Bus Ride Notes

Date archives junho 2019

Resenha

Feito Por Elas – O Documentário

“A música é um instrumento de salvação”

Quem segue a Bus Ride Notes, no Facebook ficou sabendo sobre a dica para o fim de semana: a plataforma Looke disponibilizou o documentário para ser visto de graça por alguns dias.

Dominatrix

O filme tem uma pegada totalmente punk rock/hardcore, não só pela trilha sonora, mas também por ir direto ao ponto e não enrolar muito para chegar em conclusões. Dura menos de 40 minutos e não é nem um pouco cansativo de assistir. As cenas antigas dos roles são o ponto alto da produção para mim, que adoraria ter conhecido esses roles quando tinha meus 15 anos.

Ele conta resumidamente a história da cena independente paulistana, principalmente do movimento RIOT GRRRL, e assim vemos relatos sobre como essas minas vem conquistando na base da porrada e do talento seu tão merecido espaço. Porém ainda falta mais respeito.

As garotas entrevistadas no documentário fazem parte da cena e são integrantes de algumas das seguintes bandas: Charlotte Matou Um Cara, Pitty, Dominatrix, Papisa, Lâmina, The Biggs, Bertha Lutz, Far From Alaska, Plutão Já Foi Planeta, Supercombo, Ventre, In Venus, entre outras.

No documentário a música é exposta como meio de comunicação que explana idéias do manifesto feminista, com mensagens aceleradas e indo direto ao ponto, pois não existe (ainda) espaço grande o bastante para falarmos sobre os aspectos do movimento e suas pautas em grandes veículos mediáticos. Tornando o som que essas minas criam uma forma de difundir esse conhecimento para o maior número de pessoas, além de ajudar as meninas a entenderem que são completamente livres e possuem força para conquistar aquilo que querem.

A Banda Charlotte Matou um Cara se apresentando no Hard Grrrls Fest

As bandas falam muito sobre o machismo velado dentro da cena de música independente, sobre a tragédia do aborto ilegal, celebram a diversidade de cada mulher e de seu desejo de nos expressar. Tocam no assunto da objetificação do corpo feminino e paternalismo que ainda acontece, principalmente com mulheres fortes que precisam assumir uma postura mais agressiva perante a sociedade. E sobre como é importante que cada vez mais mulheres se libertem das amarras sociais instaladas pelo patriarcado ao longo de toda nossa história e dia a dia.

Elas fortalecem umas as outras através desse movimento

Assistindo ao filme fica impossível não entender o verdadeiro significado de sororidade. Exemplo claro disso são os selos femininos como o HÉRNIA DE DISCOS que além de dar aquela força também ajudou a montar a primeira edição BR do GIRLS ROCK CAMP, que se trata de um acampamento de férias onde garotas aprendem a tocar instrumentos, mas não só isso: a experiência agrega no empoderamento de meninas através da música.  

Ao assistir umas as outras, as meninas se vêem representadas e ganham mais confiança no próprio potencial e finalmente conseguem se entender como humanos com valor e talento. 

Não lembro o nome da senhora da HÉRNIA que disse isso (assista!), mas, muito satisfeita, revelou que essa é sua herança para a humanidade.

ALL GIRLS TO THE FRONT 

O documentário também faz um paralelo com o movimento RIOT GRRRL norte-americano que só vai dar as caras em território tupiniquim no começo dos anos 90, foi quando a galera conseguiu trazer umas cassetes do Bikini Kill da gringa.

A Partir daí a coisa só cresceu. Anos depois, em 2003, surgia a e-zine HARD GRRRLS que tinha foco na divulgação do som independente feminino e feminista.

Essa zine gerou uma comoção entre as bandas que começaram a se conhecer e resultou no HARD GRRRLS FEST, que aparentemente foi muito foda, mas acabou em 2006. Ainda rolam uns revivals de vez em quando, então melhor ficarmos atentas.

Concluindo: as mina são fodas! O documentário é interessante e prende a atenção do começo ao fim, toca em assuntos importantes, passa algum tipo de conhecimento e como todo bom documentário nos proporciona um exercício de empatia. Tipo assim, assistam.  


