Bus Ride Notes

Date archives abril 2020

Resenha

Unicórnio Maravilha – Gatos Voadores e uma Corrida de Capivaras

O nome da banda é estranho: Unicórnio Maravilha. O nome do segundo EP deles também é estranho: Gatos Voadores e uma Corrida de Capivaras. Tudo meio esquisito, né? Isso é ruim? Na verdade é muito bom!

Lançado em 2018, o EP conta com o trio Higor Machado (guitarra), Isis Cardoso (vocal/guitarra/baixo) e Thais Barbosa (bateria); além da produção de Igor Demétrio e da própria banda.

A banda carioca define o “Gatos Voadores…” como “um ambiente mágico em que qualquer coisa pode acontecer, em que seus maiores sonhos e medos convivem lado a lado”. E o disco é realmente uma viagem, já começando pela bela arte da capa que é assinada pela ilustradora Anna Brandão.

A faixa que abre o disco é “Blues Genérico #1”. O instrumental lembra de longe as guitarras do White Stripes e uma coisinha ou outra do The Cramps. Essa é uma das clássicas letras botando o dedo na cara de alguém. “Para de graça. Para de agir como se fosse amigável. Porque você não vai com a minha cara e eu também não gosto de você”, canta Isis Cardoso.

A letra de “Sobre as Fogueiras e as Morsas”, segunda faixa, é assinada por João Rosa. A música com o tom de despedida amorosa é levada por um instrumental já meio pop dançante que, se não fossem as guitarras distorcidas, até lembraria uma bossa nova em certos momentos.

“Blues Genérico #2 (Blues Kawaii)” é bem “Kawaii” (algo como “bonitinho” em japonês) mesmo. Letra romântica e sexy com outra levada blues bem envolvente. Destaque aqui pro instrumental do disco inteiro inclusive: a Unicórnio Maravilha sabe fazer um som que tinha tudo pra ser piegas e manjado, mas que na verdade acaba sendo bem imersivo e divertido. “E quero olhar o céu segurando sua mão. Sua pele é o abrigo onde eu quero me esconder e pernoitar até amanhecer”, bonitinho não?

O EP fecha com “Gatos Voadores”, assinada por Isis Cardoso, Thais Barbosa e Rita Valentim. É a faixa que mais foge do pop, tanto na letra, que inclui citações de Immanuel Kant, quanto no instrumental meio post punk, que cria um ambiente bem paranoico. “Qual é a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?”, pergunta Isis com uma charada tirada de “Alice no País das Maravilhas”. Existem várias respostas para essa pergunta, a Unicórnio Maravilha não se preocupa em te responder. Ficam no ar várias possibilidades e um gostinho de quero mais de um EP que em tão poucas músicas viaja por tantos lugares diferentes.

“Gatos Voadores e uma Corrida de Capivaras” está disponível no Spotify, Deezer, Youtube, Bandcamp e Soundcloud.


Resenha

Caffeine Lullabies – We Want You To Be Happy

Goiânia talvez tenha sido a cidade que mais nos trouxe bandas de grande potencial nas últimas duas décadas; desde os stoners do Black Drawing Chalks e do Hellbenders, o psicodélico Boogarins, até ao dreampop da Brvnks. Não se sabe ao certo o que levou tantas bandas goianas apostarem em letras em inglês (algo que não condeno, porém tenho algumas ressalvas) mas, nesse quesito, a cidade fica pau a pau com a capital paulista.

O Caffeine Lullabies é o mais novo expoente dessa cena a aparecer aqui no Bus Ride Notes e eles nos apresentam “We Want You To Be Happy”, lançado em 2019 pela Milo Records. A produção do trabalho é assinada pela própria banda em parceria com Braz Torres Neme, que também é responsável pela gravação, mixagem e masterização. Gravado no Up Studio em Goiânia, “We Want You To Be Happy” conta também com a produção executiva de Camilo B. Rodoavalho.

