Formada em 2018, em Jundiaí, SP, e hoje contando com Mateus Flores (vocal), Marcus Vinícius (guitarra), Henrique Oliveira (bateria) e Daniel Martinho (baixo), Jupta descreve sua sonoridade como rock alternativo, em uma energia que é uma mistura de Queens of the Stone Age e Secos e Molhados, combinando em seus shows guitarras marcantes e estética visual expressiva. Já as letras, abordam temas como saúde mental, polarização social e vivências da comunidade LGBTQIA+.
Em 2025 lançaram seu terceiro álbum, “ULTRA”, que segundo eles, “representa um reposicionamento artístico da banda: mais direto, acessível e ousado”. O disco explora revolta, transformação, intensidade e autoaceitação.
Conversamos com Mateus sobre a história da banda e mais, na entrevista que você lê a seguir:
Vocês podem falar sobre a banda pra quem não conhece?
Somos uma banda de rock alternativo de Jundiaí, que nasceu em 2018 graças à fila de um show do Far From Alaska. Temos três álbuns de estúdio gravados, e o nosso som é uma mistura de Queens of the Stone Age com Secos & Molhados. Falamos sobre saúde mental, cotidiano de pessoas LGBTQIAPN+ e um pouquinho sobre amor.
A sonoridade da banda mudou um tanto em cada lançamento. Vocês poderiam falar sobre isso?
As mudanças vieram naturalmente, de acordo com a nossa vontade de conquistar novos sons e testar novas possibilidades. Apesar de virem naturalmente, elas foram bem estudadas e trabalhadas com muita calma, pois o nosso intuito é que o nosso som soe natural e de verdade, independente do estilo ou elementos.
A gente percebe uma mudança na temática nas letras também, o “ULTRA” tá trabalhado na terapia.
Total! No segundo álbum ainda é evidente muito resquício da pandemia. Muito medo e aflição. No “ULTRA”, o objetivo não foi ignorar as sombras, mas cuidar delas e encontrar uma abordagem menos destrutiva (para quem canta e quem ouve).
Existem músicas no “ULTRA” que consideramos verdadeiras orações e mantras, por isso decidimos dar um cuidado maior para as palavras e as consequências que elas podem ter.
Em 2025 vocês lançaram o álbum “ULTRA”. Foi o tempo mais longo que a banda teve entre dois lançamentos, 5 anos desde “Minha Casa é Longe Daqui” (2020). Como foi o processo de composição e gravação do “ULTRA”?
O álbum mudou muito nesses 5 anos, mas o fato mais importante e definitivo foi a volta do Marcus. Os primeiros rascunhos do “ULTRA” são de 2021(entre eles surgiu “ESPIRAL”), mas não conseguíamos nos encontrar nas faixas, então convidamos o Marcus para nos ajudar apenas a produzir. A ideia não resistiu a um ensaio e ele já estava de volta à Jupta no ensaio seguinte (risos).

E vocês têm tido uma boa constância de shows nessa nova turnê, alguns festivais, abrindo pra bandas já consagradas, mas poucos shows na cidade natal da banda. Me mudei pra Jundiaí há cerca de um ano e meio e percebo que as bandas da cidade tocam mais fora do que aqui. Vocês poderiam falar sobre essa nova turnê e sobre a atual cena da cidade?
O objetivo da turnê foi explorar lugares que não tínhamos ido ainda, para desbravar mesmo e descobrir novos públicos. Fomos sortudos por alguns convites para tocar em lugares e shows sensacionais que eram nosso sonho.
Apesar disso, é muito estranha a dificuldade (que a maioria das bandas tem) de fazer um show na cidade natal, por diversas questões (insegurança artística, produção, datas, casas que não colaboram, etc.), algo que em um lugar “desconhecido” se torna mais maleável.
Jundiaí sempre foi borbulhante quando o assunto é som novo. A cena da cidade está sempre em renovação, e cada vez fica mais surpreendente!
Quais são os próximos planos/passos da banda?
Vamos gravar o show do dia 30/8 na Sala Glória Rocha em Jundiaí e lançá-lo como registro definitivo do “ULTRA” ao vivo. Praticamente o nosso “primeiro DVD” (risos). Também vamos continuar com mais algumas datas da turnê até o final do ano (incluindo mais shows em Jundiaí!). Em paralelo, pode-se dizer que tem um menino sendo gerado.
Últimas considerações? Algum recado?
Ouça e abrace o “ULTRA”. Se tiver a oportunidade, vá em um show nosso! Adoramos compartilhar com vocês as nossas músicas.
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Ex colaboradore das antigas Six Seconds e Calliope Magazine, entre alguns blogs de música. Resolveu fazer o próprio site enquanto não tem dinheiro o suficiente pra fazer uma versão BR do Audiotree Live.