Resenha

Queercore

Queercore é um gênero musical que surgiu nos anos 80. É punk rock com letras sobre a vivência LGBTQ+, muitas vezes bem melódico, como o primeiro disco do Get Up Kids.

Queer é uma palavra que tem sido muito usada ultimamente, é uma gíria ofensiva em inglês que foi ressignificada já há algum tempo. Dia desses me perguntaram o que significa e, depois de parar pra pensar, respondi “é tudo o que não é heterossexual ou cisgênero” (essa você vai ter que procurar no Google).

Provavelmente a coisa que eu mais gosto no Queercore são os nomes das bandas. Nos anos 90, quando o gênero ficou bem famoso, a maioria dos nomes de bandas eram trocadilhos ou eram só engraçados (The Butchies, Limp Wrist, Pansy Division, God Is My Co-Pilot).
E pra quem acha que número no nome é coisa do Pop Punk, tenho uma notícia pra vocês: isso é coisa do Queercore (Tribe 8, Excuse 17, Slant 6, Fifth Column).

No Brasil tinha Dominatrix, Anti-Corpos, Bertha Lutz com o hino “Preta, gorda, sapatão” e hoje talvez Sapataria seja a banda que melhor representa o gênero, desde o nome.
Hayz é Queercore puro, inspiradas em Team Dresch, Longstocking, The Third Sex.
Além de Bioma, Clandestinas, Mau Sangue, Felisha Fuzz e várias outras que esqueci ou não conheço (quero recomendações).

Queercore tecnicamente são bandas que falam sobre a vivência LGBTQ+, mas a gente sempre inclui na lista do gênero bandas que tem membros LGBTQ+ (seguindo esse raciocínio fizemos a playlist nesse post) e levando isso em consideração, hoje o Brasil tá criando uma cena Queercore e além de bunito de ver, isso é necessário.

É uma grande rede de apoio, como pudemos ver recentemente em dois casos: quando Sapataria concorreu na votação pra tocar no João Rock e quando Xavosa concorreu pra tocar no Hard Chaos, ambos os festivais praticamente sem nenhuma banda com mulheres ou LGBTs. Muitas bandas e páginas compartilharam os links pra ajudar as duas bandas nas votações. Infelizmente nenhuma das duas foi qualificada e nós precisamos refletir sobre isso.

Não precisamos de mais um festival só de macho, já dizia G.L.O.S.S.: “Não vamos reencenar, não vamos representar o hardcore deles, o ‘original’ de garoto hetero é uma grande chatice”.

A playlist está no Deezer também, ouça aqui.


Resenha

Charlotte Matou um Cara

FOTO: ANNA PAULA BOGACIOVAS

De uns três anos pra cá é visível o número constantemente crescente de bandas nacionais, esse foi o principal motivo pra criação desse site.

Charlotte Matou Um Cara surgiu no começo dessa nova leva. Eu conheci a banda no único show delas que vi, no festival Queers and Queens em Maio de 2016, um dos primeiros shows da Charlotte. Nele elas já tocaram uma das minhas músicas preferidas “Não Aceito” que, infelizmente, pra mim ficou conhecida como “a música do Maluf”, pois no começo da música no disco tem um audio do político dizendo “O que fazer com um camarada que estuprou uma moça e matou? Tá bom, tá com vontade sexual estupra, mas não mata”.

Minha primeira impressão foi de empolgação vendo um show bom de uma banda nova de riot grrrl gritando mais que o mesmo refrão em todas as músicas. Claramente não fui a única, pois Sapataria cita Charlotte como uma das principais influências.

Charlotte Matou Um Cara é o tipo de banda que eu gosto de chamar de “tapa na cara”: eu vou, sim, falar como a maioria das suas atitudes me violentam. A repressão que vem de todos os lados: construção social, religião, machismo, autoritarismo, mas eu não aceito mais isso tudo sobre mim. A rua é um campo de batalha e eu vou armada até os dentes, eu vou reagir, não vou mais só resistir.

Como podemos ver nas letras da Charlotte, mudamos nosso discurso, finalmente deixando de reproduzir a passividade que nos ensinaram a ter, como diz Anti-corpos.

