uma questão de fazer o nordeste virar uma pauta identitária, pelo contrário: quero falar das suas pluralidades e das suas contradições, da ignorância e do saber, com consciência e sem vitimismo. O sertão não precisa de narrativas sensacionalistas. Fico com as narrativas sensoriais.

Quais foram suas referências musicais e de outras fontes? 

Na música, posso citar Cátia de França, Alceu Valença, Tom Zé, Luís Gonzaga, Dominguinhos, Caetano Veloso, Daniela Mercury, os Beatles, Björk, Zé Ramalho, Baiana System.
De outras fontes, acredito que Guimarães Rosa tem uma presença marcante na minha relação com o sertão feito de palavra. Também gosto bastante de cinema, e obras como “Bacurau” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” atravessaram bastante meu processo criativo.

Pode falar um pouco da parte instrumental do álbum? Quais os demais músicos que participaram? Como foi bolar esse som? 

Eu toquei violão em todas e guitarra em algumas das músicas. O restante (bateria, baixo, teclas) ficou por conta de Iago Guimarães, do Casinha Lab em Juazeiro, BA (que coproduziu e mixou as músicas) e do Wagner (percussões diversas) como representante da Camerata Matingueiros de Petrolina, PE. Bolamos o som seguindo o fluxo das letras, eu já tinha em mente o clima e a instrumentação que desejava e os meninos foram geniais e muito generosos ao me escutar e trazer novos elementos para a brincadeira.

O álbum foi lançado no ano em que a pandemia chegou. Já que os shows estão inviabilizados, como foi feita a divulgação do trabalho?  

Divulguei apenas pela internet e também entre amigos e familiares. As novas pessoas que têm chegado para escutar têm sempre me surpreendido positivamente, já que infelizmente não pude fazer nenhuma ação de marketing mais grandiosa. Mas o fluxo da vida, dos algoritmos e das canções tem uns mistérios interessantes.

Tem previsão para clipe?  

Tenho gravados takes de clipes para “Mulher Apocalíptica” e para “Manequim”, mas te confesso que sou eu que faço tudo na minha “carreira”, então a falta de tempo para editar está pesando bastante nesse aspecto. Quem sabe esse ano ao menos esses dois não saem, né?

Num momento em que o Brasil parece estar sendo atacado diariamente pelo que tem de pior nele mesmo, é realmente um respiro ouvir algo que fale com a gente assim, né? Na música “O Absurdo” você escancara esse clima que a gente vive. Você vê alguma esperança pra esse absurdo tanto na via artística, social ou política?

Nem medo, nem esperança: tenho confiança na ética e na capacidade de se transformar que o Brasil tem. Certamente é um processo lento e meu grito de “não me deixe achar normal o absurdo” resume esse chamado para que não deixemos a ignorância e a necropolítica se tornarem a voz da vez, como se fossem uma certeza fatal contra a qual teremos que lutar o tempo inteiro. Não. Não é normal, não é o nosso normal e não existe um “novo normal”: esse desmonte da coisa pública e o descaso com tantas vidas é uma aberração. Tenho fé em grande parte da população que se preocupa consigo mesma, mas que também busca ajudar o próximo. Tenho confiança na ciência e nas instituições de ensino e no seu papel político tão fundamental e de tanta resistência. Tenho fé nos artistas independentes, principalmente nos que produzem arte em vez de produto: a revolução também virá pela beleza, pelo sublime e pela coragem. Mas a mudança é silenciosa e lenta, e enquanto ela não vem, vamos agindo aos poucos para combater os fascismos que nós mesmos reproduzimos com arte, muita solidariedade e muita paciência.

O álbum está disponível no Youtube, Deezer, Spotify e Itunes.


Resenha

Clandestinas

Clandestinas foi formada em 2017 em Jundiaí, SP por Alline Lola (guitarra, voz), Camila Godoi (contrabaixo, voz) e Natalia Benite (bateria, voz), militantes feministas e LGBTQIA+.

Quando eu ouço Clandestinas, lembro do movimento Riot Grrrl. O Riot Grrrl não foi só um gênero musical, ele foi a terceira onda do feminismo, que coincidiu em ser através da música.
As primeiras bandas do movimento queriam chamar atenção pra sua mensagem e escolheram a música pra isso.

Clandestinas surgiu “da necessidade de se fazer ser ouvida em seus questionamentos sobre padrões de gênero e sexualidade, transparecendo e veiculando seu posicionamento questionador tanto em suas canções quanto nas falas, nos corpos e afetos das três musicistas”, e por isso acho que Clandestinas é mais um movimento artístico do que uma banda.