Esse é o segundo álbum da banda que estreou com “The Closest Thing to Death” em 2015. O Caffeine conta com Felipe Cavalcanti (voz), Bruno Roque (guitarra), Rodrigo Modesto (baixo), Gabriel Ferreira (guitarra) e Pedro Hernandez (bateria).

Com influências do rock alternativo da década de 90 e outros nomes do hardcore/pop punk, o álbum gira em torno de temas como decepções, saúde mental, paixões e amadurecimento. Também podemos sacar muitas referências de bandas como Basement e Floating Kid.

Pra deixar mais claras ainda as influências da banda, quem assina a capa é Alexandre Souza Sesper (Garage Fuzz; The Pessimists; ACruz Sesper; Angustia).

A faixa que abre o álbum é “Disappointment Is a Tricky Animal”, já mostrando o quinteto bem energético e riffs interessantes. A letra trata de problemas de relacionamento, tema que se repete em praticamente toda as faixas do álbum.

A faixa que dá nome ao álbum descreve um ambiente desolador e cheio de inseguranças (In the wilderness where I’m lost again. Scared to see you happy while I’m not), explodindo no refrão otimista que almeja a felicidade mesmo em tempos difíceis.

“Headlights” segue a mesma linha. Destaque aqui para o ótimo trabalho nas guitarras, mantendo o som melódico sem perder o peso. A letra  da música que, segundo o faixa-a-faixa feito pela banda, quase ficou de fora do álbum (fizeram bem em não deixar essa de fora), gira em torno da vulnerabilidade em um relacionamento e as inseguranças aos quais estamos expostos em momentos assim. “You could see through my weakness. Peeling the skin where I hide”.

“Violent Superego”, um dos dois singles, é um ponto alto no álbum. Com um refrão poderoso (I pray the lord, I say deliver us from evil. I pray the devil, I say keep the lord away), a música foi uma ótima escolha de single.

Também um single, “Loved Ones” talvez seja a mais melódica do álbum. Um tanto parecida demais com os sons do Basement em “Promise Everything” (2016), a letra fala da sinceridade em se reconhecer as falhas que abalam amizades. Também uma ótima escolha de single.

Ainda seguindo o caminho mais melódico acompanhando de riffs marcantes, “Watch Your Six” têm as letras mais fortes do álbum. Crescer em ambientes disfuncionais deixam marcas que nos acompanham para sempre e as vezes é complicado abandonar antigos ressentimentos. “I got this growing pains from growing too fast. Still I’m weak”, canta Felipe Cavalcanti em um dos versos mais tocantes da faixa.

“Sublimation” traz de volta a velocidade do início do álbum, é a música que mais remete ao hardcore em “We Want You To Be Happy”. A letra evoca uma força que nos mantém de pé mesmo quando estamos a ponto de desabar, uma força quase que feral.

O álbum se encerra com a melódica “5:30 (Morbid Dreams)”. As dores passadas continuam presentes nos versos que fecham “I came to mourn and scratch my phatom arm”. O Caffeine Lullabies deixa a mensagem de que é impossível ser plenamente feliz se não nos resolvermos com nossos fantasmas internos e sermos sinceros com as nossas falhas.


Entrevista

Manger Cadavre?

Formada em 2011 entre São José dos Campos e Pindamonhangaba e atualmente (até o fim de 2019) com Nata Nachthexen (vocal), Marcelo Dod (guitarra), Marcelo Kruszynski (bateria) e Jonas Morlock (baixo), Manger Cadavre? é uma banda que você já pelo menos ouviu falar se acompanha lançamentos do gênero “barulheira e gritaria”, digo isso porque as bandas de hardcore/crust costumam ter fãs que não são tão adeptos ao som que o pessoal costuma chamar de “extremo”.