Nos últimos dez anos (ou mais) o punk mainstream no Brasil consistia em hardcore melódico pouco politizado. Poucas eram as bandas sem letras rasas e na época que a Charlotte surgiu era correto dizer que faltavam bandas como ela. Felizmente isso mudou, tanto pelo número de novas bandas quanto pelo nosso fácil acesso a elas. Tem muita banda e tem pra todos os gostos.
É lindo ver a cena riot grrrl se fortalecendo e uma cena queercore se formando (trataremos disso em outro post).
A cena alternativa/undergound deveria ser um local de acolhimento pra todos e parece que, aos poucos, isso está se tornando realidade

Junto disso aumentou o número de festivais independentes (que são a coisa mais inspiradora do mundo) e também festivais no mainstream, como pudemos ver com o Garotas à Frente. Isso sem contar as páginas, canais do Youtube, podcasts, rádios online e etc.
Eu não faço ideia de onde surge toda essa força criativa, mas fico feliz que o pessoal se cansou dos anos de estagnação e colocaram em prática o famoso “faça você mesmo”.

Sem dúvidas o melhor momento do punk/hardcore (e não só) nacional tá acontecendo agora e eu espero que só mude pra melhor.


Site

Bandcamp

Você provavelmente já ouviu falar do Bandcamp. É um site de stream de música e acho que o mais decente de todos eles, pois cerca de 75% do valor das vendas vai diretamente pras bandas.

Spotify e outros pagam literalmente centavos por mil streams, é impossível ganhar dinheiro neles sem ser uma banda muito famosa. Não sei como funciona o Soundcloud, se é que ele paga alguma coisa.

Pois bem, eu tava conversando com um pessoal sobre merch de banda (o único meio em que as bandas ganham dinheiro): alguns não gostam de comprar camiseta, outros de comprar CDs, mas certeza que todo mundo baixa música ou faz stream.
Então, e se em vez de pagar quinze reais pro Spotify no mês, você pagar um dólar por um disco no Bandcamp?
Se você pensar que um dólar tá quatro reais, se uma dúzia de pessoas comprar já dá uma graninha pra banda sacar do site.

Você precisa de um cartão de crédito internacional pra usar o Bandcamp, mas hoje muita gente tem Nubank, Digio, etc e todos esses cartões são internacionais.
Já que você vai gastar dinheiro, essa é uma opção bem melhor do que pagar pro Spotify.
Eu não tô julgando quem usa streams, eu uso, mas se você se preocupa em apoiar financeiramente as bandas, você precisa saber como as ferramentas pra isso funcionam.

Se a banda habilitar “pague o quanto quiser”, as pessoas podem comprar sem um preço mínimo (as vezes a pessoa só pode pagar um dólar mesmo).
Fora o fato de que se muita gente do Brasil começar a usar e pedir pro site adicionar a opção de real (eles tem opções de outras moedas) talvez isso aconteça e fica mais fácil pra todo mundo. Inclusive, as bandas vão poder usar a ferramenta de loja virtual que o Bandcamp tem.

O site também funciona como rede social, você segue outras pessoas, vê o que elas compraram e quando alguém compra algo porque viu no seu perfil eles te mandam um email avisando (um “toca aqui!” virtual, como eles dizem).

Fiz esse texto pra compartilhar uma ferramenta que é boa pra todos, espero que vocês gostem desse site tanto quanto eu.


Evento / Resenha

Festival Garotas à Frente

O festival ocorreu dia 20 de Abril de 2019 e essa resenha foi originalmente publicada no meu blog, mas eu acho importante compartilhar aqui também.

Garotas à Frente foi um festival feminista. Não diria que o show do Pussy Riot foi um detalhe, mas o festival foi muito mais do que isso.
A Powerline é uma produtora de shows que traz pro Brasil bandas não tão mainstream, mas com um bom público fiel. Em 2018 trouxeram Against Me! e lançaram a edição em português do livro “Tranny”, de Laura Jane Grace, vocal da banda.
Esse ano eles fizeram o Garotas à Frente pro lançamento da edição em português(finalmente!) do livro de mesmo nome, de Sara Marcus que conta a história do movimento riot girl nos EUA nos anos 90. E com o show do Pussy Riot foi também o lançamento da edição em português do livro “Um guia Pussy Riot para o ativismo” de Nadya Tolokonnikova, uma das fundadoras do Pussy Riot, da editora Ubu.