Toda banda é um movimento artístico, mas a escolha de priorizar um pouco a música ou a mensagem ou misturar igualmente é bem sutil, mas a gente enxerga.

Seu primeiro album, “Clandestinas”, foi lançado em 2020. Produzido por Mari Crestani, ele conta com participações de Aline Maria, Luana Hansen e Mariah Duarte.

A gente tá acostumado a ouvir letras políticas no punk e no rap, mas Clandestinas não escolheu um gênero musical e por isso o som é bem distinto, é rock, é punk, é MPB e mais um pouco de inúmeras influências.

A banda também mistura português e inglês na faixa de abertura, “Clandestinas”, e “Lovely Lola” é a única música em inglês do disco.

“Even if she is just my best friend and I must understand another meaning of love”

Sobre as letras é difícil falar, pois é muita informação. Esse é um disco que eu recomendo pra toda pessoa ouvir pelo menos uma vez na vida. “Clandestinas” é um album interessante em muitos aspectos.

“O não lugar me ocupa, o não pertenço me define. A não família me acolhe, a solidão me oprime”

“O nome ‘Clandestinas’ remete a ‘pessoa que vive fora da lei’, na banda o termo surge como essência e traz novos significados: ser clandestina é gritar quando disseram que se deveria estar calada, é amar sem medo e sem pudor quando disseram que seu amor era doentio, é fazer música mesmo achando que não se sabe cantar nem tocar, é estar com outras mulheres e se mover, é ter a consciência de que, para a hetero-cis-normatividade compulsória que rege a sociedade, os corpos e afetos distintos da norma não devem existir”.

Ainda em 2020 a banda participou do curta “Pluma Forte”, nele há um trecho de um show e podemos literalmente ver o formato de militância da banda.

E em janeiro de 2021 a banda lançou seu primeiro clipe, da música “Nenhuma a Menos”, um video que é mais que um clipe e menos que um curta.

“Com as nossas músicas, nossos corpos e nossos afetos, questionamos o machismo, o patriarcado, a hétero-cis-normatividade e o capitalismo. A revolução será feminista & LGBT”.

“Clandestinas” está disponível no Bandcamp e nas redes de stream.


Lançamentos / Playlist

VEM AÍ!, parte 2 – O que é pre-save e porque usar!

Dado ao enorme sucesso (rs) da primeira matéria sobre lançamentos, resolvemos fazer uma segunda parte!

Tendo em vista várias novidades pipocando por aí, queria trazer um pouco de conteúdo e falar sobre pré-save, direcionando o papo à galera das bandas. Quase ninguém usa essa isso em terras brasilis.

– Ô seu doido, mas que diabos é pré-save?

É uma ferramenta que permite que seu público, vulgo seus fãs, incluam as músicas em suas bibliotecas/playlists antes da data oficial de lançamento, tendo acesso às músicas logo nos primeiros segundos em que estiverem disponíveis.
E por que motivos você deveria usá-la? Vamos lá:

  • Chama atenção dos ouvintes, criando expectativas e aumentando o engajamento do seu trabalho – antes mesmo de ser publicado.
  • Você pode aproveitar a oportunidade para publicar um teaser, seja um trecho da música ou videoclipe, e/ou também a pré-venda ou anúncio de novos merchs.
  • Reforçando o engajamento, o algoritmo do streaming vai ~crescer o olho pra cima de você, o que aumenta a possibilidade de conseguir adentrar as grandes playlists editoriais das plataformas – exponencialmente te levando a um possível número de maior de ouvintes. (Importante: estou falando de hipóteses, não é uma garantia!)
  • Ok, há poucos dias fomos informados sobre o vazamento de dados de milhões de pessoas no Brasil. Então é preciso ser cauteloso nessa parte. É que o pré-save serve também pra você coletar dados sobre seu público, como localização, faixa etária… te permitindo direcionar melhor sua comunicação. Às vezes rola até endereço de email, que pode se tornar um mailing de newsletter. Mais importante ainda: NÃO SEJA CUZÃO, NÃO VAZE OS DADOS DE NINGUÉM!
  • E você, caro/a ouvinte, se por acaso vir suas bandas preferidas soltando um pré-save: FAÇA-O! Isso ajuda muito mais do que pode imaginar.

Sua distribuidora de música certamente oferece a possibilidade de um pré-salvamento. Vale a pena dar uma conferida .