Além de um split com as bandas No Rest, Vasen Käsi e Warkrust, em 2019 eles lançaram o disco “AntiAutoAjuda”, que conta uma história (literalmente, se você comprou o CD ou se ler as letras no Bandcamp, antes de cada uma tem uma introdução) sobre doenças psicológicas causadas pelo capitalismo.

Fizemos uma pequena entrevista com a banda pra falar um pouco sobre o disco e mais:

Vocês podem falar um pouco sobre a banda pra quem não conhece?

Somos uma banda de hardcore, com influências de crust de São José dos Campos, interior de São Paulo. Estamos em atividade ininterrupta desde 2011, tendo tocado em todas as regiões do Brasil e lançado seis trabalhos de forma digital e física.

As letras de “AntiAutoAjuda” têm o mesmo tema. De onde surgiu essa ideia e a escolha do tema?

O álbum, que foi o nosso penúltimo lançamento, é temático, mas as letras contam uma história, logo, elas são diferentes dentro de um contexto de evolução. As três primeiras falam sobre estar em uma condição de adoecimento mental, as três do meio sobre a tomada de consciência sobre as razões do adoecimento (capitalismo) e as três últimas sobre o reencontro do ser coletivo como fator de superação da condição de sofrimento mental (a luta como cura). A ideia surgiu, pois os quatro da banda, na época, estavam em condições de adoecimento, assim como muitos amigos queridos. Nisso, a gente tentou sair do niilismo e apenas denúncia (que são padrões dentro do estilo) e quisemos trazer algo propositivo. Quem adquire o CD físico tem acesso a narrativa que permeia as letras e trazem sentido pra história que contamos.

E como foi o processo de composição das letras?

Compusemos em seis meses, ensaiamos semanalmente, e no período final, duas vezes por semana.

Pra uma banda D.I.Y. vocês fizeram shows pra caramba em 2019. Podem falar um pouco sobre?

A nossa banda não recebe cachê, mas temos exigências mínimas como transporte (carro, ônibus ou passagens de avião), alimentação, traslado. Apenas em festivais de grande porte a gente pede cachê. O que paga as nossas despesas rotineiras de gravação, ensaios etc, é a venda de merchandising. Ainda hoje, quase um ano depois desse lançamento e do “Inflamar” ainda estamos pagando as parcelas da gravação. Portanto, continuem nos dando suporte pra gente poder continuar produzindo!

Como uma banda de som extremo vocês estão presentes nas cenas metal e punk/hardcore. Vocês vêem alguma diferença nelas?

A gente transita entre os dois meios e cada um tem seus pontos positivos e negativos, o diferencial é que no meio metal a galera consome mais merch e, pelo menos com o nosso som, agitam mais no pogo, mosh pit, stage dives, que no meio hardcore punk, que geralmente a galera mais presta atenção ao som. Talvez pelo fato de incorporarmos muitos elementos do metal no hardcore isso não empolgue tanto a galera desse meio, mas sempre colam pra conversar, elogiar e incentivar a banda. O público hardcore punk é mais crítico em relação a postura (até porque a maioria já tem base ideológica formada), enquanto o metal é mais acessível por meio da sonoridade das músicas e posteriormente das letras e é o espaço em que a gente mais consegue disseminar nossa mensagem, trocar ideia e esclarecer muitos pontos. Mas a gente é fã dos dois nichos, então é impossível dissociar ambos do nosso som. Ambos os públicos variam muito em relação a postura de uma região pra outra no Brasil, não conseguimos generalizar por esse fato. 

Últimas considerações? Algum recado?

Faça o que puder, mas faça sempre! Obrigado pelo suporte durante esses nove anos de banda.

A banda fez um mini documentário sobre a gravação do disco, que você pode assistir abaixo:


Resenha

Nâmbula Mangueta – Eu sou Nâmbula Mangueta

Nâmbula Mangueta é um girlpower trio formado em São Paulo em 2018 por Andrea Marques (bateria), Bruna Guilhem (baixo) e Gabe Halencar (guitarra e voz). Em Maio de 2019 elas lançaram o primeiro EP, “Eu sou Nâmbula Mangueta”.