O festival teve exposições do Guerrilla Girls, um coletivo formado em Nova York em 1985 cujo objetivo é combater o sexismo e o machismo no mundo da arte questionando a presença de artistas mulheres em grandes instituições de arte e museus pelo mundo. E das artistas brasileiras Aline Lemos (Desalineada), Bruna Morgan (Universo em bolha de tinta), Larissa Oliveira (I Wanna Be Yr Grrrl), Jane Herkenhoff, Renata Nolasco (Atóxico) entre outras.
Houve também exposição dos trabalhos feitos na oficina de stencil e lambe realizada pelo Girls Rock Camp Brasil, no mesmo dia do festival.
O Girls Rock Camp é uma iniciativa linda que em 2013 chegou ao Brasil, “é um acampamento musical de férias, exclusivo para meninas. Onde durante uma semana, meninas com idades de 7 a 17 anos são convidadas a ter uma experiência empoderadora, muito divertida e completa no mundo da música. Em meio a atividades de fortalecimento de autoestima, desinibição, trabalho em grupo, elas aprendem a tocar um instrumento, formam uma banda, fazem uma composição inédita e uma apresentação ao vivo, aberta para os pais, familiares, amigos e toda a comunidade.”

A poetisa Ingrid Martins se apresentou “com sua poesia autoral que fala de suas vivências e dificuldades, mostra representatividade, empoderamento e visibilidade”. Ela faz parte do Slam das Minas que nasceu em 2016, no mês da mulher, “para criar um espaço de voz e acolhimento, feito pelas e para as minas, monas e manas além de garantir uma vaga feminina para o Slam BR”. E só hoje eu descobri o que é slam: LEIA AQUI.

Bloody Mary Una Chica Band, como o nome já diz é uma banda de uma mulher só, a multi-instrumentalista Marianne Crestani toca guitarra, bateria e canta ao mesmo tempo “um garage noise com volume alto e som distorcido, batida certeira, voz rasgada”. É um show incrível.

Eu creio que Sapataria é a banda brasileira que melhor define o queercore: nome engraçadinho, punk rock e letras focadas na vivência LGBTQ+. É a típica banda “tapa na cara” que você ama.
Elas conseguiram se expressar muito bem e sabem da importância disso, pois distribuem zines com as letras das músicas nos shows. Shows que são de arrepiar pois a banda tem uma enorme presença de palco e consegue usar com maestria a energia linda do punk/hardcore que te faz canalizar o ódio e revolta contra as injustiças do mundo em algo construtivo: resistência.
SAPATAS DE TODO O MUNDO: UNI-VOS!

Pussy Riot é aquele coletivo russo que fazia intervenções com balaclavas(depois delas é que todo mundo descobriu que “balaclava” era uma palavra e aquelas máscaras tinham nome) coloridas tocando punk protestando o Putin e em 2012 foram presas por fazer uma intervenção em uma igreja.
Depois que as integrantes saíram da prisão o coletivo seguiu com intervenções, lançou músicas, dessa vez eletrônica e começou a fazer shows.
O show é uma grande intervenção audio visual, muita informação num telão enquanto a banda toca. Junto do novo trabalho eletrônico tocaram duas músicas que tocavam nas suas primeiras intervenções na Rússia, incluindo “Mother of God, Drive Putin Away”, mais conhecida como “Punk Prayer”, a música que tocaram na intervenção em que foram presas. O show foi incrivelmente divertido, as vezes parecendo uma rave. Uma brisa.

Era visível a grande presença da mídia no Garotas à Frente. Não surpreende, eventos como esse são extremamente importantes e infelizmente muito raros. Espero que esse seja o começo de uma mudança necessária.


Evento / Resenha

Punk pelo Espaço do Saber

O evento rolou Sábado dia 25/05 no Ação educativa. Com shows de punk e hardcore gratuitos, pedindo apenas doações voluntárias. O rolê foi criado para arrecadação de brinquedos para o Espaço do Saber e organizado pelas minas da Gulabi.

O Espaço do Saber é uma biblioteca comunitária que resiste na periferia de Suzano oferecendo conhecimento, leitura, atividades culturais e de lazer para as crianças e jovens da comunidade.