Dito tudo isso, hora do esquenta pros pré-saves todos:

Autoclismo
Diretamente de Teresina/PI, o trio instrumental vai lançar seu novo EP, “Tetra”, no próximo dia 23. E, eba!, tem pré-save, que você pode fazer aqui. Acompanhe a Autoclismo pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Californicks
A rapaziada do hardcore melódico de Mauá/SP tem publicado há algumas semanas os bastidores da gravação de seu novo material. Seu último trabalho foi o EP “Por Todos Nós”, de 2018. Acompanhe a Californicks pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Charlotte Matou um Cara
No último post, a gente chutou e fez gol! Só atualizando mesmo, Charlotte anunciou seu novo disco, “Atentas”, que está em fase de financiamento coletivo – e você pode contribuir aqui.

Família Estranha
Fugindo um pouco da curva (até pros padrões do Busão), Família Estranha é uma banda londrinense influenciada por música brasileira, latina e bluegrass (!), que tem a rua como seu palco principal. Estão com campanha de financiamento coletivo pro seu primeiro disco, “Toda Família Merece um Álbum” – e você pode contribuir aqui. Acompanhe a Família Estranha pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Join the Dance
Depois de soltar o single “The Sun” ano passado, os cariocas de hardcore melódico skate delicinha entraram em estúdio semana passada novamente. Aguardemos! Acompanhe a Join the Dance pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Kattana OCK
Duo de horror punk, baixo+bateria, estão em fase de gravação de seu material de estreia. Dá pra dar um confere nesse áudio aqui que o trem vai ser doido! Acompanhe a Kattana OCK pelo Instagram.

Medrado
Parece que vem coisa nova por aí nos versos do Medrado, que tem lançado vários singles. Um EP em parceria com o produtor An_Tnio tem previsão para ser lançado nos próximos meses. Acompanhe o trabalho do rapper pelo Instagram, Soundcloud e Spotify.

Numbomb
O trio de crust/grindcore de Brasília-via-Lisboa não terá só um, como dois lançamentos em breve: seu primeiro álbum e também um split com a Nekkrofuneral. Acompanhe a Numbomb pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Paranoia Bomb
Projeto recente de veteranos da cena punk rocker brasiliense (Firstations, Dissonicos, Caos Lúdico, Conteste!, Nada em Vão), o supergrupo traz também influências do country e do folk. Incansáveis, estão estúdio gravando o sucessor do EP “É Hora de Ir”, de 2020. Acompanhe a Paranoia Bomb pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Personas
No fim do último mês, os jovens do rock triste lançaram o single “E Eu Me Desespero Facilmente”, que dita o tom de seu próximo EP. Acompanhe a Personas pelo Instagram, Facebook e Spotify.

SLVDR
Faz bem uns 5 anos que saiu o excelente “Presença”, e dentro em breve tem novidades também! Se você curte uma fritação instrumental, fica de olho! Acompanhe a SLVDR pelo Instagram, Facebook e Spotify.

Signo 13
Há quase 10 anos na estrada, vários EPs e coletâneas na bagagem, a banda pós-punk do DF lançou seu primeiro álbum “Serpentário” num formato inusitado: soltando cada faixa como single, mensalmente, entre setembro de 2019 e outubro de 2020. E trarão mais novidades em breve! Acompanhe a Signo 13 pelo Instagram, Facebook e Spotify.

coletânea Coletivo Lança
O coletivo ainda prepara pra se lançar oficialmente em breve, com um evento online. Mas já nos adiantou sobre sua primeira atividade: uma coletânea (ainda sem nome), que tem confirmada as presenças de nomezassos como Loyal Gun, Hayz, Trash No Star, Letty, Drowned Men, Fragmentos Urbanos e Gomalakka, com músicas inéditas, será lançada no primeiro semestre. Como ainda não temos links oficiais, fica de olho nas bandas pra acompanhar!

coletânea Território Antifa
Produzida pela produtora Casa Sonora, várias bandas antifas da região metropolitana de Porto Alegre se reúnem nessa coletânea que promete! Todas entrarão com duas músicas inéditas. Alguns nomes confirmados: Lo que Te Voy a Decir (AMO!), Pupilas Dilatadas, Cine Baltimore e Punkzilla. Acompanhe a Casa Sonora pelo Instagram e Facebook.


Por hoje é isso! Espero que esse amontoado de palavras e links tenha sido útil pra você. Acredito que não faremos uma parte 3 sobre lançamentos futuros, mas pode mandar sua pauta no busridenoteszine@gmail.com. Sextou!