Quando falo de Nâmbula Mangueta só consigo pensar no som, não que as letras sejam tratadas com menos atenção, mas a voz é inserida como o quarto instrumento, ela segue a melodia, não recita a letra como estamos acostumados a ouvir e o resultado disso é forte. Me sinto em um experimento sensorial ouvindo esse EP.

Acho que posso chamar esse som “forte” de “grave” (me corrijam se eu estiver errada, sei zero de teoria, técnica, etc musical), o baixo é sempre bem “visível” e apesar de ter muitas sonoridades diferentes o EP todo é bem conciso, parece uma coisa só.

Não sei se dá pra chamar ele de temático, já que toda interpretação é diferente e nem todo mundo vai chegar à mesma conclusão, mas as letras têm um tema principal: relacionamentos abusivos. Lembrando que relacionamentos não são só os amorosos, eles acontecem no trabalho, amizade, família e qualquer outro lugar.

“O EP faz uma viagem aos ambientes em que os abusos de poder acontecem. Elas relatam em suas letras vivências pessoais, conflitos internos e externos de se conviver numa sociedade nada justa”.

A primeira música, “Tormenta”, puxa pro stoner e introduz: “Enquanto seu retrato perde cor, já não resolve maquiar o fim. Tudo que fiz foi ser gentil demais com queria me roubar”.

“Fardo” segue com um som “pesado” que parece te envolver. Uso aspas porque “pesado” é sempre usado pra descrever bandas de metal que tocam rápido, mas nesse caso a melodia lenta e o grave criam um peso diferente.

Quando você prioriza o som, as letras costumam ser curtas e se repetir, é isso que vemos no EP, é isso que faz as músicas grudarem na cabeça e acho que é por isso que nem só “Mantra” parece um mantra.

“E os dias que você largou do meu esforço foram fechados com um sorriso meu”

“Bicicleta de (E)star” com sua melodia calma é daquelas que agrada não esquecer por dias.

“Macacos 12” é talvez a música que mais expresse o conceito todo do EP, tanto som quanto letra: “Acumulo milhas pra não te ver, tomo distância e espaço pra poder ter um sossego, um refresco, um ar”.

“‘Eu sou Nâmbula Mangueta’ é uma reflexão aos comportamentos da sociedade em que estamos inseridos. A capa do EP é o espelho, é o reflexo de sentimentos gerados por uma sociedade que nos pressiona a exercer poder sobre o outro, o que nos distancia de nós mesmos e dos reais sentimentos e impressões que poderiam ser vivenciados se não fosse essa cultura”.


Playlist

Playlists pra movimentar sua quarentena!

Uma coisa que sempre gostei de fazer é mixtape (talvez isso denuncie a idade…). Mils anos depois, com as facilidades das plataformas de streaming, as fitas cassete viraram links, praticamente sem limitação de tempo, e sem o risco de gravar uma coisa por cima da outra. (Se você é jovem e não pegou a referência: as fitas, assim como CDs e vinil, tinham uma duração específica pra cada lado, tipo meia hora. E, ao contrário das outras mídias citadas, a gravação não era “permanente”: você podia gravar, de propósito ou por acidente, coisas por cima das outras quantas vezes quisesse – ou quanto a fita magnética aguentasse). Enfim, @deus abençoe as playlists!

Daí quando trabalhei numa loja descolada, tive que aprender a adaptar a ambientação sonora (ou som ambiente, ou trilha sonora, como você preferir) com o tipo de público que tava ali no momento – sim, ~atacava de DJ, soltando uns indie modernos pros hipster e mandava ver no jazz quando entravam as senhorinhas. E assim precisei começar a fazer playlists (no saudoso Grooveshark) pra não perder muito tempo caçando coisas aleatórias, até porque tinha que >atender< essas pessoas, que era minha função real.