Agressividade, potência e muita liberdade: O som, as bandas e as personalidades 

WEIRDUO

Duo hardcore baixo e bateria de São Paulo

Foi a primeira banda a se apresentar, é formada por “Pedro & Jivago, a dupla sertaneja”. Abriu seu show com um cover de Bella Ciau versão hardcore de satan abençoado. Chegou ditando o ritmo para os próximos shows com gritos rasgados e um som raivoso e angustiado. A energia tomou conta naquele momento e foi impossível (para mim) não balançar meu cabelo com o peso da bateria. O som foi dinâmico e com letras que jogam sal nas feridas que dizem respeito a verdades recorrentes desde doenças mentais às desigualdades nossas de cada dia.

ALTO NÍVEL DE INSANIDADE

Banda da cena hardcore de São Bernardo do Campo. É formada por Nayra nos vocais, F. Nicholas na guitarra, Bollaxa no baixo e Marco na bateria

A segunda banda a prestigiar a noite chegou quebrando tudo com uma agressividade que fez o chão tremer! As músicas tocadas falaram principalmente sobre as dificuldades e força das mães.As mãe merece!” (Nayara durante o show). Além de política, sociedade, conflitos psicológicos, dentre tantas outras coisas. O som tem o tipo de peso agressivo que contagia a platéia com a autenticidade das músicas. Confesso que essa foi minha grande descoberta da noite e estou esperando eles produzirem uma camiseta super extra grande para adquirir a minha.

GULABI

A banda punk feminista antifascista tira inspiração das mulheres da Gulabi Gang. É formada por cinco minas, foi a terceira a se apresentar e trouxeram fans jovens que só acrescentam à cena!

Se existe algo mais foda do que meninas podendo se expressar através do punk rock, seja berrando ou dançando livremente sem NINGUÉM as incomodando, eu ainda não conheço. O show da Gulabi foi um dos pontos altos no evento não só pelo som, mas também pelos fans que se jogaram na pista e deram show de liberdade de movimento e expressão. As letras pedem intervenção alienígena (quero), falam sobre questões políticas e diz respeito a como nós, como mulheres, também podemos e DEVEMOS sair para curtir o role, sim! Cheio de impacto, rápido e divertido, são minas livres dando um tapa na cara da sociedade e compartilhando ideais feministas de superação, livres dos preconceitos e imposições da sociedade e da cena masculina. 

QUESTIONS

Banda de hardcore brasileiro old school, foi a banda com mais tempo de estrada a somar no rolê e que fechou a noite com chave de ouro

Formamos o Questions com o espírito de unir a energia e a intensidade do hardcore ao peso e à agressividade do metal. O nome representa uma postura crítica em relação à vida: questionar, não aceitar as coisas passivamente.

A banda é formada por Pablo Menna na guitarra, Edu Andrade no vocal, Helio Suziki no baixo e Duz Akira na bateria. É basicamente impossível curtir um som desses sem querer abrir uma roda. O último som da noite contou com a maior energia da galera, mais gente dançando, gritando e feliz. Músicas pesadas de verdade que foram escritas com tamanha consciência social sobre o Brasil e a cena de São Paulo. Contam sua verdade nua e crua expressada da melhor forma (com um som do caralho). O que dizer dessa apresentação? Sendo a banda com mais tempo de estrada, eles sabem muito bem o que fazem e são extremamente bons nisso. Que som foi esse!?

Bom povinho, ficam aí minhas impressões como mera expectadora que não manja nada sobre nada dessa cena, mas estou aqui para conhecer. De qualquer forma quero deixar um recado muito importante para vocês:

A Gulabi está arrecadando doações para o Espaço do Saber até o Dia das Crianças. Então vamos dar uma força. É só falar com as minas pela PÁGINA DA BANDA, marcar um lugar para entregar os brinquedos e pronto! Já vai estar ajudando essa juventude, porque se depender do governo nóis tá ferrado, bora!

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Obs: Estamos com um probleminha nos links e no formulário de contato. Os links estão em caixa alta. Caso queira entrar em contato, por favor mande mensagem para as redes sociais. Obrigada.