Bem, num certo ponto, já depois de véio, depois de ter feito ambientação sonora pra clientes variados, casamento, festinha das amiga e churras de Domingo; descobri que fazer playlists, pra mim, era um trem quase terapêutico. Acalmava as crises de ansiedade e, apesar de um certo nível de déficit de atenção, conseguia passar horas seguidas ali, amontoando músicas. E, por ser cheio dos TOCs e piras particulares, não demorou muito pra começar a fazer playlists temáticas. É, já não bastava mais ser por estilo musical, localização, ano de lançamento. Precisava ter TEMAS. Ai ai, viu.

O que eu quero falar mesmo é que a gente sabe que essa pandemia do Covid-19 tá sendo um período bem complicado. E é pra geral – quase 50% de todas as pessoas que habitam essa pequena esfera que flutua no espaço estão em quarentena. Muito se fala em ocupar esse tempo em casa (se vc puder ficar em casa, FICA EM CASA!!) com atividades diversas. Faz bem mesmo ocupar a cabeça pra não surtar. Tem curso online grátis, canal de TV liberado, aquele livro que tá empoeirado na sua prateleira, a louça na pia pra lavar ou uma nova receita de bolo pra aprender. Se nada disso faz seu tipo ou você é desses que simplesmente preferem música como sua companhia, ou mesmo se quer variar sua atividade de lazer, meu papo agora é contigo.

Como fazer playlist foi/é minha cura (ou ao menos anestesia) pra esses momentos ociosos/ansiosos, esse post foi feito pra te convidar pra participar das nossas playlists!
Aqui no Busão a gente é bem underground e curte muitas (muitas mesmo) bandas independentes, então essa é uma oportunidade de divulgar sua banda ou a banda da sua miga/broder. Criar e/ou participar e/ou espalhar playlists é uma boa forma de (a) conhecer novas bandas e (b) fazer com que novas pessoas conheçam seu som. Um apoio mútuo. E lembre também que as plataformas pagam (centavinhos, mas pagam) por stream – o que significa que é pra ouvir horrores sempre, inclusive quando acabar a quarentena. Tenha tudo isso em mente!

As listas a seguir são colaborativas, o que significa que você pode (e deve!) adicionar as músicas que quiser. Mas desde que sigam o tema, senão a gente vai excluir sim, belê? Vamo lá:

LANCHES foi a minha primeira playlist temática – e colaborativa. As músicas têm nomes de comidas, bebidas e afins. É como juntar amigs ao redor da mesa pra bater um papo e fazer uma refeição descontraída. Foi concebida durante um longo período de isolamento pessoal, vulgo desemprego.


Na chroma o tema são cores. Mesmo sendo daltônico, percebi muitos títulos de canções com esse assunto e claramente precisava fazer uma playlist pra agrupá-las. E aqui está.

Carregando o nome da clássica da Sleater-Kinney, call the doctor reúne músicas intituladas com doenças, sintomas, transtornos, remédios e tudo que couber nesse escopo.

Essa playlist é da Livia, na real. Foi criada pra ser uma “distração simples e rápida”, segundo ela. Jenny Drinks leva o título da música do The Interrupters e compila faixas que têm nomes de pessoas.

[EDIT Abril/2021] Obviamente nesse meio tempo fizemos playlists novas, afinal de contas por que não? São só duas, bora!

A covers não precisa de explicação né? Só chegar chegando.

E, pra finalizar, rain down some change on me (citação da amadíssima RVIVR) pra encarar o período de chuva – ou lembrar dela na seca que se aproxima.


Pessoalmente, ainda tenho playlists com os lançamentos do ano, bandas com quem a Xavosa já tocou, discografia do meu finado selo, entre várias outras, que nem vou citar pra não cansar mais.

Mas e aí, e você? Tem umas playlists massa pra compartilhar? Manda aí pra gente!